Anos 90: o melhor filme de fantasia de cada ano e quem ficou de fora

Esta curadoria de filmes de fantasia anos 90 escolhe o melhor título de cada ano e explica por que ele venceu concorrentes fortes como ‘Hook’, ‘Convenção das Bruxas’ e ‘Cidade dos Anjos’. Mais do que nostalgia, é uma defesa crítica de cada escolha.

Os anos 90 foram um fenômeno raro na indústria cinematográfica: uma década em que a fantasia não apenas sobreviveu, mas encontrou formas muito diferentes de existir. A Disney consolidou sua era de ouro, Tim Burton transformou o outsider em mito pop, o Studio Ghibli levou a animação a um grau de ambição dramática ainda incomum no Ocidente, e Hollywood testou a elasticidade do gênero entre fábula infantil, gótico romântico, aventura familiar e sobrenatural adulto. Por isso, esta curadoria de filmes de fantasia anos 90 não tenta apenas eleger um vencedor por ano. Ela também explica por que certos clássicos ficaram para trás.

O critério aqui não é só influência ou bilheteria. É a combinação entre força artística, permanência cultural e a capacidade de cada filme de representar o melhor que aquele ano ofereceu em fantasia. Em outras palavras: não basta ser bom; precisa vencer uma disputa real.

1990: por que ‘Edward Mãos de Tesoura’ vence ‘Convenção das Bruxas’

1990: por que 'Edward Mãos de Tesoura' vence 'Convenção das Bruxas'

Se você quer entender por que ‘Edward Mãos de Tesoura’ é o melhor de 1990, basta olhar a abertura. Burton filma a suburbia com cores artificiais, gramados impecáveis e casas quase idênticas, enquanto o castelo de Edward paira acima de tudo como uma memória gótica deslocada no meio da normalidade. Essa oposição visual já entrega a tese do filme: o monstro não está no castelo, mas no modo como a comunidade reage ao diferente.

É aí que o longa supera a maioria dos concorrentes do ano. Johnny Depp constrói Edward menos por fala do que por hesitação corporal: os braços sempre sem lugar, o medo do toque, o rosto que mistura curiosidade e retração. Burton transforma isso em emoção concreta na cena em que Edward esculpe gelo e a neve artificial cai sobre Kim. Não é só uma imagem bonita; é o instante em que o filme condensa desejo, distância e impossibilidade num único gesto visual.

‘Convenção das Bruxas’, de Nicolas Roeg, continua sendo ótima fantasia sombria para crianças, com efeitos práticos extraordinários e uma Anjelica Huston feroz. Mas seu triunfo é mais localizado: funciona como adaptação mordaz de Roald Dahl. ‘Edward Mãos de Tesoura’ vai além. É conto de fadas, sátira suburbana, romance melancólico e autorretrato de Burton ao mesmo tempo. Por isso vence.

1991: ‘A Bela e a Fera’ ganhou porque era mais que animação de prestígio

Existe um motivo para ‘A Bela e a Fera’ ter rompido a barreira histórica do Oscar. O filme não foi tratado como exceção simpática por ser animação; ele foi percebido como cinema pleno. A famosa sequência do baile, com o uso pioneiro de ambiente digital, costuma receber toda a atenção, mas a grande conquista está antes: na forma como a mise-en-scène do castelo, a música de Alan Menken e a progressão dramática fazem a relação central parecer genuinamente construída, não apenas decretada pelo roteiro.

A biblioteca oferecida à Bela é a melhor síntese disso. Não é só um gesto romântico grandioso; é a primeira vez que a Fera entende o que significa amar alguém a partir do desejo do outro, não do próprio. A animação usa escala, movimento e luz para transformar uma virada psicológica em espetáculo visual. É um detalhe de direção, não apenas de design.

‘Hook’ era um concorrente natural pelo tamanho da produção e pela assinatura de Spielberg, mas envelheceu como exemplo de fantasia cara demais para a emoção que entrega. Há momentos inspirados, sobretudo na relação entre Peter e a infância perdida, mas o filme se dispersa entre cenários excessivos e um sentimentalismo menos preciso do que o habitual em Spielberg. ‘A Família Addams’ tem charme, timing cômico e identidade visual; ainda assim, opera mais como comédia macabra do que como fantasia de alto impacto dramático. ‘A Bela e a Fera’ vence porque une técnica, narrativa e permanência cultural numa escala maior.

1992: o que faz ‘Aladdin’ superar os rivais

1992: o que faz 'Aladdin' superar os rivais

‘Aladdin’ poderia ter vencido 1992 apenas pela energia. Mas seria pouco. O que o filme faz de especial é organizar essa energia em torno de um conflito muito claro sobre identidade: Aladdin quer ser visto como alguém digno de amor sem precisar mentir sobre quem é. Isso parece simples, mas é o que dá peso dramático ao brilho visual e ao humor acelerado.

