‘A Rainha do Sul’ sai da Netflix em 7 de abril — você tem uma semana para 62 episódios de um dos thrillers de crime mais subestimados da plataforma. Selecionamos o true crime que viralizou, a ação coreana retornando com 92% de aprovação e a urgência real do catálogo desta semana.
Há algo perversamente satisfatório em descobrir que você tem uma semana para assistir cinco temporadas de uma série antes que ela desapareça do catálogo. É o tipo de desafio que separa maratonistas casuais de quem leva streaming a sério. Se você está se perguntando o que assistir na Netflix nesta semana, a resposta curta é: tudo que pode desaparecer em breve. A resposta longa é esta curadoria que separa o urgente do simplesmente bom — porque nem tudo que estreia merece seu tempo, mas há joias saindo do ar que você vai se arrepender de perder.
A Netflix costuma entupir o catálogo com lançamentos genéricos toda semana. Desta vez, porém, a combinação de um true crime que viralizou, a ação coreana mais elogiada de 2023 retornando, e o aviso vermelho para ‘A Rainha do Sul’ cria uma janela de oportunidade rara. Você tem até 7 de abril para maratonar uma das séries de crime mais subestimadas da plataforma. E se ação coreana ou true crime forem seu veneno, há novidades que justificam o hype.
‘A Rainha do Sul’: 62 episódios em sete dias — vale a corrida?
Vamos direto ao que importa: todas as cinco temporadas de ‘A Rainha do Sul’ deixam a Netflix na terça-feira, 7 de abril de 2026. Isso dá aproximadamente uma semana para devorar 62 episódios — insano para padrões normais, mas perfeitamente viável para quem já sobreviveu a maratonas de ‘Breaking Bad’ em um fim de semana. A comparação não é exagero: Teresa Mendoza (Alice Braga) atravessa uma jornada de transformação tão radical quanto a de Walter White, só que vista da perspectiva de quem começa como vítima do tráfico e termina comandando o jogo.
A série acompanha Teresa, uma mulher que foge do México após o assassinato do namorado — um traficante de drogas — e termina em Dallas, onde gradualmente se torna uma das maiores contrabandistas do país. O que diferencia ‘A Rainha do Sul’ de ‘Narcos’ e similares é a abordagem: não é apologia ao crime, mas também não é moralismo fácil. É a história de sobrevivência de uma mulher em um mundo desenhado para destruí-la, e Alice Braga carrega isso com uma intensidade que faz você entender por que a série mantém 88% de aprovação do público no Rotten Tomatoes.
Assisti aos primeiros episódios quando a série estreou e deixei passar — erro que agora preciso corrigir às pressas. A cena de abertura, com Teresa correndo por ruas de Culiacán enquanto balas voam, estabelece o tom: não há tempo para respiro. Se você gosta de dramas criminais com peso emocional genuíno, esta é a hora de parar o que está fazendo e começar a maratona. Não é a série mais famosa do catálogo, mas é exatamente isso que torna sua saída tão problemática — poucos sabem o que estão perdendo.
‘The Predator of Seville’: O true crime que justificou o hype
True crime virou a nova junk food do streaming: todo mundo consome, mas nem todo mundo admite que a maior parte é lixo reembalado. ‘The Predator of Seville’ é a exceção que prova que o gênero ainda pode ser rigoroso sem perder apelo popular. Com apenas três episódios — todos entre 44 e 50 minutos — a docussérie se tornou o candidato ideal para um binge de uma única noite. E está trending mundial por um motivo simples: é bom de verdade.
A história investiga o caso de Manuel Blanco, um guia turístico em Sevilha acusado de comportamento predatório por estudantes americanas ao longo de anos. O que começa como uma denúncia se transforma em uma jornada de anos conduzida por Gabrielle Vega, uma mulher que se recusa a deixar o caso morrer. A produção eventualmente conecta as acusações a uma morte misteriosa na cidade espanhola — a de uma estudante americana encontrada sem vida em circunstâncias nunca esclarecidas. O que poderia ser sensacionalismo vira investigação jornalística séria sobre um sistema que falhou repetidamente.
Para quem já devorou ‘Homicídio’ e está procurando o próximo true crime para ocupar a insônia, este é o lançamento mais sólido da semana. A diferença está nos detalhes: não há reconstituições dramatizadas de gosto duvidoso, não há trilha sonora manipuladora. Há documentos, depoimentos e uma persistência que inspira tanto quanto perturba.
