‘Power Rangers’ (2017): por onde anda o elenco que virou estrela?

O reboot de ‘Power Rangers’ (2017) pode não ter gerado uma franquia, mas revelou um dos elencos mais talentosos da atualidade. Analisamos como nomes como Dacre Montgomery e Naomi Scott saltaram das armaduras coloridas para o topo de Hollywood em ‘Stranger Things’, ‘Aladdin’ e no terror ‘Sorria 2’.

Quando ‘Power Rangers’ estreou em 2017, o clima era de incerteza. A Lionsgate tentava transformar a nostalgia colorida do Saban em um drama adolescente sombrio, no estilo ‘The Breakfast Club’ com armaduras alienígenas. O filme não alcançou o bilhão esperado, mas o tempo provou que ele foi um dos maiores celeiros de talentos da década. Quase dez anos depois, o elenco Power Rangers 2017 não apenas sobreviveu ao fracasso de bilheteria, mas dominou os pilares de Hollywood: do terror psicológico ao prestígio da HBO.

Dacre Montgomery: do Ranger Vermelho ao fenômeno ‘Stranger Things’

Dacre Montgomery: do Ranger Vermelho ao fenômeno 'Stranger Things'

Dacre Montgomery interpretou Jason Scott com uma intensidade que parecia deslocada para um filme de super-heróis juvenil. No entanto, foi exatamente essa energia bruta que garantiu seu papel como Billy Hargrove em ‘Stranger Things’. O vídeo de sua audição para a série — onde ele dança sem camisa e exala uma psicopatia carismática — tornou-se lendário na indústria.

Enquanto Jason era o herói relutante, Billy permitiu que Montgomery explorasse o horror e a tragédia. Recentemente, ele mostrou versatilidade em ‘Elvis’ (2022), sob a direção de Baz Luhrmann, e continua sendo o exemplo mais claro de como o filme de 2017 serviu como um teste de tela de luxo para atores que buscavam papéis mais densos.

Naomi Scott: a evolução de Pink Ranger a ‘Scream Queen’

Naomi Scott (Kimberly Hart) teve a transição mais comercial do grupo. Sua escalação como Jasmine no live-action de ‘Aladdin’ (2019) a colocou no clube de elite dos protagonistas de um bilhão de dólares. Mas o que realmente define sua carreira pós-Rangers é a coragem em mudar de gênero.

Em ‘Sorria 2’ (2024), Scott entrega uma das performances mais físicas e exaustivas do terror moderno como a popstar Skye Riley. É um contraste fascinante: a atriz que começou em um musical da Disney agora carrega uma franquia de horror psicológico nas costas. Ela provou que a vulnerabilidade que exibiu em 2017 era apenas a superfície de um alcance dramático muito maior.

RJ Cyler: a alma do filme e o prestígio constante

RJ Cyler: a alma do filme e o prestígio constante

Se o reboot de 2017 é defendido por fãs hoje, 90% do crédito vai para RJ Cyler. Sua interpretação de Billy Cranston como um jovem no espectro autista evitou caricaturas, entregando o coração emocional da trama. Cyler não buscou o caminho dos blockbusters genéricos.

Em vez disso, ele construiu um currículo invejável em produções de prestígio e nicho, como ‘The Harder They Fall’ (Vingança & Castigo) e o drama bíblico satírico ‘O Livro de Clarence’ (2023). Sua trajetória mostra uma escolha consciente por personagens com substância, mantendo a autenticidade que o tornou o destaque absoluto entre os cinco protagonistas originais.

Ludi Lin e Becky G: diversificando o entretenimento global

Ludi Lin (Zack) encontrou seu nicho unindo habilidades marciais e carisma. Além de viver Liu Kang no reboot de ‘Mortal Kombat’ (2021), Lin protagonizou um dos episódios mais comentados de ‘Black Mirror’ (‘Striking Vipers’), explorando temas complexos de identidade e tecnologia. Ele se tornou o rosto da ação moderna que não tem medo de ser experimental.

Já Becky G (Trini) usou o filme como um catalisador para sua dominação na música latina. Embora tenha retornado ao gênero de heróis dublando a armadura em ‘Blue Beetle’ (2023), seu foco na música a transformou em uma potência global. Trini foi a primeira Ranger abertamente LGBTQIA+ nos cinemas, um marco de representatividade que Becky G continua a carregar em sua persona pública.

O peso dos veteranos: de Zordon ao fenômeno ‘Barry’

O elenco de apoio era um luxo à parte. Bryan Cranston trouxe a gravidade de ‘Breaking Bad’ para Zordon, e Elizabeth Banks entregou uma Rita Repulsa camp e aterrorizante. No entanto, Bill Hader (a voz de Alpha 5) foi quem teve a maior ascensão criativa, transformando-se em um dos diretores e atores mais respeitados da TV com a série ‘Barry’ da HBO.

O legado de ‘Power Rangers’ (2017) não está em uma sequência que nunca aconteceu, mas na prova de que o diretor Dean Israelite teve um olho clínico para casting. Ele reuniu um grupo de desconhecidos que, hoje, são os pilares da nova Hollywood.

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Perguntas Frequentes sobre o elenco de Power Rangers 2017

Por que não houve uma continuação de Power Rangers (2017)?

O filme arrecadou cerca de 142 milhões de dólares mundialmente contra um orçamento de 100 milhões. Para a Lionsgate, o retorno financeiro foi insuficiente para justificar uma sequência direta, apesar do sucesso nas vendas de brinquedos e home video.

Onde posso assistir ao filme Power Rangers de 2017?

Atualmente, o filme costuma circular entre os catálogos da Netflix e do Prime Video, mas a disponibilidade varia conforme os contratos de licenciamento. Ele também está disponível para aluguel e compra em plataformas como Apple TV e Google Play.

Haverá um novo filme dos Power Rangers?

A Hasbro, que agora detém os direitos da franquia, planeja um novo reboot (provavelmente desvinculado do elenco de 2017) que integrará cinema e séries de TV em um universo compartilhado, sob a supervisão de Jonathan Entwistle.

Qual ator de Power Rangers 2017 está em Stranger Things?

Dacre Montgomery, que interpretou o Ranger Vermelho (Jason), deu vida ao personagem Billy Hargrove na segunda e terceira temporadas de ‘Stranger Things’.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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