Robin Williams, claro, muda o filme. Sua performance como Gênio não é memorável só pelo improviso ou pela velocidade das referências; ela funciona porque o personagem, por trás do turbilhão cômico, é movido por carência e desejo de liberdade. Quando o longa desacelera perto do fim e o tema da libertação deixa de ser piada para se tornar compromisso moral, tudo o que Williams fez antes ganha outra camada.

Há também uma sofisticação formal que às vezes se perde sob a fama do filme. A perseguição na Caverna das Maravilhas, por exemplo, é montada com ritmo quase de filme de aventura clássica, enquanto ‘Um Mundo Ideal’ usa movimento de câmera ilusório e mudança de escala para transformar romance em sensação física de expansão. A trilha de Menken não interrompe a narrativa; ela a empurra.

Num ano forte para a fantasia familiar, ‘Aladdin’ vence por ser o filme mais completo. Outros títulos podiam oferecer uma ideia curiosa ou um universo atraente; poucos juntavam comédia, romance, aventura e musical com esse grau de precisão.

1993: por que ‘O Estranho Mundo de Jack’ ainda parece único

Muita gente associa o filme primeiro a Tim Burton, mas a direção de Henry Selick é decisiva para explicar por que ‘O Estranho Mundo de Jack’ continua tão singular. O stop-motion aqui não serve como vitrine de técnica. Serve para dar textura tátil a um mundo em que o macabro e o afetuoso convivem sem se anular.

A melhor prova está na passagem de Halloween Town para Christmas Town. Selick trabalha cor, desenho de produção e movimento para fazer essa transição parecer uma colisão entre cosmologias, não apenas entre feriados. Jack não se encanta pelo Natal só porque ele é bonito; ele se encanta porque enxerga ali uma lógica emocional que seu próprio mundo não oferece. Essa curiosidade move a narrativa melhor do que qualquer explicação verbal.

Além disso, o filme entende algo que muita fantasia infantil contemporânea evita: o medo pode ser parte do fascínio. Oogie Boogie é ameaçador de verdade, não apenas um antagonista engraçadinho, e isso dá consequência ao universo. Em 1993, havia filmes maiores e mais convencionais. Poucos tinham essa assinatura visual e essa confiança em tratar a infância sem simplificação. É por isso que ele vence.

1994: ‘O Corvo’ foi a fantasia mais arriscada do ano

1994: 'O Corvo' foi a fantasia mais arriscada do ano

1994 não parecia, à primeira vista, um ano para um filme como ‘O Corvo’ se impor. Havia fantasia cômica, fantasia infantil, fantasia mais comercial. Mas Alex Proyas fez algo mais específico: um conto sobrenatural de vingança que usa estética de HQ, romantismo gótico e desolação urbana sem virar mera pose.

A sequência em que Eric Draven reaparece no apartamento e recompõe mentalmente a lembrança de Shelly é central para entender a força do filme. A montagem fragmentada, a fotografia azulada e o desenho sonoro que mistura eco, chuva e memória criam a sensação de que estamos vendo luto materializado, não apenas um herói voltando dos mortos. A fantasia aqui nasce da dor.

Brandon Lee sustenta tudo com uma vulnerabilidade que impede o personagem de virar só ícone cool. E a direção de Proyas acerta ao transformar a cidade num espaço quase abstrato, como se aquele mundo inteiro estivesse preso numa noite sem fim. ‘O Máskara’ foi um sucesso enorme e continua divertido, mas sua inventividade está mais no desempenho de Jim Carrey e nos efeitos-cartoon. ‘O Corvo’ oferece uma visão autoral mais coesa e emocionalmente mais densa. Por isso leva 1994.

1995: ‘Jumanji’ venceu porque entendeu o medo infantil

‘Jumanji’ seria fácil de reduzir a nostalgia dos anos 90, mas isso subestima o filme. O que Joe Johnston faz muito bem é tratar a aventura como extensão do medo. O tabuleiro não libera apenas animais ou desastres; ele externaliza ansiedades infantis sobre abandono, descontrole e amadurecimento forçado.

A chegada de Alan adulto à casa é exemplar. Robin Williams entra em cena como alguém que sobreviveu por instinto, não como um herói pronto. Seu corpo parece deslocado no próprio tempo, e o filme deixa claro que voltar não apaga a perda. Essa gravidade é o que separa ‘Jumanji’ de tantas fantasias familiares da época: o perigo tem peso emocional.

