Fãs criticam o design da Princesa Daisy em cena pós-créditos de ‘Super Mario Galaxy’

A aparição da Princesa Daisy na cena pós-créditos de ‘Super Mario Galaxy: O Filme’ gerou revolta entre fãs por falhas técnicas no design facial. Analisamos por que 35 anos de expectativa colidiram com uma renderização que parece inacabada.

Quando um filme atinge 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, você espera que a conversa pós-sessão gire em torno de sequências memoráveis ou personagens que finalmente ganharam o tratamento cinematográfico que mereciam. Com ‘Super Mario Galaxy: O Filme’, a ironia é dolorosa: a estreia de um dos personagens mais aguardados da Nintendo virou justamente o ponto de discórdia. A aparição da Princesa Daisy em Super Mario Galaxy deveria ser um momento de celebração. Em vez disso, virou meme.

A Illumination tem um problema recorrente que até agora conseguia camuflar com carisma e ritmo acelerado. Mas Daisy não é Peach — e os fãs esperavam que a produtora entendesse isso antes de renderizar o primeiro frame.

A cena pós-créditos que prometia celebrar e decepcionou

O filme entrega exatamente o que promete: uma aventura intergaláctica com Mario voando entre planetas coloridos, com a mesma energia que fez o jogo de 2007 revolucionar a franquia. Chris Pratt volta ao papel, a recepção é majoritariamente positiva, e a experiência cinematográfica funciona. Até os créditos finais.

Quem ficou até o fim — e a essa altura, todo fã de Nintendo sabe que vale a pena — foi recompensado com uma cena que estabelece claramente os planos da Illumination para uma trilogia. O macaco Ukiki, em mais uma de suas tentativas de roubo, é interceptado por uma figura misteriosa. A revelação deveria ser eletrizante: é a Princesa Daisy, finalmente chegando ao universo cinematográfico da Nintendo.

Exceto que não foi isso que o público sentiu. O que deveria ser uma surpresa triunfal virou um momento de desconforto coletivo nos cinemas — e as redes sociais rapidamente deram voz a essa decepção.

O que exatamente está errado no design de Daisy

As críticas não são sobre fidelidade ao design original — essa batalha foi travada e perdida no primeiro filme com o próprio Mario. O problema é mais fundamental: a qualidade técnica da renderização facial de Daisy parece inferior ao resto do filme.

Os olhos da personagem parecem vidrados, sem o brilho característico que define sua personalidade energética nos jogos. A boca tem rigidez que impede expressões dinâmicas — um contraste gritante com a elasticidade que os jogadores conhecem de títulos como ‘Mario Kart’ e ‘Mario Tennis’. A textura da pele também foi alvo de críticas, com fãs apontando um acabamento que parece inacabado, quase um placeholder que escapou do departamento de qualidade.

Os comentários nas redes sociais foram diretos. ‘Ela parecia tão ruim que eu quase engasguei com a pipoca quando apareceu’, escreveu um usuário no X. Outro foi mais analítico: ‘Por que a Illumination não consegue acertar os rostos das princesas? Peach já era questionável, mas Daisy está outro nível de ruim.’ A pergunta não é retórica — ela aponta para um padrão que vem se repetindo.

O que torna a situação particularmente frustrante é o contraste com o resto do filme. ‘Super Mario Galaxy: O Filme’ é visualmente ambicioso, com sequências espaciais que justificam o preço do ingresso. A queda de qualidade no design de Daisy salta aos olhos justamente porque tudo ao redor funciona.

35 anos de expectativa confrontados com 30 segundos de tela

35 anos de expectativa confrontados com 30 segundos de tela

Para entender por que a reação foi tão intensa, é preciso voltar a 1989. Daisy não é uma coadjuvante qualquer — ela estreou no primeiro jogo portátil da franquia, ‘Super Mario Land’, como a governante de Sarasaland. Desde o início, foi concebida como algo diferente: uma princesa que não precisava ser resgatada, com uma personalidade mais aventureira e direta que a contrastava com Peach.

