Netflix vai produzir série sobre incêndio na Boate Kiss e está dividindo opiniões

O enredo será baseado no livro da premiada jornalista Daniela Arbex.

Em 27 de janeiro de 2013 o Brasil inteiro se chocava com uma terrível tragédia: a Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, pegou fogo e matou 242 pessoas. Sobretudo, a causa do incêndio foi a imprudência da banda, que usou artefatos pirotécnicos em ambiente fechado. Entretanto, o local também contava com uma aglomeração de público maior que a prevista, ou seja, vários elementos contribuíram para o desastre.

Durante o resgate, as autoridades relataram que os celulares das vítimas tocavam ‘ininterruptamente’, pois os familiares queriam notícias. A maioria morreu por intoxicação, até mesmo sete meses após o incêndio. Em contrapartida, outro assunto tomou conta da mídia: a falta do antídoto específico para combater o cianeto encontrado no organismo dos sobreviventes, e o despreparo clínico para tratamento de intoxicados em um evento trágico de grande proporção.

Fachada da Boate Kiss no dia seguinte da tragédia.
Fachada da boate após o incêndio. (Imagem: Dvulgação/ Polícia Civil do RS)

Caminhões de frigoríficos recolheram os corpos da Boate Kiss e levaram a um ginásio, com a ajuda de centenas de voluntários. Humberto Trezzi, repórter da Agência RBS, relatou o caso. “O ginásio parece um formigueiro, tomado por centenas de voluntários que acorreram ao chamado de ajuda feito por meio das rádios. Além de médicos e psicólogos, compareceram assistentes sociais, enfermeiros, soldados e policiais. Muitos em chinelos de dedo e bermuda, que emergência não combina com etiqueta. Em outras palavras, a pior coisa que já vi na vida”.

Você é contra ou a favor de recriarem o ‘Caso Boate Kiss’ para o streaming?

Na data de ontem, 23 de novembro, a Netflix anunciou que irá produzir uma série sobre o incêndio. A princípio, foi revelado, também, que a obra terá cinco episódios, com roteiro baseado no livro ‘Todo dia a mesma noite’, da jornalista Daniela Arbex.

Daniela usou sua sensibilidade e expertise para reconstruir os acontecimentos em torno da Boate Kiss, onde analisou 20 mil páginas que compõem o caso na Justiça. Sobretudo, também entrevistou cerca de 100 moradores de Santa Maria, incluindo pais e mães das vítimas, sobreviventes, peritos e até mesmo profissionais da saúde, que participaram do resgate.  As filmagens da série relatando o incêndio terão início em 2022, com consultoria criativa de Arbex. A equipe de roteiristas é liderada pelo premiado cineasta Gustavo Lipsztein, com direção de Julia Rezende.

A boate ficou completamente destruída.
Interior da boate após a tragédia. (Imagem: Divulgação/ Polícia Civil do RS)

O caso tomou proporções tão grandes, que repercutiu na mídia internacional, sendo manchete em diversos países. Nas redes sociais, a notícia logo viralizou entre os internautas e está dando o que falar: há aqueles que apoiam a ideia, afirmando que o caso será eternizado por meio da obra. Todavia, há aqueles apontando que os episódios só irão resgatar na mente dos envolvidos, o drama que presenciaram naquele fatídico dia, principalmente entre os pais das vítimas e os sobreviventes da Boate Kiss.

Então, você acha viável a Netflix criar uma série em torno dessa tragédia? Vale destacar que atitudes similares são vistas frequentemente no cinema, como as diversas produções sobre as Torres Gêmeas. Para ficar por dentro de tudo que acontece no universo dos filmes, seriados e streamings, acompanhe o Cinepoca também pelo Facebook e Instagram!

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