Analisamos a linha do tempo de ‘Pânico 7’ para deduzir qual dos três assassinos — Jessica, Marco ou Karl — cometeu cada crime. Um exercício de lógica forense que a franquia nunca havia tentado.
Três Ghostfaces. Uma noite. Um corpo a corpo para descobrir quem empunhou a faca em cada assassinato. Pânico 7 assassinos não são apenas mais uma variação da fórmula da franquia — representam o experimento mais ambicioso da série em coordenar múltiplos assassinos em tempo real. Ao comprimir quase toda a carnificina em uma única noite caótica, a linha do tempo se torna rastreável de um jeito que os filmes anteriores nunca permitiram.
O resultado é um quebra-cabeça para quem, como eu, cresceu analisando cada movimento do Ghostface desde 1996. Diferentemente do ‘Pânico’ original, onde os assassinatos se estendiam por dias e os álibis eram nebulosos, aqui podemos deduzir com precisão surpreendente quem estava por trás de cada máscara. Os culpados: Jessica, a mãe do namorado de Tatum; Marco, o psiquiatra; e Karl, o obsessivo por filmes Stab. Vamos à análise cena por cena.
Por que Jessica matou Scott e Madison na casa de Stu Macher
A sequência de abertura na casa de Stu Macher — agora um Airbnb macabro transformado em museu dos assassinatos de Woodsboro — estabelece o tom de ‘Pânico 7’. Scott morre acreditando que está sendo atacado por um manequim. Madison cai de um lustre direto na faca do assassino. E então o lugar é incendiado.
O filme nunca confirma explicitamente, mas a dedução é clara: foi Jessica. A queima da casa não é apenas destruição — é mensagem. Marco e Karl poderiam ter executado os assassinatos sob ordens, mas o elemento do incêndio carrega um peso psicológico que combina com o plano maior de Jessica: destruir relíquias do trauma de Sidney Prescott. É pessoal. É estratégico. É assinatura.
Hannah e Aaron: a dedução por eliminação no teatro
A morte de Hannah durante o ensaio da peça escolar é uma das sequências mais elaboradas do filme. Suspensa no ar por fios de palco, ainda vestida de fada, ela é eviscerada em plena apresentação. Brutal. Coreografada. E definitivamente obra de Marco.
O raciocínio é pura eliminação lógica. Jessica tem álibi sólido: está com o filho Lucas, que inclusive se torna suspeito momentaneamente. Ela fornece a localização deles para os investigadores. Karl, por sua vez, já está escondido no sótão da casa de Sidney — Mindy e Chad não encontram sinais de arrombamento, o que significa que ele entrou muito antes da família sair para a escola. Isso deixa Marco como o único Ghostface disponível para o massacre do teatro.
Aaron, o técnico que operava os fios de Hannah, morre antes dela mas é descoberto depois. Mesma lógica se aplica: mesmo assassino, mesma janela de tempo.
Karl e a invasão da casa de Sidney Prescott
Se existe algo que ‘Pânico 7’ faz com maestria, é subverter a sensação de segurança. Sidney, Mark e a filha adolescente Tatum são atacados em sua própria casa. O Ghostface não arromba — ele já está lá. Escondido no sótão. Conhecendo a planta. Esperando.
A violência do ataque é intensa, mas o que mais impressiona é o detalhe narrativo: quando a família consegue subjugar o assassino, ele foge para a rua e é atropelado por Gale Weathers. A revelação confirma o que a encenação já sugeriu — Karl, o obsessivo por filmes Stab, é o responsável. A escolha de atacar a família no espaço mais íntimo deles não é aleatória. É a invasão definitiva do santuário da final girl original.
O sequestro de Mark: janela de oportunidade de Jessica
Mais tarde na mesma noite, Mark é atacado novamente — desta vez na garagem. Facada e sequestro. Uma operação calculada e viciosa. Neste ponto, Karl já está morto no asfalto. Marco está trabalhando no centro psiquiátrico quando Sidney e Gale o visitam, a horas de distância. Restam opções? Exatamente uma: Jessica.
O que torna este ataque particularmente interessante é a coordenação. Jessica não está agindo de forma caótica — ela sabe onde Marco está, sabe que Karl já foi descartado, e escolhe este momento para ir atrás do marido de Sidney. É uma demonstração de como os três assassinos operavam em sincronia, cobrindo territórios distintos.
O massacre na Taverna: Jessica em seu momento mais devastador
A sequência na Taverna é um dos momentos mais caóticos de ‘Pânico 7’, e também o mais revelador sobre a psicologia de Jessica. Chad e Mindy são atacados na cozinha. Lucas morre com a cabeça esmagada em uma torneira de cerveja. Chloe é perseguida e executada. Tudo em rápida sucessão.
