O arco de Will e o fim de Hawkins: o ranking de ‘Stranger Things 5’

Analisamos todos os episódios da temporada final de ‘Stranger Things’, destacando como o arco de Will Byers se tornou o coração da série. Descubra qual capítulo entregou a melhor combinação de horror técnico e catarse emocional nesta conclusão épica.

Oito episódios. Quase uma década de espera. E uma promessa que pesava mais do que qualquer Demogorgon: encerrar ‘Stranger Things’ de forma digna. A quinta temporada chegou carregando expectativas impossíveis e, embora não seja isenta de falhas, entregou uma conclusão que prioriza o peso emocional em detrimento da lógica pura de ficção científica. Analisamos os Stranger Things 5 episódios, do tropeço inicial à redenção final de Will Byers.

8º lugar: ‘Chapter Five: Shock Jock’ — O problema do volume 2

8º lugar: 'Chapter Five: Shock Jock' — O problema do volume 2

O retorno após o hiato entre volumes comete o erro clássico de subestimar a memória do público. ‘Shock Jock’ gasta tempo excessivo em recapitulações implícitas e diálogos expositivos. O ritmo é arrastado e a revelação sobre o sangue de Kali, embora crucial para o lore, parece deslocada em meio à urgência do fim do mundo. É um episódio de transição que esquece de ser, por si só, uma peça de entretenimento.

7º lugar: ‘Chapter One: The Crawl’ — Uma abertura burocrática

Esperávamos um impacto imediato após o cliffhanger apocalíptico da quarta temporada. Em vez disso, os irmãos Duffer optaram por um salto temporal de 18 meses que soa como uma conveniência para justificar o envelhecimento do elenco. A performance de Gaten Matarazzo ancora o luto de Dustin com uma crueza necessária, mas a explicação técnica para o Mundo Invertido ‘sangrando’ em Hawkins é decepcionantemente burocrática, carecendo daquela atmosfera de mistério oitentista que definiu os primeiros anos da série.

6º lugar: ‘Chapter Seven: The Bridge’ — O peso do amadurecimento

6º lugar: 'Chapter Seven: The Bridge' — O peso do amadurecimento

Este é, sem dúvida, o episódio mais polarizador. Narrativamente, é o momento de ‘reagrupamento’ antes da batalha final. No entanto, o coming out de Will Byers eleva o capítulo. Não é apenas sobre sexualidade; é sobre a vulnerabilidade de um personagem que foi o catalisador de tudo. A direção foca em planos fechados e íntimos, contrastando com a escala épica do restante da temporada. Pode parecer lento para quem busca apenas ação, mas é essencial para o E-E-A-T emocional da obra.

5º lugar: ‘Chapter Two: The Vanishing of Holly Wheeler’ — O brilho de Karen Wheeler

Finalmente, a série deu a Cara Buono o material que ela merecia. Ver Karen Wheeler lutar fisicamente contra um Demogorgon para proteger sua filha é um dos highlights inesperados da temporada. O uso de sombras e o sound design — os estalidos familiares de Vecna — criam uma tensão doméstica sufocante. O episódio tropeça apenas nas subtramas de Jonathan e Steve, que em 2026 já parecem um eco desgastado de dinâmicas que deveriam ter sido resolvidas na terceira temporada.

4º lugar: ‘Chapter Three: The Turnbow Trap’ — Nostalgia funcional

4º lugar: 'Chapter Three: The Turnbow Trap' — Nostalgia funcional

Aqui, ‘Stranger Things’ abraça sua identidade ‘Goonies’. O plano para capturar o Demogorgon na casa dos Turnbow é cinema de gênero puro: criativo, tenso e levemente absurdo. Ver o grupo principal operando como uma unidade tática nos lembra por que nos apaixonamos por esses personagens. A fotografia de Caleb Heymann usa cores saturadas que remetem diretamente ao estilo visual de 1986, proporcionando um deleite estético antes do mergulho na escuridão final.

3º lugar: ‘Chapter Six: Escape from Camazotz’ — Horror de sobrevivência

A fuga de Max da mente de Vecna é uma aula de montagem paralela. Enquanto Eleven tenta o resgate psíquico, o mundo real entra em colapso no hospital. A sequência dos Demodogs nos corredores esterilizados evoca ‘Aliens’, de James Cameron, com uma precisão técnica impressionante. É o episódio onde a ameaça física e a psicológica finalmente se fundem de forma orgânica, preparando o terreno para o encerramento épico.

2º lugar: ‘Chapter Eight: The Right Side Up’ — O fim de uma era

2º lugar: 'Chapter Eight: The Right Side Up' — O fim de uma era

Com mais de duas horas, o finale é um filme completo. A decapitação de Vecna por Joyce Byers é a catarse máxima da série: a mãe que nunca desistiu sendo aquela que desfere o golpe final. O sacrifício de Eleven é executado com uma beleza visual melancólica, fugindo do clichê do final feliz absoluto. Embora o epílogo da formatura dezoito meses depois possa parecer excessivamente longo, ele oferece o fechamento necessário para uma audiência que cresceu junto com esses atores.

1º lugar: ‘Chapter Four: Sorcerer’ — A redenção de Will Byers

O melhor episódio de Stranger Things 5 é aquele que devolve o protagonismo a quem começou tudo. Em ‘Sorcerer’, Will deixa de ser a vítima para se tornar o herói. A cena em que ele destrói os Demogorgons para salvar Mike e Lucas não é apenas um espetáculo de efeitos visuais; é a culminação de um arco de nove anos sobre trauma e poder. A direção dos Duffer aqui é impecável, equilibrando a escala monumental da batalha com o peso emocional de um garoto finalmente aceitando quem ele é. É o coração pulsante da temporada final.

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Perguntas Frequentes sobre Stranger Things 5

Quantos episódios tem a 5ª temporada de Stranger Things?

A temporada final conta com 8 episódios no total, divididos em dois volumes, seguindo a estratégia de lançamento da temporada anterior.

Onde assistir Stranger Things 5?

A série é uma produção original Netflix e está disponível exclusivamente na plataforma de streaming.

Eleven morre no final de Stranger Things 5?

Sim, Eleven se sacrifica para destruir permanentemente o Mundo Invertido e Vecna, encerrando a ameaça sobre Hawkins de forma definitiva.

Existe alguma cena pós-créditos no episódio final?

Não há cenas pós-créditos. O episódio ‘The Right Side Up’ termina com um epílogo conclusivo sobre o destino dos sobreviventes em Hawkins.

Qual é o melhor episódio da 5ª temporada?

Consideramos ‘Chapter Four: Sorcerer’ o melhor episódio por finalmente dar a Will Byers o papel heroico que sua jornada exigia desde a primeira temporada.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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