‘Star Trek: Strange New Worlds’ resgata com humor a clássica piada do “cheiro humano” dos vulcanos, originada em ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’. A série celebra o legado da franquia, conectando gerações de fãs com referências inteligentes e divertidas que enriquecem a narrativa e aprofundam a relação entre as espécies. Descubra como essa peculiaridade olfativa se tornou um elo temporal e uma fonte de comédia no universo de Star Trek.
Se você é fã de carteirinha de ‘Star Trek’, prepare-se para uma viagem nostálgica e hilária! Em ‘Star Trek: Strange New Worlds’, uma das séries mais queridas do momento, a gente reencontrou uma referência icônica e super divertida que veio direto de ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’: o infame problema dos Vulcanos Cheiro Humano. Sim, aquela “fragrância” peculiar que só os humanos parecem exalar e que, para os lógicos e narizes sensíveis vulcanos, é um verdadeiro martírio olfativo. E o melhor de tudo? ‘Strange New Worlds’ não só relembrou, como mergulhou de cabeça nessa piada interna, garantindo muitas risadas e um aceno carinhoso aos fãs de longa data.
A Saga do “Cheiro Humano” dos Vulcanos: Um Retorno Hilário em ‘Strange New Worlds’
Imaginem a cena: você, de repente, se transforma em um vulcano. Orelhas pontudas, emoções sob controle (na teoria, pelo menos) e um olfato que antes era normal, agora capta cada molécula de aroma com uma intensidade absurda. É exatamente isso que acontece com alguns dos nossos queridos oficiais da Frota Estelar no oitavo episódio da terceira temporada de ‘Star Trek: Strange New Worlds’, intitulado “Four-And-A-Half Vulcans”. Capitão Christopher Pike (Anson Mount), a Enfermeira Christine Chapel (Jess Bush), a Tenente La’an Noonien-Singh (Christina Chong) e a Alferes Nyota Uhura (Celia Rose Gooding) se veem magicamente transformados em vulcanos e, para o desespero deles, a transformação não é temporária como esperavam.
Enquanto a maioria se esforça para se adaptar à nova realidade, lidando com os desafios de suas vidas pessoais e profissionais com um novo par de orelhas e uma perspectiva vulcana, é o Capitão Pike quem rouba a cena com a questão do “cheiro humano”. E não é qualquer cheiro, é o da sua própria namorada, a Capitã Marie Batel (Melanie Scrofano)! Pike, agora um vulcano de corpo e (quase) alma, se compromete a ajudar Marie a impressionar seu antigo chefe, o Vice-Almirante Pasalk (Graeme Somerville), preparando um jantar especial.
Mas eis que o “novo” Capitão Pike descobre um “defeito” na humanidade de Marie que ele nunca havia notado antes: o seu “cheiro humano”. Para ele, agora com um olfato vulcano super apurado, o aroma é “muito desagradável”. Em vez de pedir ao Almirante Pasalk para simplesmente “tolerar” o cheiro, o recém-vulcano Chris decide ir a extremos para “remover” o odor de seus aposentos na USS Enterprise. A situação é um prato cheio para o humor, mostrando como a lógica vulcana pode ser, às vezes, absurdamente literal e desprovida de tato social. É uma cena que captura perfeitamente a essência da comédia de costumes intergaláctica que ‘Strange New Worlds’ faz tão bem, ao mesmo tempo em que presta uma homenagem genial ao passado da franquia.
De Onde Vem Esse “Aroma”? A Origem em ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’
Para entender a profundidade e a graça dessa piada, precisamos voltar no tempo, cerca de cem anos antes dos eventos de ‘Strange New Worlds’, até a época de ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’. Foi lá, na série que narrava as primeiras grandes viagens da Frota Estelar a bordo da NX-01 Enterprise, que o “cheiro humano” foi introduzido como um ponto de discórdia e, muitas vezes, de comédia, entre vulcanos e humanos.
