The Assassin temporada 2 foi confirmada no Prime Video, com Freddie Highmore e Keeley Hawes de volta e a trama levando a dupla para o submundo espanhol. Explicamos o que já foi revelado, por que o hiato até 2027 importa e onde a série pode ganhar (ou perder) sua identidade.
‘The Assassin’ não chegou ao Prime Video como evento — chegou como aquelas séries que você descobre tarde, por acaso, e depois se pergunta como passou batida. Talvez por isso a renovação tenha um gosto especial: The Assassin temporada 2 foi confirmada, com Freddie Highmore e Keeley Hawes de volta, e a história empurrando mãe e filho para um território novo (e perigoso) no submundo espanhol.
A confirmação veio via Deadline, com um dado que importa mais do que parece: a produção começa ainda em 2026, mas a estreia é esperada só para 2027. Para uma série sustentada na fricção — e na química — entre dois personagens, é um intervalo grande. Ao mesmo tempo, intervalos longos viraram parte do pacote em streaming: o desafio, aqui, é não deixar o título sumir de novo no catálogo.
O que já foi confirmado sobre a trama de ‘The Assassin’ temporada 2
A primeira temporada encerrou com Julie Green (Keeley Hawes) e Edward (Freddie Highmore) num raro momento de “pós-guerra”: o tipo de paz que, em thriller, costuma durar o tempo de um suspiro. A temporada 2 parte exatamente da ideia contrária — a de que o pior não ficou para trás, só mudou de endereço.
A sinopse fala em um retorno de uma “viagem desastrosa à Europa” e, em seguida, num mergulho na Espanha, descrita como um submundo corrupto “navegável apenas com a ajuda da mãe”. A escolha das palavras é boa porque coloca o coração dramático da série em primeiro plano: não é só sobre escapar de inimigos; é sobre aceitar que, para sobreviver, Edward precisa depender justamente da pessoa que destruiu sua confiança.
Se a primeira temporada era Edward correndo atrás da verdade, a segunda parece ser sobre correr com a verdade do lado — e isso muda tudo. A série funciona quando o perigo externo pressiona a ferida interna: a maternidade de Julie, o ressentimento de Edward, e a pergunta constante sobre o que é “família” quando a profissão da sua mãe é matar.
Highmore e Hawes: a química que mantém a série de pé
Freddie Highmore tem um histórico curioso com personagens que parecem “bons demais” até você notar as rachaduras. Em ‘Bates Motel’, ele dominava a transição entre vulnerabilidade e ameaça; em ‘The Good Doctor’, operava em registro mais controlado. Em ‘The Assassin’, ele volta ao terreno em que é mais interessante: alguém que tenta agir com lógica quando tudo ao redor é emocional — e perde o chão sempre que a mãe entra na equação.
Keeley Hawes evita o estereótipo da assassina impenetrável. Julie não é uma máquina: ela carrega cansaço, ironia e uma espécie de culpa prática — não a culpa que paralisa, mas a que aparece nas escolhas pequenas, quando ela percebe que não sabe ser mãe sem ser também “a profissional”. Quando Hawes diz que “há muito mais a descobrir” sobre Julie, a frase soa menos como marketing e mais como aviso: ainda tem coisa escondida ali.
O retorno de Shalom Brune-Franklin e Devon Terrell também é um sinal positivo. Em vez de resetar o tabuleiro, a série parece disposta a aprofundar as consequências do que já foi construído — algo raro em thrillers que, muitas vezes, confundem “escala maior” com “história melhor”.
Harry e Jack Williams: o verdadeiro selo de confiança
O motivo mais sólido para prestar atenção não é o gancho espanhol nem o “assassina aposentada” — é o DNA do projeto. Harry e Jack Williams (Two Brothers Pictures) têm uma obsessão consistente: identidades desmontadas por segredos. Em ‘A Viúva’, uma relação inteira era reescrita por revelações; em ‘O Turista’, o suspense vinha da falta de memória e das versões conflitantes do próprio eu. ‘The Assassin’ segue essa linha, só que com um ingrediente mais corrosivo: vínculo familiar.
