Exploramos os filmes de terror no Paramount+ que definem o gênero através da tensão psicológica. De clássicos como ‘O Chamado’ ao visceral ‘Sorria 2’, analisamos por que essas obras superam o gore e como usam a atmosfera para criar um desconforto que permanece muito após os créditos.
Existe um tipo específico de medo que o cinema consegue provocar e que nenhuma outra mídia replica: aquele desconforto que não nasce de sustos baratos, mas de uma tensão que se instala no corpo e recusa-se a sair. O Paramount+ tem construído um catálogo de terror que entende essa distinção — e se você está procurando filmes de terror Paramount+ que realmente perturbam, precisa ir além do óbvio.
Não falo apenas de produções com sangue na capa. Refiro-me a obras que dominam a arte de fazer o espectador se sentir mal de um jeito quase inexplicável. De clássicos que definiram a estética do horror moderno a lançamentos recentes que provam que o terror psicológico está mais afiado (e cruel) do que nunca.
Por que o terror psicológico vence o gore por nocaute
Antes de mergulhar na lista, é preciso separar o terror eficiente daquele que você esquece assim que as luzes acendem. Gore é fácil; qualquer orçamento mediano para efeitos práticos consegue simular vísceras. O desafio real é criar a sensação de que algo está profundamente errado sem precisar mostrar nada explícito.
Os melhores títulos do gênero no Paramount+ trabalham com a atmosfera e a sugestão. É o horror que se manifesta no vazio entre os quadros, naquilo que a câmera se recusa a focar. É o tipo de pavor que permanece com você nos dias seguintes, transformando silêncios cotidianos em gatilhos de ansiedade.
‘O Chamado’: A inevitabilidade ainda assusta em 2026
Quando Gore Verbinski adaptou o terror japonês de 1998 para o público ocidental em 2002, ele evitou a armadilha dos remakes genéricos. ‘O Chamado’ não é apenas um filme sobre uma fita amaldiçoada; é um estudo sobre desolação. Naomi Watts entrega uma das atuações mais subestimadas do gênero, elevando o material com uma urgência palpável.
O que realmente mantém o filme relevante é a sua textura. A fotografia cinzenta de Seattle e a sensação de umidade constante criam uma atmosfera sufocante. Verbinski entendeu que o medo real não estava na figura de Samara, mas na inevitabilidade. O conceito de sete dias cria um cronômetro psicológico no espectador. Reassistir a essa obra hoje mostra que, mesmo em uma era digital, o horror da impotência diante de uma força incompreensível é atemporal.
‘O Enigma do Horizonte’: Onde a ficção científica encontra o inferno
‘O Enigma do Horizonte’ é o exemplo perfeito de filme que foi incompreendido em seu lançamento (1997) para se tornar um pilar do horror espacial. A premissa é um pesadelo absoluto: uma nave experimental desaparece e retorna anos depois, mas ela não voltou sozinha. Ela trouxe algo de um lugar que o Dr. Weir (Sam Neill) descreve como o ‘puro caos’.
O design de produção é o grande triunfo aqui. A nave Event Horizon parece uma catedral gótica flutuando no vácuo — orgânica, fria e hostil. A dinâmica entre Laurence Fishburne e Sam Neill sustenta o filme mesmo quando o roteiro flerta com o exagero. Vale notar a presença de Jason Isaacs (recentemente em ‘The White Lotus’), que adiciona uma camada extra de tensão ao elenco de apoio. É um filme visceral que não pede desculpas pelo desconforto que causa.
‘Sorria 2’ e a evolução do trauma como monstro
Havia um ceticismo saudável quando ‘Sorria’ foi anunciado. Afinal, um demônio que sorri parece um conceito que se esgotaria em dez minutos. No entanto, o diretor Parker Finn provou que o ridículo e o aterrorizante são faces da mesma moeda. Em ‘Sorria 2’, ele eleva a aposta em todos os sentidos técnicos.
Naomi Scott interpreta uma estrela pop em colapso, e a escolha do cenário da fama não é acidental. O filme usa o brilho das luzes de palco para esconder sombras psicológicas. Há uma sequência específica envolvendo um ensaio coreográfico que é uma aula de montagem e ritmo — a câmera gira de forma obsessiva, mimetizando a desintegração mental da protagonista. Scott entrega uma performance física exaustiva, equilibrando o glamour de uma diva com o terror cru de quem perdeu o controle da própria realidade.
O veredito: O que faz essa seleção valer o seu tempo
O fio condutor desses filmes de terror no Paramount+ é o respeito pela inteligência e pelos sentidos do espectador. Eles não entregam sustos baratos (jump scares) a cada cinco minutos para manter o engajamento. Em vez disso, constroem uma arquitetura de pavor que exige atenção.
Se você busca adrenalina pura e descartável, talvez essas opções não sejam para você. Mas se você procura filmes que desafiam a percepção e deixam uma marca duradoura, ‘Sorria 2’, ‘O Chamado’ e ‘O Enigma do Horizonte’ são paradas obrigatórias. São obras que provam que o terror, quando bem executado, é o gênero mais honesto do cinema.
Para ficar por dentro de tudo que acontece no universo dos filmes, séries e streamings, acompanhe o Cinepoca também pelo Facebook e Instagram!
Perguntas Frequentes sobre Filmes de Terror no Paramount+
‘Sorria 2’ é melhor que o primeiro filme?
Para muitos críticos e fãs, sim. ‘Sorria 2’ expande a mitologia da entidade e utiliza um orçamento maior para criar sequências de horror mais ambiciosas e tecnicamente refinadas, além de contar com uma atuação poderosa de Naomi Scott.
Onde posso assistir ‘O Chamado’ e ‘O Enigma do Horizonte’?
Ambos os filmes estão disponíveis no catálogo do Paramount+ no Brasil. ‘O Chamado’ é a versão americana de 2002, dirigida por Gore Verbinski.
Qual a classificação indicativa de ‘Sorria 2’?
O filme tem classificação indicativa de 18 anos no Brasil, devido a cenas de violência extrema, automutilação e conteúdo perturbador.
Preciso ter visto o primeiro ‘Sorria’ para entender a continuação?
Embora ‘Sorria 2’ apresente uma nova protagonista, é altamente recomendável assistir ao primeiro filme para entender como a ‘maldição’ funciona e o peso emocional das regras estabelecidas pela entidade.
‘O Enigma do Horizonte’ é muito assustador?
Sim, é considerado um dos filmes de terror espacial mais intensos já feitos. Ele combina elementos de ficção científica com horror visceral e imagens perturbadoras que remetem a visões do inferno.

