Descubra por que o desfecho de ‘Better Call Saul’ surpreendeu até mesmo Bob Odenkirk, o ator por trás de Jimmy McGill/Saul Goodman. O final da aclamada série, um prelúdio de ‘Breaking Bad’, apostou em um caminho diferente do esperado, focando em um encerramento mais íntimo e emocional para a jornada do personagem.
Se você é fã de ‘Better Call Saul’, provavelmente passou anos se perguntando como essa jornada de Jimmy McGill se transformando em Saul Goodman terminaria. E se te dissermos que até Bob Odenkirk, o mestre por trás do personagem, ficou surpreso com o desfecho? Pois é, o final Better Call Saul não foi o que ele esperava, e a gente aqui do Cinepoca acha que foi exatamente por isso que funcionou tão bem!
Depois de seis temporadas acompanhando a derrocada moral e a ascensão legalmente duvidosa de Jimmy, e considerando que a série é um prelúdio de ‘Breaking Bad: A Química do Mal’, muitas teorias surgiram. Sabíamos o destino de alguns personagens icônicos que migraram para a série original, como Mike Ehrmantraut, Gus Fring e Hector Salamanca, que, bem, não tiveram fins muito felizes por lá.
Mas e quanto aos novos rostos que conquistaram nossos corações (ou nos deixaram roendo as unhas), como Kim Wexler, Howard Hamlin, Nacho Varga e Lalo Salamanca? Eles não estavam em ‘Breaking Bad: A Química do Mal’, o que deixava um ponto de interrogação gigante sobre o futuro deles. A série nos deu vislumbres do futuro de Jimmy como Gene Takovic em Omaha, Nebraska, confirmando que iríamos além da linha do tempo da série original. Com tantas pontas soltas e expectativas altíssimas construídas ao longo de onze temporadas somando as duas séries, o mundo estava pronto para *qualquer coisa*.
A Expectativa de Bob Odenkirk: Mais Explosões e Menos Conversa?
Em uma conversa com a revista Empire, Bob Odenkirk abriu o jogo sobre o que ele imaginava para o fim da saga. E a visão dele era, digamos, um pouco mais… barulhenta. “Eu teria previsto um final com mais explosões”, revelou o ator. E, pensando bem, essa expectativa não era de todo irracional, né?
‘Breaking Bad: A Química do Mal’ nos acostumou com momentos explosivos e cheios de ação. Quem não lembra do Walter White explodindo o carro do corretor irritante Ken logo na primeira temporada? Ou a morte chocante de Gus na quarta temporada? E o próprio final de ‘Breaking Bad: A Química do Mal’, ‘Felina’, culminou com uma metralhadora armada por Walt que deu cabo de Jack Welker e sua gangue em um tiroteio épico.
Era natural pensar que o spin-off seguiria um caminho semelhante, talvez com Saul Goodman se safando de alguma situação perigosa com um golpe de mestre ou um confronto explosivo. Afinal, ele se tornou o advogado picareta que conhecemos e… bem, ele lida com gente perigosa. Mas ‘Better Call Saul’ sempre teve uma identidade própria, mesmo conectada ao universo de Walt White.
O Real Final Better Call Saul: Uma Virada Emocional
Contrariando as expectativas de Odenkirk e de muitos fãs, o final Better Call Saul não teve explosões literais, nem uma grande luta física. Nada disso. O desfecho foi muito mais íntimo, focado no personagem, e incrivelmente emocionante.
Em vez de fugir para sempre ou se envolver em um confronto final, Jimmy (como Gene Takovic) é finalmente capturado pelas autoridades. E sendo o mestre da lábia que é, ele consegue negociar um acordo de sete anos de prisão, uma pena ridiculamente leve considerando a montanha de crimes que cometeu. Parecia que Saul Goodman, o vigarista, venceria mais uma vez.
Mas então, em um dos momentos mais poderosos da série, algo inesperado acontece. Jimmy decide confessar. Ele assume a responsabilidade por suas inúmeras falcatruas, incluindo seu papel crucial na ascensão de Walter White. Essa confissão não só jogou o acordo de sete anos pela janela, resultando em uma sentença de 86 anos atrás das grades, mas também permitiu que ele, finalmente, reassumisse sua identidade original: Jimmy McGill. E o mais importante, essa atitude possibilitou uma reconciliação agridoce com Kim Wexler, a pessoa que ele mais amou e mais magoou.
Por Que a Falta de Ação Foi a Escolha Certa para o Final Better Call Saul
Um final cheio de ação teria sido completamente deslocado em ‘Better Call Saul’. Embora a série tenha tido seus momentos de adrenalina, especialmente aqueles envolvendo o cartel (quem não lembra dos tensos episódios “Bagman” e “Something Unforgivable” na quinta temporada?), a ação nunca foi o coração do show.
