Sam Neill comentou a referência a Alan Grant em ‘Jurassic World: Recomeço’ — e a resposta dele ajuda a entender por que a conexão Henry Loomis ↔ Grant funciona como continuidade orgânica. Analisamos o que a menção faz pelo personagem novo (e por que evita nostalgia barata).
Quando Henry Loomis menciona ter feito pós-doutorado sob supervisão de Alan Grant em ‘Jurassic World: Recomeço’, não é só um aceno para fãs veteranos: é uma maneira elegante de dizer “essa franquia ainda lembra quem ensinou o público a olhar para dinossauros como animais — não como monstros de parque temático”. A referência dura segundos, mas recoloca Alan Grant como a bússola ética e científica do universo Jurassic, sem precisar arrastá-lo para mais uma aventura.
E o mais curioso é que a validação veio de onde importa: Sam Neill. Em entrevista à Entertainment Weekly, durante a divulgação de um comercial do Super Bowl, o ator contou que também foi pego de surpresa pela menção. “Fiquei surpreso”, disse. “É bom quando essas coisas se referem umas às outras, e eu achei isso respeitoso e bom.”
Por que a ligação Henry Loomis ↔ Alan Grant parece “continuidade”, não fan service
A fala surge quando o Dr. Henry Loomis (Jonathan Bailey) apresenta suas credenciais já no contexto da expedição. O detalhe importa por um motivo simples: não é um “momento de aplauso” e tampouco depende de o espectador reconhecer a referência para a cena funcionar. Ela serve primeiro como caracterização: Loomis não é um especialista genérico convocado pelo roteiro — ele vem de uma linhagem acadêmica específica.
O filme ainda reforça esse DNA em comportamento, não só em diálogo. Loomis reage aos dinossauros com fascínio contido e respeito, num contraste deliberado com personagens que enxergam os animais como ativo, ameaça ou espetáculo. Há uma cena em que ele discute com Zora Bennett (Scarlett Johansson) sobre ética científica e limites do “progresso”; o texto e o subtexto lembram o Grant dos originais — a mesma mistura de reverência pela natureza com desconfiança de projetos grandiosos demais para serem verdadeiros.
O que Sam Neill realmente endossa (e o que o filme evita)
Neill não está elogiando um “retorno” do personagem, e sim a decisão de manter Alan Grant como referência estrutural do mundo: alguém que existiu, trabalhou, influenciou gente e deixou legado. É o tipo de continuidade que a franquia costuma esquecer quando corre para o próximo laboratório secreto, a próxima ilha ou o próximo produto de merchandising.
Ao manter Grant fora de cena, ‘Recomeço’ evita o problema que parte do público sentiu em ‘Jurassic World: Domínio’ (2022): personagens clássicos convocados mais pelo peso da marca do que pela necessidade dramática. Aqui, o “peso” vira bastão simbólico — e isso é um jeito mais honesto de honrar um ícone.
O timing do Super Bowl ajuda a leitura (mesmo fora do filme)
Existe também um componente de momento cultural: no mesmo período em que a referência a Grant virou assunto, Neill se reuniu com Laura Dern e Jeff Goldblum no comercial da Xfinity para o Super Bowl 2026, retomando o trio em registro de paródia. Para a audiência, as duas coisas se somam: a franquia “relembra” o passado em duas chaves diferentes — uma diegética (o legado acadêmico) e outra pop (a nostalgia publicitária).
Isso dá à menção em ‘Recomeço’ uma aura de “passagem de bastão” que talvez nem estivesse totalmente no plano, mas funciona: Bailey aparece como novo rosto da paleontologia do universo Jurassic enquanto Neill, fora do set, aprova o gesto como respeitoso.
Uma franquia que precisa de ética para sustentar o próprio cinismo
‘Jurassic World: Recomeço’ se passa cinco anos após ‘Domínio’, num mundo em que dinossauros voltaram a estar sob risco (o clima e o ecossistema não favorecem a sobrevivência fora de zonas específicas). É um cenário mais cínico, e justamente por isso a história ganha quando coloca um cientista com convicção em campo — alguém que discute método, responsabilidade e consequências, em vez de apenas correr do próximo ataque.
Nesse contexto, a conexão “Jurassic World Recomeço Alan Grant” não é detalhe decorativo: ela sinaliza que o filme quer recuperar a ideia que tornou ‘Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros’ (1993) duradouro — a noção de que o horror nasce quando a ambição humana atropela o respeito pela natureza.
O veredito: a melhor forma de trazer Alan Grant de volta é não trazê-lo
Sam Neill aprovar a referência importa porque funciona como termômetro de intenção. A franquia poderia transformar Grant em muleta nostálgica; em vez disso, o trata como origem de um pensamento que se espalhou. Loomis ganha espaço para existir por conta própria, e Grant permanece como presença “ausente, mas formadora” — a mais coerente com o tipo de personagem que ele sempre foi.
Se essa linha vai render algo maior nos próximos filmes é outra conversa. Por ora, a menção funciona porque é pequena, orgânica e tem utilidade narrativa. Em uma saga que tantas vezes confunde reverência com repetição, isso já é uma vitória.
Você achou que a ponte entre Henry Loomis e Alan Grant funciona como continuidade legítima, ou preferia ver Sam Neill de volta em cena?
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Perguntas Frequentes sobre ‘Jurassic World: Recomeço’ e Alan Grant
Sam Neill aparece em ‘Jurassic World: Recomeço’?
Não. O filme faz uma referência a Alan Grant no diálogo, mas Sam Neill não retorna em cena.
Qual é a referência a Alan Grant em ‘Jurassic World: Recomeço’?
Henry Loomis afirma que fez pós-doutorado sob supervisão de Alan Grant, sugerindo uma ligação acadêmica direta com o personagem clássico.
O que Sam Neill disse sobre a menção a Alan Grant?
Em entrevista à Entertainment Weekly, Neill disse que ficou surpreso e considerou a referência “respeitosa e boa”, elogiando a ideia de os filmes se conectarem entre si.
Preciso assistir aos filmes antigos para entender ‘Jurassic World: Recomeço’?
Não necessariamente. A referência a Grant enriquece para quem conhece a saga, mas funciona como informação de background para caracterizar Loomis mesmo para quem chega agora.
Onde assistir ‘Jurassic World: Recomeço’?
Segundo o texto divulgado, o filme está disponível para streaming no Peacock (a disponibilidade pode variar por país).