‘Bloodhounds’ temporada 2: Ação coreana que respeita seu cérebro
‘Bloodhounds’ retorna para sua segunda temporada na sexta-feira, 3 de abril, com sete novos episódios de ação brutal. A primeira temporada, lançada em 2023, conquistou algo raro: 92% de aprovação do público e 89% da crítica no Rotten Tomatoes. Números assim em gênero de ação geralmente indicam ou marketing agressivo ou qualidade genuína. Neste caso, é a segunda opção.
A série acompanha Kim Geon-woo (Woo Do-hwan) e Hong Woo-jin (Lee Sang-yi), dois lutadores que se unem para derrubar uma organização de agiotas predatórios. O que parece enredo genérico de exploitation se transforma em algo mais interessante graças à coreografia de luta — que privilegia impacto real sobre flash visual — e à fotografia precisa que transforma cada soco em evento cinematográfico. A diferença para blockbusters americanos onde a câmera treme tanto que você mal enxerga a ação é gritante: aqui, cada movimento é filmado com clareza, permitindo que você sinta o peso dos golpes.
A segunda temporada promete expandir o universo sem perder o que funcionou: violência física com consequências emocionais. Não é para todos os gostos, mas quem aprecia ação coreana em seu estado mais visceral terá muito o que comemorar.
O resto do cardápio: vale ou pula?
Quarta-feira, 1º de abril traz a quarta temporada de ‘Amor no Espectro’, o reality de namoro que conquistou sete Emmys por um motivo simples: trata seus participantes com dignidade. A série acompanha pessoas no espectro autista navegando relacionamentos, e a nova temporada traz três casais retornando e três estreantes. Se você tem preconceito com reality shows, este é o que pode mudar sua perspectiva — não há manipulação dramática, apenas humanos tentando se conectar.
Já na quinta-feira, 2 de abril, ‘Com Carinho, Kitty’ retorna para sua terceira temporada. Spin-off de ‘Para Todos os Garotos que Já Amei’, a série acompanha Kitty Song Covey (Anna Cathcart) em sua jornada como auto-intitulada casamenteira em Seul. Com 82% no Rotten Tomatoes, é rom-com leve feito com competência — perfeito para quem quer desligar o cérebro sem se sentir insultado pela falta de qualidade. Oito episódios que vão e voltam sem deixar rastro, mas cumprem o que prometem.
O veredito? Se você tem tempo limitado, priorize ‘A Rainha do Sul’ antes que desapareça. Se quer algo novo e rápido, ‘The Predator of Seville’ entrega mais valor em três horas do que a maioria das séries em temporadas inteiras. O resto depende do seu humor: ação visceral coreana, romance adolescente ou reality edificante. A Netflix raramente oferece um cardápio tão equilibrado.
Fica o aviso: em uma semana, ‘A Rainha do Sul’ será apenas uma memória do catálogo. Você pode ser o tipo de pessoa que deixa para depois e se arrepende, ou pode ser o tipo que aceita o desafio e descobre uma série que deveria ter visto há anos. A escolha é sua — mas o relógio está correndo.
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Perguntas Frequentes sobre as estreias da Netflix
Quando ‘A Rainha do Sul’ sai da Netflix?
Todas as cinco temporadas de ‘A Rainha do Sul’ deixam a Netflix em 7 de abril de 2026. A série tem 62 episódios no total, aproximadamente 42 minutos cada.
Quantos episódios tem ‘The Predator of Seville’?
‘The Predator of Seville’ tem 3 episódios, cada um entre 44 e 50 minutos. É possível assistir a série completa em uma única noite — ideal para binge-watch.
‘Bloodhounds’ temporada 2 estreia quando na Netflix?
A segunda temporada de ‘Bloodhounds’ estreia em 3 de abril de 2026, com sete novos episódios. A primeira temporada permanece disponível na plataforma.
Onde assistir ‘A Rainha do Sul’ depois que sair da Netflix?
Ainda não há anúncio oficial sobre qual plataforma receberá ‘A Rainha do Sul’ após sair da Netflix. A série é original da Telemundo (EUA), então pode migrar para serviços de streaming latinos ou voltar eventualmente ao catálogo.
‘The Predator of Seville’ é baseado em história real?
Sim. ‘The Predator of Seville’ documenta o caso real de Manuel Blanco, um guia turístico em Sevilha investigado por comportamento predatório contra estudantes americanas. A série conecta o caso a uma morte misteriosa na cidade espanhola.