A Subcomandante T’Pol (Jolene Blalock), a oficial vulcana a bordo da NX-01, foi a primeira a expressar seu desconforto com o aroma humano ao Capitão Jonathan Archer (Scott Bakula). Em várias ocasiões na primeira temporada de ‘Enterprise’, T’Pol mencionou como os humanos “cheiram mal” para os vulcanos, revelando que alguns de sua espécie até recorriam a agentes anestesiantes nasais para conseguir tolerar a proximidade com os terráqueos. É uma forma sutil, mas eficaz, de mostrar as barreiras culturais e biológicas que existiam entre as espécies no início de suas interações.
Com o tempo, no entanto, T’Pol, por meio da convivência e da adaptação, acabou se acostumando ao cheiro dos humanos a bordo da NX-01. Essa evolução em sua percepção era um símbolo da crescente aceitação e compreensão mútua entre as duas culturas. Não era apenas sobre um odor, mas sobre superar preconceitos e diferenças. O Doutor Phlox (John Billingsley), o Denobulano médico da nave, também comentou sobre o odor corporal humano em ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’, indicando que Denobulanos e Vulcanos precisavam aprender a suportar o cheiro dos humanos, adicionando uma camada extra de universalidade a essa “queixa” interespécies.
Essa não é a primeira vez que ‘Strange New Worlds’ faz referência a essa particularidade olfativa. Na segunda temporada, no episódio “Charades”, quando o Tenente Spock (Ethan Peck) se torna brevemente totalmente humano, os pais de sua então noiva, T’Pring (Gia Sandhu), fazem comentários sobre o odor corporal humano, quase que culpando a mãe de Spock, Amanda Grayson (Mia Kirshner), por essa característica. Fica claro que, mesmo décadas depois, o “problema” do “cheiro humano” ainda era uma questão para os vulcanos, adicionando uma camada de autenticidade e continuidade ao universo de ‘Star Trek’.
‘Enterprise’: A Inspiração Perpétua para ‘Strange New Worlds’
‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’ se passa aproximadamente um século antes de ‘Star Trek: Strange New Worlds’ na linha do tempo principal de ‘Star Trek’. É absolutamente lógico, portanto, que as viagens pioneiras do Capitão Archer a bordo da primeira nave estelar chamada Enterprise sirvam como uma fonte constante de inspiração e reverência para o Capitão Pike e sua tripulação da USS Enterprise. Essa conexão temporal e narrativa é um dos pilares que ‘Strange New Worlds’ explora com maestria, criando um senso de continuidade e legado que os fãs adoram.
A influência de ‘Enterprise’ em ‘Strange New Worlds’ não é algo novo ou isolado. Na verdade, ‘Strange New Worlds’ começou a abordar o impacto de ‘Enterprise’ de forma mais direta a partir do episódio crossover da segunda temporada com ‘Star Trek: Lower Decks’. Foi nesse episódio que descobrimos que o Capitão Pike foi inspirado pelo Capitão Archer, a Tenente Erica Ortegas (Melissa Navia) admira o Alferes Travis Mayweather (Anthony Montgomery), e Uhura tem o Alferes Hoshi Sato (Linda Park) como sua heroína. Essas conexões não são apenas detalhes divertidos; elas enriquecem o caráter dos personagens atuais, mostrando que a história da Frota Estelar é um tecido contínuo, onde os feitos de uma geração inspiram a próxima.
E a paixão por ‘Enterprise’ vai além das inspirações de carreira. A Tenente La’an Noonien-Singh, por exemplo, “adora os grapplers” – aqueles dispositivos de agarre usados pela NX-01 Enterprise antes que a Frota Estelar aperfeiçoasse os raios trator. Essa é uma referência que faz os corações dos fãs baterem mais forte, mostrando um apreço genuíno pela tecnologia e pela estética da era ‘Enterprise’. Para completar, há até uma imagem da NX-01 Enterprise visível na entrada da sala de comando do Capitão Pike, um lembrete constante do legado da nave estelar que veio antes. Esses pequenos toques e referências criam uma tapeçaria rica e interconectada, onde cada série se apoia nas que vieram antes, construindo um universo coeso e profundamente amado.
