‘The Hunting Party’ chegou à Netflix com uma premissa que eleva o procedural padrão: fugitivos de uma prisão secreta e Melissa Roxburgh como protagonista. Analisamos por que a série conquistou 83% no Rotten Tomatoes e por que agora é o momento ideal para começar.
Quando uma série chega à Netflix e em dias já figura no Top 10, há duas explicações possíveis: o algoritmo empurrou o título para todo mundo, ou o conteúdo ressoou genuinamente com o público. No caso de ‘The Hunting Party’, os 83% de aprovação no Rotten Tomatoes inclinam a balança para a segunda opção.
O thriller policial da NBC, criado por JJ Bailey, desembarcou na plataforma em 15 de fevereiro de 2026 com sua primeira temporada completa — 10 episódios que funcionam como entrada perfeita para quem quer acompanhar a série enquanto a segunda temporada ainda está sendo exibida na TV aberta americana. É uma janela rara de consumo “em tempo real” que a maioria dos lançamentos de streaming não oferece.
A premissa que eleva o procedural padrão
Procedurais do FBI são um dos gêneros mais saturados da televisão. De ‘Criminal Minds’ a ‘Mindhunter’, a fórmula é conhecida: crime → investigação → resolução → próxima vítima. O que ‘The Hunting Party’ faz de diferente é adicionar uma camada de conspiração que transforma cada captura em peça de um quebra-cabeça maior.
A série parte de uma ideia simples mas eficaz: os criminosos que a equipe precisa capturar escaparam de uma prisão secreta chamada “The Pit”. Não são fugitivos comuns — são os piores detentos dos Estados Unidos, indivíduos que foram escondidos do público e do sistema judicial por razões que a série promete desvendar. O primeiro episódio já estabelece o gancho: entre os fugitivos está Richard Harris, o serial killer que a protagonista Bex Henderson capturou anos antes. A conexão pessoal eleva o que poderia ser “caça ao assassino da semana” para algo com mais peso narrativo.
A estrutura lembra ‘The Blacklist’ em seu melhor momento — cada fugitivo é um episódio, mas há um fio condutor que amarra tudo. A diferença é que aqui, a conspiração não gira em torno de um único mentor, mas de uma instituição inteira que precisa ser desvendada.
Melissa Roxburgh e a arte de protagonizar sem apelar
Quem acompanhou ‘Manifest: O Mistério do Voo 828’ sabe que Melissa Roxburgh era o centro gravitacional da série — mesmo quando o roteiro se perdia em mistérios sem resposta, sua presença mantinha o público investido. Em ‘The Hunting Party’, ela finalmente tem um personagem construído com mais complexidade.
Rebecca “Bex” Henderson é uma ex-profiler do FBI que foi afastada do serviço. Os motivos de seu retorno fazem parte do mistério maior, mas Roxburgh comunica essa história de traumas e competência sem o excesso de dramatização que muitas atrizes em papéis similares acabam fazendo. Ela entende que Bex não precisa ser “durona” para ser convincente — precisa ser profissional, e a diferença sutil importa.
Para fãs de ‘Manifest’, a transição é natural: o sobrenatural deu lugar ao policial, mas a qualidade da atuação permanece como parâmetro.
Por que assistir agora faz sentido
A maioria dos lançamentos em streaming impõe um dilema: maratonar tudo em um fim de semana e sofrer esperando a próxima temporada, ou esperar acumular mais episódios. Com ‘The Hunting Party’, existe uma terceira opção — a temporada 2 já está em andamento na NBC, com 4 de seus 13 episódios lançados e o próximo chegando em 26 de fevereiro.
Isso significa que após os 10 episódios disponíveis na Netflix, há material novo esperando — e a possibilidade de participar de discussões e teorias enquanto a temporada ainda está no ar. Para quem gosta de consumir séries como evento cultural compartilhado, é uma oportunidade que a maioria dos drops completos não oferece.
Veredito: para quem funciona
Se você gosta de procedurais mas sente que o gênero está repetitivo, ‘The Hunting Party’ oferece o suficiente de diferente para justificar o investimento de tempo. A premissa da prisão secreta adiciona uma camada de conspiração que eleva o formato, e Melissa Roxburgh é uma protagonista que faz você querer voltar para o próximo episódio.
Agora, se você prefere dramas mais lentos e introspectivos como ‘True Detective’ em suas primeiras temporadas, o ritmo acelerado pode cansar. Esta é uma série que quer entreter primeiro e filosofar depois — e não há nada de errado nisso, desde que você saiba o que está buscando.
Para fãs de ‘Manifest’, a resposta é simples: vale assistir. Para quem busca uma maratona de fim de semana com gancho para continuar, também funciona. O sucesso no Top 10 não é acidente — é uma série que sabe exatamente o que quer ser e executa com competência.
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Perguntas Frequentes sobre ‘The Hunting Party’
Onde assistir ‘The Hunting Party’?
A primeira temporada de ‘The Hunting Party’ está disponível na Netflix desde 15 de fevereiro de 2026. A segunda temporada é exibida semanalmente na NBC nos Estados Unidos.
Quantos episódios tem ‘The Hunting Party’?
A primeira temporada tem 10 episódios, todos disponíveis na Netflix. A segunda temporada terá 13 episódios, com lançamento semanal na NBC.
‘The Hunting Party’ é baseada em história real?
Não. A série é uma ficção original criada por JJ Bailey. A premissa de uma prisão secreta chamada “The Pit” é inteiramente inventada.
Quem é a protagonista de ‘The Hunting Party’?
Melissa Roxburgh, conhecida por protagonizar ‘Manifest: O Mistério do Voo 828’, interpreta Rebecca “Bex” Henderson, uma ex-profiler do FBI especializada em capturar criminosos.
Preciso ter visto ‘Manifest’ para assistir ‘The Hunting Party’?
Não. As duas séries são completamente independentes. ‘The Hunting Party’ funciona por si só, sem conexão com o trabalho anterior de Melissa Roxburgh.