Neste ponto, Karl está morto. Tatum está sendo perseguida do lado de fora por outro Ghostface. Só há um assassino dentro da Taverna. E a chave para identificá-lo está no tratamento dado a Lucas: após matá-lo, Ghostface faz uma pausa. Observa. Há um peso emocional naquele momento.
No epílogo, Jessica deixa escapar que Lucas “tinha que ir” porque lembrava demais o pai abusivo dela. A frase é gelada, mas a encenação do assassinato sugere algo mais complexo — uma mãe monstruosa que ainda assim hesita. É Jessica. Precisamente porque é pessoal.
Ben e a intercepção de Marco na fuga
Ben parece destinado a sobreviver. Ele alcança Tatum, insiste que não é Ghostface, parece finalmente seguro. Até ser esfaqueado no pescoço. Fim abrupto de uma falsa esperança.
A dedução aqui é cronológica: Karl está morto há horas. Jessica está ocupada na Taverna executando sua matança em série. Marco é o único disponível para interceptar Ben no momento em que ele se afasta de Tatum. É uma demonstração de como os assassinos cobriam diferentes frentes simultaneamente.
Quando dois Ghostfaces atacaram Tatum simultaneamente
O ataque na cafeteria de Sidney é um dos poucos momentos em ‘Pânico 7’ onde a coordenação entre assassinos se torna explicitamente visível. Tatum é perseguida para dentro da loja, encurralada. O primeiro atacante, pela linha do tempo, é Marco — Jessica ainda está terminando o serviço na Taverna.
Mas então um segundo Ghostface aparece para ajudar no sequestro. Neste ponto, Jessica já chegou. A sequência revela a convergência final do plano: dois assassinos operando em conjunto, fechando o cerco. É uma imagem que a franquia nunca tinha mostrado com tanta clareza — o Ghostface não é um, não é dois, mas pode ser três trabalhando em sincronia.
Veredito: um exercício de dedução que a franquia nunca tinha tentado
O que ‘Pânico 7’ faz com seus três assassinos é mais do que aumentar a escala — é transformar o filme em um exercício de lógica forense para o público atento. Os álibis, as localizações, as janelas de tempo: tudo se encaixa com precisão cirúrgica se você prestar atenção.
Para fãs da franquia que cresceram debatendo “quem é o assassino” em cada filme, esta é uma nova camada de satisfação. Não basta descobrir quem está sob a máscara — agora precisamos rastrear quem estava onde, quando, e por quê. Jessica como a mente por trás dos ataques mais pessoais. Marco como o executor de oportunidades. Karl como o infiltrado obsessivo. Cada um com função específica, cada assassinato com assinatura dedutível.
Se você curte esse tipo de análise forense do cinema, ‘Pânico 7’ entrega exatamente o que promete: um quebra-cabeça sangrento que faz a franquia evoluir sem abandonar o que sempre a definiu. A pergunta que fica: quantos Ghostfaces o próximo filme ousará empregar?
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Perguntas Frequentes sobre os assassinos de Pânico 7
Quantos assassinos tem em Pânico 7?
‘Pânico 7’ tem três assassinos: Jessica (mãe do namorado de Tatum), Marco (psiquiatra) e Karl (obsessivo por filmes Stab). É o maior número de Ghostfaces em um único filme da franquia.
Qual assassino matou mais pessoas em Pânico 7?
Jessica é a assassina com maior número de vítimas: Scott, Madison, Mark (sequestro), Chad, Mindy, Lucas e Chloe. Ela também participa do sequestro final de Tatum junto com Marco.
Qual a ordem cronológica das mortes em Pânico 7?
A ordem aproximada: Scott e Madison (casa de Stu) → Aaron e Hannah (teatro) → ataque na casa de Sidney → sequestro de Mark → massacre na Taverna (Chad, Mindy, Lucas, Chloe) → Ben → sequestro de Tatum.
Por que Jessica é a mente do plano em Pânico 7?
Jessica tem motivação pessoal: quer destruir Sidney Prescott e as relíquias do trauma original. O incêndio da casa de Stu Macher e a hesitação ao matar Lucas revelam que seus crimes carregam peso emocional que os outros dois assassinos não têm.
Pânico 7 já está disponível nos cinemas?
Este artigo analisa ‘Pânico 7’ com base em sua estreia. Verifique os cinemas locais para disponibilidade atual. A franquia pertence à Paramount Pictures.

