Reboot de ‘Stargate’ na Amazon: Joe Flanigan visita sala dos roteiristas

A visita de Joe Flanigan à sala dos roteiristas do Stargate reboot Prime Video é um raro sinal de bastidor: Martin Gero pode estar construindo pontes com a era ‘Atlantis’ em vez de apagar o cânone. Analisamos o que esse convite realmente indica — e o que ainda não dá para afirmar.

Quando uma franquia com três décadas de história anuncia um Stargate reboot Prime Video, a reação padrão é desconfiança. “Reboot” virou sinônimo de apagar o quadro, reciclar nomes e chamar isso de “novo começo”. Só que, às vezes, um detalhe de bastidor diz mais do que qualquer press release. A visita de Joe Flanigan — o John Sheppard de ‘Stargate Atlantis’ — à sala dos roteiristas da nova série da Amazon MGM Studios é exatamente esse tipo de sinal.

Em novembro de 2025, a Amazon confirmou que uma nova série de ‘Stargate’ está em desenvolvimento para o Prime Video, com Martin Gero como criador. Gero não é um nome aleatório puxado do pacote “roteirista de gênero”: ele foi produtor executivo de ‘Stargate Atlantis’ e conhece por dentro o equilíbrio que a franquia sempre tentou manter — aventura pulp, humor de equipe e mitologia serializada sem sufocar o episódio da semana. O anúncio, porém, veio com o pacote completo de segredos: nada de enredo, elenco, tom ou cronologia. Até agora, o que existe é pista.

Joe Flanigan na sala dos roteiristas: detalhe pequeno, recado grande

Joe Flanigan na sala dos roteiristas: detalhe pequeno, recado grande

Em entrevista ao canal Dial the Gate (YouTube), Flanigan contou que recebeu um convite direto de Gero para visitar a sala dos roteiristas em Los Angeles. “Martin Gero me ligou e disse: ‘Por que você não passa aqui na sala dos roteiristas em LA?’… Acho que vou na quarta-feira. Mas tem muitos NDAs envolvidos. Então não esperem que eu consiga dar nenhuma informação.”

O conteúdo do que foi dito importa menos do que o gesto. Em séries grandes (e especialmente em reboots), a sala de roteiristas costuma ser um ambiente fechado até para gente do próprio elenco — quanto mais para atores de uma encarnação anterior. Quando o criador abre essa porta para alguém que simboliza um pedaço específico do DNA de ‘Atlantis’, a mensagem é clara: ou há intenção real de continuidade/ponte, ou há uma preocupação concreta em não trair o que veio antes.

Também é um termômetro de risco. Um reboot pode até ignorar cânone por estratégia (facilitar onboarding de novos espectadores), mas quando ele faz questão de “ouvir” um rosto tão associado a uma fase querida da franquia, isso sugere que a Amazon e Gero entendem o tamanho do terreno minado: ‘Stargate’ tem fãs com memória de longa duração — e com alergia a recomeços que tratam a mitologia como figurino.

Por que John Sheppard ainda é o tipo de personagem que ‘Stargate’ precisa

Joe Flanigan não é só “um ator nostálgico”. John Sheppard é, para muita gente, a síntese do que ‘Atlantis’ trouxe de mais moderno ao modelo ‘SG-1’: um protagonista que funciona tanto no heroísmo quanto na implicância, no improviso e na camaradagem. A série não dependia apenas de “ameaça alienígena da semana”; dependia da sensação de equipe — e Sheppard era o centro gravitacional disso.

Por isso, a visita dele à sala dos roteiristas abre cenários plausíveis — e nenhum deles é trivial:

  • Cameo ou retorno pontual: a opção mais óbvia (e mais arriscada, se virar fan service vazio). Um Sheppard mais velho, em missão de ponte, pode ser elegante se servir ao arco dos novos personagens — e não o contrário.
  • Consultoria informal: às vezes o que um criador quer não é “trazer o personagem”, mas calibrar tom. ‘Atlantis’ tinha um ritmo de humor e ação muito específico; conversar com Flanigan é um atalho para lembrar o que fazia as cenas de briefing, as fricções de equipe e a liderança funcionarem.
  • Construção de continuidade sem depender dela: o melhor cenário para a franquia em streaming. A série pode ser amigável para iniciantes, mas recompensar veteranos com coerência — referências que não exigem tarefa de casa, só acrescentam profundidade.

E aqui vale um detalhe: o fato de ele mencionar “muitos NDAs” também sugere que a sala não está em estágio de “vamos conversar sobre o passado”; ela está trabalhando com material sensível. Isso pode ser desde uma bíblia de série com posicionamento cronológico até nomes e conceitos que a Amazon quer segurar por marketing.

