‘The Copenhagen Test’: Simu Liu brilha em suspense sobre invasão mental

Analisamos como ‘The Copenhagen Test’ redefine a carreira de Simu Liu em um thriller de paranoia tecnológica. Descubra por que o uso inovador de som e fotografia transforma esta série do Peacock no suspense mais inteligente de 2025.

Quando um ator do calibre de Simu Liu assume o protagonismo em uma série de streaming, o público espera o carisma expansivo de um herói da Marvel. No entanto, ‘The Copenhagen Test’, que encerra o ano de 2025 no Peacock, subverte essa expectativa. A série não é apenas um thriller de espionagem; é um mergulho claustrofóbico em uma premissa que parece um cruzamento entre a frieza de John le Carré e o horror tecnológico de ‘Black Mirror’.

A desconstrução de Simu Liu: do herói físico ao protagonista vulnerável

A desconstrução de Simu Liu: do herói físico ao protagonista vulnerável

Desde ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, Liu ficou estigmatizado pela sua fisicalidade. Em ‘The Copenhagen Test’, ele finalmente quebra esse molde. Interpretando um analista que descobre ter tido o cérebro hackeado, Liu opera em uma frequência de contenção absoluta. A tensão não vem de coreografias de luta, mas de microexpressões de pânico contido.

O triunfo da atuação de Liu está no desconforto. Ele precisa ‘atuar’ dentro da própria série — fingindo normalidade para o invasor que habita sua mente enquanto tenta, desesperadamente, rastrear a origem da intrusão. É um trabalho psicológico exaustivo que lembra o melhor de Cillian Murphy em papéis de alta voltagem interna. Para quem o verá em ‘Vingadores: Doutor Destino’ em 2026, esta série serve como a prova definitiva de seu alcance dramático.

A gramática visual da invasão mental

O que diferencia ‘The Copenhagen Test’ de outros suspenses genéricos é como a direção de Thomas Brandon traduz a ‘invasão’ para a tela. Em vez de interfaces digitais cafonas, a série usa distorções sutis na profundidade de campo e um design de som agressivo. Há frequências baixas que surgem sempre que o protagonista sente que sua privacidade neural foi violada, criando uma resposta física no espectador.

A fotografia opta por uma paleta clínica, quase estéril, que reforça a sensação de que a mente humana se tornou apenas mais um laboratório. Melissa Barrera, como contraponto a Liu, traz uma ambiguidade necessária. A química entre os dois é pautada pela desconfiança; cada diálogo parece um teste de Turing onde ninguém sabe ao certo quem é o humano e quem é o código.

O Peacock e a consolidação do ‘Thriller Adulto’

O Peacock e a consolidação do 'Thriller Adulto'

É fascinante observar a trajetória do Peacock em 2025. Enquanto rivais apostam em franquias exaustas, a plataforma encontrou ouro em suspenses de médio orçamento com roteiros afiados. Após o sucesso de ‘O Dia do Chacal’ e ‘All Her Fault’, ‘The Copenhagen Test’ consolida o serviço como a casa do suspense adulto contemporâneo.

A série não subestima o público. Ela evita o erro comum de diálogos expositivos excessivos, confiando que o espectador conseguirá conectar os pontos da conspiração. A estrutura de oito episódios é precisa, sem a ‘barriga narrativa’ típica das produções de streaming que tentam esticar conceitos simples por tempo demais.

Veredito: Uma maratona que exige atenção

Se você busca ação ininterrupta, ‘The Copenhagen Test’ pode parecer deliberado demais. Mas para quem aprecia a construção lenta de paranoia — na veia de clássicos como ‘A Conversação’ de Coppola — a série é obrigatória. Ela utiliza a ficção científica não como um truque, mas como uma metáfora potente para a perda de autonomia em um mundo hiperconectado.

O final da temporada é corajoso, evitando resoluções fáceis e deixando ganchos que questionam a própria realidade do que assistimos. É, sem dúvida, um dos encerramentos mais instigantes de 2025 e uma prova de que Simu Liu é muito mais do que um par de punhos poderosos.

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Perguntas Frequentes sobre ‘The Copenhagen Test’

Onde posso assistir ‘The Copenhagen Test’?

A série é uma produção original do Peacock. No Brasil e em outros territórios internacionais, a distribuição costuma ocorrer via Max (antiga HBO Max) ou plataformas parceiras da NBCUniversal.

Quantos episódios tem a primeira temporada?

A primeira temporada de ‘The Copenhagen Test’ conta com 8 episódios, com duração média de 50 minutos cada.

A série é baseada em algum livro?

Não, ‘The Copenhagen Test’ é um roteiro original criado por Thomas Brandon, embora beba de influências literárias de autores de espionagem clássica como John le Carré.

Terá uma segunda temporada?

Embora o Peacock ainda não tenha oficializado a renovação até o final de 2025, o sucesso de audiência e o final em aberto sugerem que uma continuação é altamente provável para 2026.

Qual a classificação indicativa?

A série é recomendada para maiores de 16 anos, devido a temas maduros, violência psicológica e situações de alta tensão.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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