‘Better Call Saul’ sempre foi, em sua essência, sobre a trágica transformação de Jimmy McGill em Saul Goodman. Era sobre a perda de sua inocência, a corrupção de seus ideais e, nos momentos finais, sua capacidade (ou não) de encontrar o caminho de volta para si mesmo. Era também sobre sua complicada e nada convencional história de amor com Kim Wexler.
Esses arcos narrativos profundos e complexos não seriam bem servidos por um episódio final focado em tiroteios ou explosões. Saul Goodman, ao contrário de Walter White, não era o tipo de personagem que se envolvia diretamente na ação violenta da mesma forma. Com a notável exceção de “Bagman”, ele geralmente ficava à margem, usando sua inteligência e lábia para navegar pelo mundo do crime, não a força bruta.
Parte do motivo pelo qual o final Better Call Saul ressoou tão profundamente com o público foi porque ele se manteve fiel à alma do personagem e à sua jornada. Seria inautêntico e decepcionante ver a série abandonar sua narrativa cuidadosamente construída e seu foco no desenvolvimento de personagens para se entregar a uma sequência de ação genérica. O desfecho escolhido honrou a história que estava sendo contada desde o primeiro episódio.
Comparando os Finais: ‘Better Call Saul’ vs. ‘Breaking Bad: A Química do Mal’
O final de ‘Breaking Bad: A Química do Mal’, intitulado “Felina”, é amplamente considerado um dos melhores episódios finais da história da televisão. Foi um desfecho perfeito para a saga de Walter White, um anti-herói que abraçou completamente seu lado vilão e buscou vingança antes de seu fim.
Da mesma forma, o final agridoce de ‘Better Call Saul’, “Saul Gone”, foi igualmente perfeito para a história de Jimmy McGill. Foi incrivelmente satisfatório ver Jimmy, pela primeira vez em muito tempo, escolher fazer a coisa certa pelos motivos certos. Ele admitiu seus erros e assumiu a responsabilidade por suas ações, mesmo sabendo que isso o levaria à prisão por décadas. Embora fosse tarde demais para desfazer o mal que havia causado, sua confissão foi um ato de redenção pessoal.
Ambos os finais viram seus protagonistas confrontando suas falhas e, de alguma forma, tentando acertar as contas com o passado. No entanto, a grande diferença está na forma como isso aconteceu. ‘Breaking Bad: A Química do Mal’ focou na vingança de Walt, em sua inteligência para superar e eliminar seus inimigos em um banho de sangue final. O final de ‘Better Call Saul’, por outro lado, mostrou Jimmy escolhendo *não* usar sua inteligência para enganar o sistema legal mais uma vez, optando pela honestidade dolorosa.
Os dois desfechos funcionaram brilhantemente para suas respectivas narrativas e personagens. O final Better Call Saul não teria sido tão impactante ou satisfatório se tivesse simplesmente tentado replicar a fórmula explosiva de ‘Breaking Bad: A Química do Mal’. Sua força reside na sua quietude, na sua honestidade brutal e no foco na redenção pessoal em vez da retribuição violenta.
Ver Jimmy na prisão, recebendo a visita de Kim e compartilhando um cigarro em um momento que ecoa o passado deles, foi profundamente comovente e agridoce. Não foi o final que Bob Odenkirk (ou muitos de nós) esperávamos em termos de ação, mas foi o final que a história de Jimmy McGill merecia. Um lembrete de que, às vezes, o maior impacto vem não de uma explosão, mas de um sussurro de verdade.
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Perguntas Frequentes sobre o Final de Better Call Saul
Por que Bob Odenkirk se surpreendeu com o final de ‘Better Call Saul’?
Bob Odenkirk esperava um final mais explosivo e focado em ação para a série, similar ao estilo de ‘Breaking Bad’. O desfecho real de ‘Better Call Saul’ foi, no entanto, mais intimista e focado no desenvolvimento e na redenção do personagem.
O final de ‘Better Call Saul’ teve alguma cena de ação?
Não houve grandes cenas de ação, tiroteios ou explosões no episódio final de ‘Better Call Saul’. A série optou por um desfecho mais contido e emocional, focado na jornada pessoal de Jimmy McGill.
Como o final de ‘Better Call Saul’ se compara ao de ‘Breaking Bad’?
Enquanto ‘Breaking Bad’ teve um final focado em vingança e ação, ‘Better Call Saul’ encerrou a história de Jimmy McGill com um foco na honestidade, responsabilidade e redenção pessoal. Ambos são considerados finais perfeitos para suas respectivas narrativas, mas com abordagens distintas.
Por que o final escolhido funcionou para ‘Better Call Saul’?
O final funcionou porque se manteve fiel à essência da série, que sempre foi mais sobre a transformação psicológica e moral de Jimmy McGill do que sobre ação pura. O desfecho emocional e focado no personagem honrou a jornada construída ao longo das temporadas.