Curiosamente, enquanto a questão do “cheiro humano” claramente ainda é um problema para os vulcanos em ‘Strange New Worlds’, apenas o Capitão Pike, entre os recém-transformados em vulcanos, pareceu se incomodar. Os outros oficiais da Enterprise, mesmo com o olfato aguçado, não levantaram a questão com seus respectivos pares românticos. Talvez isso signifique que Pike, em sua nova forma vulcana, estava experimentando a aversão de forma mais intensa, ou talvez ele simplesmente tenha a personalidade mais… expressiva para reclamar. De qualquer forma, a inclusão dessa piada clássica é um testamento ao cuidado e ao carinho que os criadores de ‘Strange New Worlds’ têm pela rica história de ‘Star Trek’.
Por Que Amamos Essas Referências Interligadas?
Para os fãs de ‘Star Trek’, essas referências interligadas, como o retorno do “cheiro humano” dos vulcanos, são mais do que meros easter eggs. Elas são a prova de que o universo que tanto amamos é vivo, respirando e em constante evolução, mas sempre respeitando suas raízes. Cada piscadela para o passado, cada detalhe que conecta uma série a outra, fortalece a narrativa geral e enriquece a experiência do espectador. É como reencontrar um velho amigo e rir de uma piada interna que só vocês entendem.
Esses momentos criam uma sensação de continuidade e profundidade, mostrando que os eventos e as características introduzidas em uma série têm repercussões e ecos nas que se seguem. Isso não só agrada aos fãs mais dedicados, que se sentem recompensados por sua lealdade e conhecimento do lore, mas também serve como uma ponte para novos espectadores, incentivando-os a explorar as séries anteriores para entender todas as camadas da história. É um ciclo virtuoso de descoberta e apreciação.
Além disso, o humor presente em referências como a do “cheiro humano” adiciona uma leveza bem-vinda a um universo que, muitas vezes, explora temas complexos e sérios. É um lembrete de que, mesmo em meio a viagens intergalácticas, dilemas morais e ameaças existenciais, há espaço para a comédia, para a ironia e para as peculiaridades que tornam cada espécie, e cada personagem, únicos. É a humanidade (ou vulcanidade!) em sua forma mais divertida e relacionável.
Em resumo, ‘Star Trek: Strange New Worlds’ continua a nos encantar não apenas com suas novas aventuras e personagens cativantes, mas também com sua habilidade de tecer homenagens inteligentes e emocionantes ao passado glorioso de ‘Star Trek’. O retorno do problema do Vulcanos Cheiro Humano é um exemplo brilhante de como uma piada simples pode ser usada para criar conexões significativas, gerar risadas e aprofundar a rica tapeçaria do universo Star Trek. É um verdadeiro presente para os fãs, que reafirma o status de ‘Strange New Worlds’ como uma das joias da coroa da franquia. E você, já sentiu o “cheiro” dessa referência? Compartilhe sua opinião nos comentários aqui no Cinepoca!
Para ficar por dentro de tudo que acontece no universo dos filmes, séries e streamings, acompanhe o Cinepoca também pelo Facebook e Instagram!
Perguntas Frequentes sobre o “Cheiro Humano” dos Vulcanos em Star Trek
O que é o “cheiro humano” dos vulcanos em Star Trek?
É uma peculiaridade olfativa dos humanos, percebida como “muito desagradável” pelos vulcanos devido ao seu olfato super apurado. Foi introduzida como uma piada e ponto de discórdia entre as espécies, mostrando as barreiras culturais e biológicas.
Em qual série ‘Star Trek’ a piada do “cheiro humano” surgiu originalmente?
A piada foi introduzida em ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’, onde a Subcomandante T’Pol expressava seu desconforto com o aroma humano, e alguns vulcanos até usavam agentes anestesiantes nasais para tolerá-lo.
Como ‘Star Trek: Strange New Worlds’ aborda o “cheiro humano” dos vulcanos?
Na terceira temporada, no episódio “Four-And-A-Half Vulcans”, Capitão Pike e outros oficiais se transformam em vulcanos, e Pike se choca com o “cheiro humano” de sua namorada, levando a situações hilárias e um aceno carinhoso à série ‘Enterprise’.
Por que as referências de ‘Strange New Worlds’ a ‘Enterprise’ são importantes para os fãs?
Elas criam um senso de continuidade e legado, enriquecendo a narrativa e mostrando que o universo ‘Star Trek’ é coeso. Além disso, adicionam humor e profundidade, conectando diferentes gerações de fãs e servindo como ponte para novos espectadores.