‘Lobo, baby’: Por que Jason Momoa prefere o anti-herói ao Aquaman no DCU

Jason Momoa finalmente realiza seu ‘sonho supremo’ ao trocar o tridente de Aquaman pela motocicleta espacial de Lobo no novo DCU. Analisamos por que essa troca de papel é a decisão mais inteligente de James Gunn para aproveitar a energia bruta do ator em ‘Supergirl: Woman of Tomorrow’.

Quando James Gunn e Peter Safran assumiram o comando do DC Studios, a caixa de entrada deles provavelmente explodiu com mensagens de agentes e executivos. Mas uma mensagem se destacou pela intensidade bruta. Jason Momoa enviou um texto em caixa alta: ‘LOBO, BABY.’ Com um bilhão de pontos de exclamação, segundo o próprio Gunn. A obsessão não era apenas um capricho de ator; era o resgate de uma identidade que o tridente do Aquaman nunca permitiu que ele explorasse totalmente.

Com a estreia de ‘Supergirl: Woman of Tomorrow’ prevista para junho de 2026, o novo DCU finalmente abre espaço para o anti-herói mais politicamente incorreto dos quadrinhos. Momoa, que passou anos interpretando o relutante rei de Atlântida, agora troca a nobreza submarina pela psicopatia carismática de um mercenário intergaláctico. E se você acha que trocar o papel de protagonista absoluto por um coadjuvante em um filme da Supergirl é um passo atrás, você não conhece o Lobo — nem o Momoa.

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Vamos aos fatos: Jason Momoa Lobo DCU representa, financeiramente, uma aposta curiosa. Como Aquaman, Momoa carregou uma franquia de bilheteria bilionária. Em ‘Supergirl’, ele entra como peça de apoio para a Kara Zor-El de Milly Alcock. Mas para Momoa, o valor não está no tempo de tela, mas na liberdade criativa.

Arthur Curry sempre exigiu que o ator operasse dentro de limites heróicos. O Aquaman do cinema foi uma tentativa de fundir o ‘vibe’ surfista de Momoa com a solenidade de um herói da Liga da Justiça. O resultado foi funcional, mas frequentemente parecia uma camisa de força. Já Lobo é o oposto: um Czarniano que exterminou sua própria raça por diversão e que resolve conflitos com violência desproporcional e charutos que violam leis cósmicas.

A simbiose entre ator e personagem: ‘Na vida real, ele É o Lobo’

A frase de Peter Safran é definitiva: ‘Na vida real, ele É o Lobo’. Momoa descreveu o personagem como alguém que ama motocicletas, brigas, dreadlocks e humor ácido. É, essencialmente, a persona pública do ator sem os filtros exigidos pela Disney ou pela antiga gestão da Warner. A transição para o Jason Momoa Lobo DCU é o que chamamos de ‘casting perfeito’ — aquele onde a linha entre ator e personagem se torna irrelevante.

Enquanto o Aquaman precisava ser um símbolo de esperança, Lobo é um agente do caos. Ele permite que Momoa use sua presença física imponente não para salvar o dia, mas para desestabilizá-lo. Nos quadrinhos de Keith Giffen e Roger Slifer, Lobo era uma paródia dos anti-heróis sombrios dos anos 90; no novo DCU, ele promete ser o alívio cômico visceral que o universo de Gunn tanto valoriza.

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A decisão de Gunn de manter Momoa no elenco, mas em um novo papel, é uma jogada estratégica de mestre. Primeiro, ela sinaliza o fim definitivo do ‘Snyderverse’ sem descartar o talento que funcionava nele. Segundo, aproveita a energia de ‘voluntário’ de Momoa. Como o próprio Safran notou, é preferível ter um ator que é um voluntário apaixonado do que um recruta cumprindo contrato.

A escolha de introduzi-lo em ‘Supergirl’ também é reveladora. O filme, baseado na obra de Tom King, tem uma pegada de ‘western espacial’. Lobo se encaixa perfeitamente nessa estética de fronteira galáctica, funcionando como a força imparável que testa a moralidade de Kara. Não espere uma versão suavizada para PG-13; se Gunn seguir o DNA do personagem, veremos um Momoa desencadeado, entregando a performance mais crua de sua carreira.

O risco do ‘sonho supremo’

Momoa admitiu nervosismo, e com razão. Quando um ator persegue um papel por décadas, a expectativa pode se tornar um fardo. O desafio será encontrar a nuance em um personagem que, na superfície, é puramente bidimensional. Anti-heróis como Deadpool ou Wolverine funcionam porque escondem traumas sob o sarcasmo. Qual será a âncora emocional do Lobo de Momoa? Ou será que, pela primeira vez no DCU, teremos um personagem que é simplesmente, e gloriosamente, incorrigível? Junho de 2026 nos dará a resposta, mas uma coisa é certa: Momoa finalmente parou de atuar como um herói para começar a se divertir como um vilão.

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Perguntas Frequentes sobre Jason Momoa como Lobo

Jason Momoa ainda será o Aquaman no novo DCU?

Não. Com o reboot liderado por James Gunn, Jason Momoa deixará o papel de Aquaman para interpretar o anti-herói Lobo. ‘Aquaman 2: O Reino Perdido’ marcou sua despedida como o herói atlante.

Em qual filme o Lobo de Jason Momoa vai estrear?

A estreia confirmada do Lobo no DCU será no filme ‘Supergirl: Woman of Tomorrow’, previsto para chegar aos cinemas em junho de 2026.

Quem é Lobo nos quadrinhos da DC?

Lobo é um mercenário e caçador de recompensas intergaláctico do planeta Czárnia. Ele é conhecido por sua força sobre-humana, fator de cura regenerativo e por ser o último de sua espécie (já que ele mesmo exterminou todos os outros Czarnianos).

Por que Jason Momoa preferiu o Lobo ao Aquaman?

Momoa sempre foi fã declarado dos quadrinhos do Lobo. Ele afirma que a personalidade do anti-herói — fã de motocicletas, heavy metal e sem filtros morais — combina muito mais com sua própria personalidade real do que o papel de herói clássico do Aquaman.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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