Os efeitos visuais hoje variam entre o convincente e o datado, especialmente nos animais digitais, mas a direção de Johnston compensa com senso de espaço, ritmo e ameaça física. A mistura entre CGI, animatrônicos e reação dos atores mantém a ação concreta. E o roteiro sabe que o clímax não é apenas terminar o jogo, mas reparar um trauma interrompido na infância. Em 1995, poucos filmes de fantasia para o grande público equilibraram espetáculo e melancolia com tanta eficiência.

1996: ‘Matilda’ entendeu Roald Dahl melhor que quase todo mundo

1996: 'Matilda' entendeu Roald Dahl melhor que quase todo mundo

Adaptar Roald Dahl não é apenas preservar excentricidade. É compreender que, por trás do humor cruel, existe sempre uma fantasia de justiça para crianças que vivem cercadas de adultos ridículos, violentos ou incapazes de escutá-las. ‘Matilda’, dirigido por Danny DeVito, capta isso com precisão rara.

A casa dos pais de Matilda já explica metade do projeto. DeVito filma aquele ambiente como um pesadelo suburbano berrante, cheio de excesso visual, televisão ligada e energia agressiva. Quando a narrativa se desloca para a escola e para Miss Honey, o contraste não serve apenas ao enredo; ele organiza emocionalmente o filme. Matilda está saindo do ruído para procurar linguagem, acolhimento e controle.

A cena da lousa, em que ela usa telecinese para confrontar Miss Trunchbull, funciona porque o filme não trata o poder como mera fofura. A montagem segura, o enquadramento no rosto concentrado da menina e a reação genuinamente apavorada da vilã transformam o momento numa reversão de força. Pam Ferris, aliás, é crucial: sua Trunchbull é caricatural na superfície, mas reconhecível na lógica de humilhação que impõe às crianças. ‘James e o Pêssego Gigante’ era um concorrente respeitável, visualmente inventivo, mas ‘Matilda’ vence porque entende a alma de Dahl, não só sua imaginação.

1997: ‘Princess Mononoke’ foi o ano em que a fantasia ganhou escala trágica

‘Princess Mononoke’ não é apenas o melhor filme de fantasia de 1997. É um dos grandes filmes da década, ponto. Hayao Miyazaki amplia o escopo do gênero sem sacrificar intimidade moral. Em vez de organizar o conflito entre natureza e progresso em termos simplistas, ele constrói um mundo em que quase todos têm motivos compreensíveis e, ainda assim, o desastre continua avançando.

A sequência de ataque do javali enfeitiçado no início é uma aula de direção. O movimento do corpo corrompido, a textura viscosa da maldição e a violência pesada do impacto dão ao filme um senso material raro na animação. Não há leveza escapista ali. Há contaminação, medo e urgência. Desde esse primeiro choque, Miyazaki deixa claro que a fantasia não servirá como abrigo confortável.

Lady Eboshi é talvez a maior prova da maturidade do roteiro. Em outro filme, ela seria a vilã industrial que destrói a floresta. Aqui, é também líder de um espaço que acolhe leprosos e ex-prostitutas. Essa complexidade muda tudo. Ashitaka não pode simplesmente derrotar um mal absoluto, porque esse mal está entranhado em necessidades humanas reais. Em comparação com outros títulos do ano, ‘Princess Mononoke’ opera em outra escala estética e filosófica. Vence com folga.

1998: por que ‘Da Magia à Sedução’ merece a coroa

1998: por que 'Da Magia à Sedução' merece a coroa

‘Da Magia à Sedução’ não foi recebido como unanimidade em seu lançamento, e talvez justamente por isso tenha envelhecido tão bem. Hoje fica mais claro como o filme usa a bruxaria não como espetáculo puro, mas como linguagem para falar de linhagem feminina, desejo, culpa e intimidade doméstica.

O coração do longa está menos nas feitiçarias ostensivas e mais no clima. Griffin Dunne filma a casa, a cozinha, as velas, o jardim e os pequenos rituais com uma sensualidade cotidiana que transforma o sobrenatural em extensão da vida familiar. A cena em que as irmãs, as tias e as mulheres da comunidade ocupam o espaço doméstico como um círculo de proteção é mais reveladora do que qualquer grande efeito. A magia, ali, é vínculo.

Sandra Bullock e Nicole Kidman vendem essa dinâmica porque nunca parecem versões genéricas de arquétipos opostos. Uma busca normalidade; a outra encarna impulso e risco. O filme precisa que ambas sejam ao mesmo tempo complementares e incompatíveis, e a química entre elas sustenta essa tensão. Em 1998, havia fantasias mais vistosas e romances sobrenaturais mais assumidamente melancólicos, como ‘Cidade dos Anjos’, mas ‘Da Magia à Sedução’ oferece algo mais raro: uma fantasia adulta centrada em mulheres, com atmosfera própria e forte reavaliação crítica ao longo do tempo.