Isso importa porque sugere que a temporada 2 não deve se limitar a “mais missões” ou “mais perseguições”. O que os Williams fazem bem é usar o gênero como ferramenta para encurralar personagens até eles dizerem a verdade — e, quando dizem, a verdade costuma ser pior do que a mentira.
Espanha como cenário: expansão inteligente ou clichê turístico?
Levar a história para a Espanha pode ser um acerto estético (luz dura, arquitetura, contraste entre beleza e crime) e estrutural (novos códigos, novos intermediários, novas redes). Mas também é o tipo de mudança que facilmente cai no pacote “thriller europeu genérico”: corrupção mediterrânea, vilões de terno de linho, perseguição de carro em rua estreita.
O que protege ‘The Assassin’ disso é o foco: o cenário só funciona se for uma máquina de pressão sobre mãe e filho. Se a Espanha for apenas pano de fundo fotogênico, a série vira outra. Se for um ecossistema onde Julie tem domínio e Edward não — e se isso inverter a dinâmica de poder entre eles — aí a mudança tem motivo dramático.
A sinopse já aponta um caminho promissor: Edward “precisa levar sua mãe” para navegar esse submundo. O subtexto é mais interessante que o texto: e se Julie, pela primeira vez, não for só a solução? E se ela for também o risco? A segunda temporada tem uma chance real de colocar a personagem numa vulnerabilidade inédita — não física, mas relacional: precisar do filho não como escudo emocional, e sim como aliado operacional.
Estreia só em 2027: a série aguenta esse hiato?
O intervalo é a parte mais ingrata da notícia. ‘The Assassin’ não foi fenômeno, e séries “médias” (no bom sentido: bem feitas, mas sem barulho) sofrem mais com a amnésia algorítmica. Dois anos é tempo suficiente para o público esquecer até o nome — e o título, por si só, não ajuda a grudar.
Por outro lado, o hiato pode virar vantagem se o Prime Video trabalhar o catálogo: em 2027, a temporada 2 pode servir como gatilho de redescoberta, puxando maratonas da primeira. O que define a sobrevivência desse tipo de série não é meme: é boca a boca tardio, aquela recomendação seca — “confia, essa aqui é melhor do que parece”.
Veredito: vale a pena entrar agora (ou esperar)?
Para quem ainda não começou, a melhor notícia é justamente a demora: você tem tempo para assistir sem pressa e chegar à temporada 2 com a história fresca. ‘The Assassin’ não reinventa o thriller, mas tem algo menos comum: usa o suspense para falar de família sem virar melodrama.
Para quem já estava a bordo, a renovação é uma confirmação de que a série encontrou base suficiente para continuar — e, no cenário atual de cancelamentos, isso não é pouca coisa. Se os Williams mantiverem o foco no conflito mãe-filho (e não só na geografia do crime), o submundo espanhol pode ser mais que ambientação: pode ser o teste definitivo do vínculo que a primeira temporada só começou a reconstruir.
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Perguntas Frequentes sobre ‘The Assassin’ temporada 2
‘The Assassin’ foi renovada para a 2ª temporada?
Sim. A renovação de ‘The Assassin’ para a 2ª temporada foi confirmada, com retorno de Freddie Highmore e Keeley Hawes.
Quando estreia ‘The Assassin’ temporada 2?
A previsão é de estreia em 2027. A produção deve começar em 2026, mas a plataforma ainda não divulgou uma data exata.
Onde assistir ‘The Assassin’?
No Brasil, ‘The Assassin’ está disponível no Prime Video. Em alguns territórios, a série também pode ser licenciada para outros serviços (como o AMC+ nos EUA), então vale checar o catálogo local.
Preciso ver a 1ª temporada antes da 2ª?
Sim. A 2ª temporada continua diretamente a relação e os conflitos estabelecidos entre Julie e Edward, então assistir à 1ª temporada é importante para entender as motivações e as consequências.
Qual é a premissa da 2ª temporada de ‘The Assassin’?
A sinopse indica que Julie e Edward acabam envolvidos em uma nova fuga e precisam atravessar um submundo criminoso na Espanha — com Edward dependendo das conexões e da experiência da mãe para sobreviver.

