Analisamos como ‘PONIES’ utiliza a química explosiva entre Emilia Clarke e Haley Lu Richardson para revitalizar o thriller de espionagem. Descubra por que a série do Peacock é a redenção que Clarke precisava após o fracasso de ‘Invasão Secreta’.
Existe um tipo de produção que não sobrevive apenas com um roteiro bem amarrado; ela exige uma alquimia específica entre seus protagonistas. ‘PONIES’, a nova série de espionagem do Peacock que estreia em 15 de janeiro, parece ter entendido que, no gênero de espionagem, o silêncio entre dois personagens diz tanto quanto os diálogos. Com 88% de aprovação inicial no Rotten Tomatoes, a série coloca Emilia Clarke e Haley Lu Richardson no epicentro da Guerra Fria, em uma trama que serve como o antídoto perfeito para a decepção que foi ‘Invasão Secreta’.
Situada na União Soviética dos anos 1970, a série acompanha duas secretárias de embaixada cujos maridos morrem em circunstâncias nebulosas. O recrutamento pela CIA é o ponto de partida, mas o verdadeiro motor da narrativa é o contraste entre as atrizes. Enquanto Clarke traz uma intensidade quase febril — resquícios da autoridade que víamos em Daenerys, mas aqui voltada para a sobrevivência — Richardson entrega uma vulnerabilidade magnética que já havíamos provado em ‘The White Lotus’.
Por que a química entre Clarke e Richardson é o trunfo da série
A crítica internacional, especialmente o ScreenRant, tem sido enfática: a dinâmica entre as duas faz o espectador esquecer o artifício da atuação. Isso acontece porque ‘PONIES’ evita o clichê do buddy cop tradicional. Não há uma ‘engraçada’ e uma ‘séria’. O que vemos é uma simbiose técnica: Clarke trabalha com micro-expressões de pânico contido, enquanto Richardson usa uma linguagem corporal mais fluida e imprevisível.
Essa dualidade eleva o suspense. Em uma cena específica do segundo episódio (sem grandes spoilers), uma troca de olhares durante um jantar oficial na embaixada comunica mais sobre a paranoia do regime soviético do que dez minutos de exposição narrativa. É o tipo de atuação que exige confiança mútua — e as duas entregam isso de sobra.
A redenção de Emilia Clarke no gênero de espionagem
Sejamos honestos: a incursão anterior de Emilia Clarke na espionagem, em ‘Invasão Secreta’ da Marvel, foi um desperdício de talento. Em um projeto engessado por lore excessivo e roteiro inconsistente, Clarke parecia perdida. Em ‘PONIES’, ela finalmente encontra um material que respeita sua capacidade de transitar entre a fragilidade e a resiliência.
Diferente da trama da Marvel, onde o perigo era alienígena e abstrato, aqui o perigo é humano, burocrático e claustrofóbico. Ao interpretar uma mulher que precisa aprender as regras de um jogo mortal enquanto processa o luto, Clarke entrega sua melhor performance televisiva desde o auge de ‘Game of Thrones’. É a prova de que ela não precisa de dragões para dominar a tela, apenas de um roteiro que entenda sua gravidade dramática.
O ‘Brutalismo Soviético’ como personagem narrativo
Um ponto técnico que merece atenção é a direção de arte. A reconstrução da Moscou dos anos 70 foge do cinza monótono. A série utiliza uma paleta de cores saturadas e texturas pesadas — o veludo das cortinas, o metal frio dos gravadores, a arquitetura brutalista que parece esmagar os personagens. Essa estética cria uma sensação constante de vigilância.
Assistir a ‘PONIES’ é sentir o peso da cortina de ferro. A fotografia opta por enquadramentos que frequentemente isolam as protagonistas nos cantos da tela, enfatizando que, naquele mundo, a privacidade é um luxo inexistente. É uma escolha estética que remete a clássicos como ‘O Espião que Sabia Demais’, mas com uma energia renovada pela perspectiva feminina.
Vale a pena dar o play em ‘PONIES’?
Se você busca uma série de espionagem que prioriza o desenvolvimento psicológico e a tensão atmosférica sobre explosões gratuitas, a resposta é um sim absoluto. O ritmo pode parecer deliberado (lento para alguns) nos primeiros três episódios, mas a construção compensa. O mistério central sobre a morte dos maridos é instigante, mas é a jornada de transformação de ‘secretárias’ em ‘peças-chave’ da inteligência americana que realmente prende o espectador.
‘PONIES’ não é apenas mais uma história de espionagem; é um estudo sobre amizade sob pressão extrema e o retorno triunfal de uma atriz que precisava de um projeto à sua altura.
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Perguntas Frequentes sobre a série ‘PONIES’
Onde assistir à série ‘PONIES’ com Emilia Clarke?
A série é uma produção original do Peacock, estreando em 15 de janeiro de 2026. No Brasil, a distribuição costuma ocorrer via plataformas que detêm os direitos do conteúdo NBCUniversal, como o Universal+ ou o Prime Video Channels.
Qual é a história de ‘PONIES’?
Situada em 1977, a trama acompanha duas secretárias da embaixada americana em Moscou que se tornam operativas da CIA após seus maridos serem assassinados em circunstâncias misteriosas na URSS.
A série ‘PONIES’ é baseada em fatos reais?
Embora utilize o contexto histórico real da Guerra Fria e a ambientação da Moscou dos anos 70, a trama e as personagens principais são fictícias, criadas para o roteiro da série.
Quantos episódios tem a primeira temporada de ‘PONIES’?
A primeira temporada conta com 8 episódios, lançados semanalmente após a estreia dos dois primeiros capítulos.