1999: ‘À Espera de um Milagre’ fecha a década com fantasia moral

Chamar ‘À Espera de um Milagre’ de fantasia pode soar estranho para quem o associa primeiro ao drama prisional, mas é justamente essa fusão que lhe dá força. Frank Darabont insere o sobrenatural num ambiente de brutalidade burocrática, onde milagres não redimem o sistema; apenas expõem sua falência moral.

A cena em que John Coffey cura Paul Edgecomb é decisiva. Darabont não a filma como explosão de maravilhamento, e sim como evento íntimo, quase desconfortável. O som da respiração, o enquadramento fechado e a reação incrédula de Tom Hanks fazem o milagre parecer mais perturbador do que consolador. A partir dali, o conhecimento da inocência de Coffey não produz libertação narrativa; produz culpa.

Michael Clarke Duncan evita o sentimentalismo fácil ao dar a Coffey uma presença de enorme delicadeza, mas nunca abstrata. Ele não é apenas um dispositivo espiritual dentro da trama. É um homem esmagado por uma estrutura que não sabe o que fazer com a bondade quando ela aparece no lugar ‘errado’. Em um ano de transição para o cinema fantástico do novo milênio, ‘À Espera de um Milagre’ vence por levar o sobrenatural para um terreno ético de peso incomum.

Os melhores filmes de fantasia anos 90 não venceram sozinhos

O ponto desta seleção não é fingir que só existiam dez bons títulos na década. Pelo contrário: o valor da lista está justamente nos filmes fortes que ficaram de fora. ‘Convenção das Bruxas’ quase levou 1990 por sua imaginação visual. ‘Hook’ tinha todos os elementos para ser o grande vencedor de 1991, mas não encontrou unidade emocional. ‘O Máskara’ fez de 1994 um ano especialmente competitivo ao misturar cartoon e live-action com energia rara. ‘James e o Pêssego Gigante’ merecia mais reconhecimento em 1996 por sua invenção visual. ‘Cidade dos Anjos’ permanece uma lembrança importante de como o sobrenatural romântico também teve espaço no fim da década.

Mas, ano a ano, os escolhidos acima venceram porque entregaram algo mais difícil: não apenas funcionaram em seu tempo, como continuam oferecendo uma leitura clara do que a fantasia podia ser nos anos 90. Uns expandiram a linguagem visual do gênero. Outros encontraram um centro emocional mais forte. Outros, ainda, sobreviveram melhor ao teste decisivo: a revisão décadas depois.

Essa é a razão de fundo desta curadoria: escolher o melhor de cada ano só faz sentido quando a vitória é defendida contra concorrentes reais. E, nos anos 90, havia concorrência de sobra.

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Perguntas Frequentes sobre filmes de fantasia anos 90

Quais são os filmes de fantasia anos 90 mais famosos?

Entre os mais populares e lembrados estão ‘Edward Mãos de Tesoura’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Aladdin’, ‘O Estranho Mundo de Jack’, ‘Jumanji’, ‘Matilda’, ‘Princess Mononoke’ e ‘À Espera de um Milagre’. São títulos que marcaram a década por estilos muito diferentes dentro da fantasia.

Onde assistir filmes de fantasia dos anos 90?

Depende do título e do mês, porque os catálogos mudam com frequência. Em geral, esses filmes costumam circular entre Disney+, Max, Prime Video, Netflix e locação digital em plataformas como Apple TV e Google TV. O ideal é checar o agregador de streaming mais atualizado na sua região antes de procurar um filme específico.

Qual é o melhor filme de fantasia dos anos 90?

Se a pergunta for sobre a década inteira, ‘Princess Mononoke’ costuma aparecer no topo pela ambição visual, densidade temática e influência duradoura. Mas a resposta muda conforme o recorte: para fantasia gótica, ‘Edward Mãos de Tesoura’ é fortíssimo; para fantasia familiar, ‘Jumanji’ e ‘Matilda’ seguem entre os mais queridos.

Filmes de fantasia anos 90 são mais infantis ou também funcionam para adultos?

Funcionam muito bem para adultos. Uma das forças da década foi justamente produzir fantasias em camadas: filmes que encantavam crianças, mas traziam temas como luto, exclusão, amadurecimento, desejo e conflito moral para espectadores mais velhos.

Quais filmes importantes ficaram de fora dessa seleção por ano?

Alguns dos principais ‘quase vencedores’ são ‘Convenção das Bruxas’, ‘Hook’, ‘A Família Addams’, ‘O Máskara’, ‘James e o Pêssego Gigante’ e ‘Cidade dos Anjos’. Eles ficaram de fora não por falta de qualidade, mas porque havia um concorrente mais forte no mesmo ano.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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