Sadie Sink detalha futuro pós-‘Stranger Things’: teatro, Homem-Aranha e o desfecho de Max

Sadie Sink revela seus planos após o fim de ‘Stranger Things’, incluindo entrada no universo do Homem-Aranha e retorno aos palcos do West End. A atriz explica sua estratégia de equilíbrio entre blockbusters e teatro, defende o desfecho de Max e assume sua interpretação sobre o final de Eleven.

Nove anos. Foi o tempo que Sadie Sink dedicou a ‘Stranger Things’. Entrou na série aos 14, saiu aos 23 — uma década inteira de formação diante das câmeras, crescendo junto com Max Mayfield e com uma geração de espectadores que a viu amadurecer tela a tela. Agora, com o fim da série que a projetou mundialmente, a pergunta que se impõe não é “o que vem depois?”, mas sim “como alguém que passou a adolescência em um set de blockbuster define seu próprio caminho?”

A resposta, pelo que Sink revelou em entrevistas recentes, passa por uma palavra que soa quase contraintuitiva para alguém recém-saído de uma das maiores franquias da streaming: equilíbrio. Entre o universo do Homem-Aranha e os palcos de teatro. Entre blockbusters e produções intimistas. Entre a segurança de um contrato longo e o risco de projetos que nascem e morrem em algumas semanas.

Por que Sadie Sink defende o final controverso de Max

Por que Sadie Sink defende o final controverso de Max

A quinta temporada de ‘Stranger Things’ dividiu opiniões. Para parte do público, o desfecho de Max — presa no “labirinto mental” de Vecna, fisicamente separada do grupo mas ainda central para a trama — deixou a desejar. Sink, no entanto, não apenas aceitou como defendeu a escolha criativa.

“Foi inesperado, mas ao mesmo tempo fazia sentido”, ela contou ao The Hollywood Reporter em dezembro. A atriz elogiou a solução narrativa de manter Max relevante para a história sem precisar estar fisicamente presente com os outros personagens — uma espécie de prisão metafórica que, para ela, funcionou como encerramento adequado para uma personagem que já carregou tanto trauma.

Há algo genuíno nessa avaliação. Sink não está fazendo diplomacia corporativa. Quando você passa nove anos interpretando alguém, desenvolve uma intuição sobre o que aquele personagem merece — e ela claramente acredita que Max encontrou seu lugar, mesmo que não seja o final feliz que parte da audiência esperava.

O momento de filmar essas cenas finais, segundo ela, foi “surreal”. Finn Wolfhard, seu colega de elenco, resumiu de forma que ela achou perfeita: o último dia de filmagem foi o melhor dia da vida dele, não apesar da emoção, mas por causa dela. Tudo o que a série representou para aqueles jovens atores veio à tona de uma vez só — gratidão, tristeza, luto, celebração. Uma mistura que Sink disse nunca ter experimentado antes.

A lição que ‘Stranger Things’ deixou sobre escolha de projetos

Para quem começou a atuar profissionalmente aos 7 anos e passou a maior parte da adolescência em um único projeto, a experiência em ‘Stranger Things’ ensinou algo valioso sobre estrutura. A série funcionava como uma âncora: um ano de filmagens intensas, seguido por uma janela para explorar outras coisas. Isso criou um ritmo que Sink pretende replicar.

“Equilíbrio é algo que tenho mantido em mente”, ela explicou. A ideia é alternar entre grandes compromissos — franquias, projetos de longo prazo — e trabalhos mais pontuais, especialmente no teatro. Não é uma estratégia de carreira comum para alguém de 23 anos, que normalmente buscaria maximizar exposição e cachês. Mas Sink parece ter percebido algo que muitos jovens atores demoram a entender: sustentabilidade importa mais do que volume.

Ela foi explícita sobre isso: quer manter o modelo de um projeto grande intercalado com incursões teatrais, onde ela sente que “mais aprende”. É uma declaração reveladora. Para alguém que poderia facilmente se acomodar em franquias de ação, a priorização do palco sugere uma atriz preocupada com ofício, não apenas com fama.

De ‘A Baleia’ ao Homem-Aranha: a construção de uma filmografia consciente

De 'A Baleia' ao Homem-Aranha: a construção de uma filmografia consciente

O currículo de Sink fora de ‘Stranger Things’ já mostra essa busca por diversidade. Ela esteve em ‘A Baleia’ de Darren Aronofsky, filme que exigiu um tipo completamente diferente de presença — interno, contido, dramático. Participou da trilogia ‘Fear Street’, mostrando que sabe navegar terror adolescente. Agora, entra no universo do Homem-Aranha em ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’, com lançamento previsto para julho de 2026.