Foi em ‘Mario Tennis’, no entanto, que Daisy encontrou sua voz definitiva. A personalidade tomboy, as falas energéticas, a atitude competitiva — tudo isso consolidou Daisy como a ‘princesa diferente’ da Nintendo. Ela não é delicada, não é passiva, e definitivamente não é genérica. Os fãs esperavam que o design cinematográfico capturasse essa essência vibrante.

O que receberam foi um rosto que parece pertencer a outro filme — e não um melhor. Para um personagem que demorou mais de três décadas para chegar às telonas, a recepção parece um desrespeito calculado com a história do personagem.

O problema crônico da Illumination com rostos humanoides

Esta não é a primeira vez que a produtora enfrenta críticas sobre como renderiza personagens humanoides. A discussão sobre o design de Peach no primeiro filme já havia gerado debates, mas Daisy representa uma escalada do problema — e uma falha em aprender com críticas anteriores.

O estilo da Illumination funciona melhor quando lida com personagens não-humanos ou estilizados de forma mais abstrata. Os Minions são um sucesso de design porque não precisam transmitir sutilezas emocionais faciais. Mas quando a produtora tenta transpor designs de jogos 3D para modelos cinematográficos ‘realistas’, algo se perde no caminho — a alma do personagem fica presa na tradução técnica.

O caso de Daisy é particularmente grave porque ela aparece em apenas uma cena. Não há tempo para o público se acostumar ou para o filme mostrar outros ângulos que justifiquem as escolhas. É um primeiro contato que deveria causar impacto positivo, e fez exatamente o oposto.

A promessa de correção e o futuro da franquia

Os comentários nas redes sociais já pedem mudanças para o terceiro filme. ‘Amo a Daisy, mas pelo amor de tudo, precisam consertar o design dela no próximo filme’, resume um tweet com milhares de curtidas. O sentimento geral é claro: decepção, mas com esperança.

Com o sucesso de bilheteria praticamente garantido e a cena pós-créditos claramente desenhando um futuro para a franquia, a Illumination terá oportunidade de corrigir o erro. A questão é se a produtora entende que isso não é detalhe superficial — é respeito à história de um personagem que carrega 35 anos de construção.

Daisy merece melhor. E se a Nintendo quer que sua expansão cinematográfica seja levada a sério como adaptação de seus universos — e não apenas como produto comercial — precisa garantir que cada personagem seja tratado com o mesmo cuidado que Mario recebeu. No momento, a princesa de Sarasaland parece ter sido vítima de um cronograma apertado ou de uma equipe que não entendeu a tarefa.

Fica a pergunta que nenhum fã quer fazer, mas todos estão pensando: se a Illumination não consegue acertar o design de uma princesa em uma cena de 30 segundos, o que acontece quando ela tiver que carregar um filme inteiro? A resposta definirá o futuro da franquia.

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Perguntas Frequentes sobre a Princesa Daisy em ‘Super Mario Galaxy: O Filme’

Quem é a Princesa Daisy da Nintendo?

Daisy é a princesa de Sarasaland, introduzida em 1989 no jogo ‘Super Mario Land’ para Game Boy. Diferente de Peach, ela tem personalidade mais aventureira e competitiva, consolidada em títulos como ‘Mario Tennis’ e ‘Mario Kart’.

‘Super Mario Galaxy: O Filme’ tem cena pós-créditos?

Sim. A cena pós-créditos revela a Princesa Daisy e estabelece planos para uma trilogia, com o macaco Ukiki sendo interceptado pela personagem.

Por que o design da Princesa Daisy foi criticado?

Fãs apontaram que a renderização facial de Daisy parece inacabada, com olhos vidrados, boca rígida e textura de pele inferior ao padrão do resto do filme. O contraste com a qualidade visual das outras cenas tornou o problema mais evidente.

Quando estreou ‘Super Mario Galaxy: O Filme’?

O filme estreou em abril de 2026, sequência direta de ‘Super Mario Bros: O Filme’ (2023), com Chris Pratt retornando como Mario.

A Illumination vai mudar o design da Daisy no próximo filme?

Não houve anúncio oficial, mas a pressão nas redes sociais é significativa. Considerando que a cena pós-créditos indica que Daisy terá papel maior no terceiro filme, é provável que a produtora revise o design.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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