De Kurt Russell ao streaming: por que o cânone virou parte do produto

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‘Stargate’ nasceu em 1994 com o filme de Roland Emmerich (‘Stargate – A Chave para o Futuro da Humanidade’), com Kurt Russell e James Spader, e virou um daqueles casos raros em que a TV pegou a premissa e a transformou em máquina de mundo. ‘Stargate SG-1’ (1997–2007) consolidou o modelo; ‘Stargate Atlantis’ (2004–2009) expandiu o mapa; ‘Stargate Universe’ (2009–2011) tentou um giro mais sombrio, alinhado à moda “prestígio” da época. O resultado é um universo grande, com camadas de continuidade e expectativas diferentes dentro do próprio fandom.

Em 2026, isso deixa de ser só “lore”: vira estratégia de plataforma. O streaming vive de catálogo e de retenção. Se o Prime Video quer que a nova série puxe a audiência para temporadas antigas, ele precisa que o público sinta que existe um caminho — seja por conexão direta, seja por consistência tonal. Um reboot que ignora tudo corre o risco de parecer “mais um sci-fi genérico”; um reboot que honra o espírito (e, quando possível, o cânone) tem diferencial imediato.

O que a visita de Flanigan indica (e o que ainda não dá para afirmar)

É importante não transformar esse tipo de notícia em certeza. A ida de Flanigan à sala dos roteiristas não confirma participação, personagem, nem continuidade oficial. O que ela indica, com boa segurança, é:

  • Martin Gero está disposto a dialogar com a era ‘Atlantis’ de forma direta, não só por referência em easter egg.
  • Há uma preocupação de bastidor em “acertar o tom” — e isso costuma ser onde reboots falham primeiro.
  • O projeto está avançando num ritmo suficiente para existir uma sala ativa e material protegido por NDA.

Se isso vai resultar em uma série melhor? Ainda não dá para cravar. Mas muda a natureza da aposta: em vez de um reset com vergonha do passado, a impressão é de um reboot que tenta negociar com a herança da franquia — e, se fizer isso direito, pode funcionar como a passagem de bastão que ‘Stargate’ nunca teve no streaming.

Para quem esse ‘Stargate reboot Prime Video’ pode funcionar

Para veteranos de ‘SG-1’ e ‘Atlantis’, a simples existência de Gero no comando já era um alívio. A presença de Flanigan orbitando a sala dos roteiristas adiciona um tipo específico de confiança: a de que alguém está lembrando que ‘Stargate’ não era só mitologia alienígena — era química de equipe, humor no timing certo e aventura com senso de descoberta.

Para novatos, a boa notícia é outra: se a Amazon for inteligente, a série vai ser estruturada para você entrar sem estudar “chevrons” e siglas. O ideal é um primeiro episódio que funcione como porta de entrada e, ao mesmo tempo, não contradiga o que veio antes.

Agora a pergunta real não é “Flanigan volta?”. É mais incômoda: o reboot vai entender por que a franquia funcionava quando colocava personagens conversando em uma sala de briefing quase tão bem quanto funcionava quando abria um portal? Se a resposta for sim, a visita de Sheppard pode ter sido mais do que nostalgia. Pode ter sido um teste de compromisso.

E você: prefere um reboot totalmente desconectado ou uma continuação que respeite o cânone sem virar refém dele?

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Perguntas Frequentes sobre o reboot de ‘Stargate’ no Prime Video

O reboot de ‘Stargate’ no Prime Video já tem data de estreia?

Não. Até o momento, a Amazon MGM Studios confirmou o desenvolvimento da nova série, mas não divulgou data de estreia ou janela oficial.

Joe Flanigan (John Sheppard) vai voltar em ‘Stargate’?

Não há confirmação. O que foi revelado é que ele foi convidado por Martin Gero para visitar a sala dos roteiristas; isso pode significar conversa informal, consultoria ou até um cameo, mas nada foi anunciado oficialmente.

O novo ‘Stargate’ será continuação ou remake de ‘SG-1’?

A Amazon ainda não esclareceu o formato (continuação, remake ou reinício total). A presença de Martin Gero, ligado a ‘Stargate Atlantis’, alimenta a expectativa de algum nível de respeito ao cânone, mas a cronologia não foi detalhada.

Preciso assistir ‘Stargate SG-1’ e ‘Stargate Atlantis’ antes do reboot?

Provavelmente não. Reboots de streaming costumam ser pensados como porta de entrada, embora quem já conhece ‘SG-1’ e ‘Atlantis’ tenda a aproveitar melhor referências e continuidade, se elas forem mantidas.

Quem é Martin Gero e por que ele importa para ‘Stargate’?

Martin Gero é roteirista e produtor que trabalhou como produtor executivo em ‘Stargate Atlantis’. Por conhecer o tom e a dinâmica de personagens da franquia por dentro, ele é visto pelos fãs como uma escolha mais segura do que um criador sem histórico com o universo.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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