A junção desses projetos desenha uma atriz que não está se deixando rotular. ‘A Baleia’ provou que ela segura cenas dramáticas pesadas ao lado de Brendan Fraser. ‘Fear Street’ confirmou aptidão para gêneros mais comerciais. O Homem-Aranha representa o próximo degrau de exposição mainstream — e embora detalhes sobre seu papel permaneçam sob sigilo, a escalação confirma que os estúdios a veem como nome capaz de carregar franquias.

Mas é no teatro que ela parece encontrar seu centro de gravidade artístico. Em 2025, ela recebeu uma indicação ao Tony Award pelo papel em ‘John Proctor Is the Villain’ na Broadway. Agora, vai adaptar essa mesma peça para o cinema em parceria com Tina Fey. E em breve retorna aos palcos londrinos para uma produção de ‘Romeu & Julieta’ no West End. Não é comportamento de alguém apenas “aproveitando o momento”. É construção de carreira deliberada.

O que Sadie Sink realmente acha do final de Eleven

Em uma aparição no ‘The Tonight Show’ com Jimmy Fallon no mês passado, Sink fez um comentário que chamou atenção: ela acredita que Eleven, a personagem de Millie Bobby Brown, morre no final da série. A personagem aparentemente se sacrifica ficando para trás no Upside Down que desaba, garantindo sua destruição permanente.

“Eu acho que ela morreu, não sei… Acho que a história do Mike é apenas uma última história, e então eles se despedem da infância, mas é só isso”, ela disse. E completou com uma observação que soa como leitura honesta: “Acho que é uma coisa de enfrentamento.”

É curioso que uma atriz do elenco principal tenha essa interpretação — e que seja honesta o suficiente para expressá-la publicamente. Não há tentativa de embelezar ou vender uma leitura mais palatável. Sink leu o final, interpretou daquela forma, e está assumindo sua visão. Isso diz algo sobre ela como profissional: não precisa endossar todas as escolhas da série para valorizar o que a experiência representou.

Quando questionada sobre o que vem por aí, ela se manteve em silêncio sobre projetos não anunciados. “As pessoas vão ter que esperar e ver”, disse ao Entertainment Weekly. Para alguém que acabou de sair de uma das séries mais comentadas do mundo, o mistério é uma posição confortável.

Uma carreira em transição consciente

O que emerge do conjunto de declarações de Sadie Sink não é uma atriz perdida após o fim de um projeto definidor, mas alguém que usou essa década para entender o que quer. A escolha de priorizar teatro, de buscar equilíbrio entre diferentes tipos de trabalho, de não simplesmente abraçar o primeiro blockbuster que apareceu — tudo indica clareza que poucos atores jovens demonstram.

Ela chorou no último dia de filmagem de ‘Stranger Things’, disse ter ficado “devastada”, mas também descreveu o período pós-série como “alívio” por estar completo. É uma dualidade honesta: pode sentir a perda e simultaneamente a liberdade que vem com ela.

Para quem acompanhou Max Mayfield crescer tela a tela, assistir a Sadie Sink encontrar seu próprio caminho — entre o West End, o MCU e adaptações de peças off-Broadway — é uma espécie de continuação indireta. A diferença é que desta vez, ela está escrevendo o roteiro.

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Perguntas Frequentes sobre Sadie Sink

Qual o próximo filme de Sadie Sink?

Sadie Sink integra o elenco de ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’, com lançamento previsto para julho de 2026. Ela também vai adaptar a peça ‘John Proctor Is the Villain’ para o cinema em parceria com Tina Fey.

O que acontece com Max em ‘Stranger Things’ 5?

Na quinta temporada, Max fica presa no “labirinto mental” de Vecna — fisicamente separada do grupo, mas ainda relevante para a trama. Sadie Sink defendeu a escolha como um encerramento adequado para a personagem.

Sadie Sink faz teatro?

Sim. Sadie Sink foi indicada ao Tony Award em 2025 por ‘John Proctor Is the Villain’ na Broadway. Em 2026, retorna aos palcos para ‘Romeu & Julieta’ no West End de Londres.

Sadie Sink esteve em ‘A Baleia’?

Sim. Sadie Sink interpretou Ellie, a filha do personagem de Brendan Fraser, em ‘A Baleia’ (2022) de Darren Aronofsky. O papel demonstrou sua capacidade em dramas intensos e rendeu elogios da crítica.

Quantos anos Sadie Sink tinha quando entrou em ‘Stranger Things’?

Sadie Sink tinha 14 anos quando começou a interpretar Max Mayfield em ‘Stranger Things’. Ela permaneceu no elenco por nove anos, saindo aos 23 anos após a quinta temporada.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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