Analisamos como Josh O’Connor se tornou o ator definitivo de 2025 ao equilibrar o sucesso de massa em ‘Wake Up Dead Man’ com o rigor artístico de ‘The Mastermind’. Descubra por que sua capacidade de transitar entre o herói gótico e o criminoso apático o coloca como favorito ao Oscar 2026.
Existe um fenômeno raro no cinema: o ator que se torna onipresente sem que o público sinta fadiga de sua imagem. Em 2025, Josh O’Connor atingiu esse estado de graça. O que começou como uma ascensão meteórica em ‘The Crown’ culminou em um ano de dominação absoluta, onde ele não apenas ocupou as telas, mas navegou com uma precisão cirúrgica entre o blockbuster de streaming e o cinema de arte mais rigoroso.
A maratona de prestígio: de Sundance à competição dupla em Cannes
Os números da carreira de O’Connor em 2025 desafiam a probabilidade estatística da indústria. Ele abriu o ano em Sundance com o drama íntimo ‘Rebuilding’, mas foi em maio que o mundo do cinema parou para observar: o ator emplacou dois filmes simultâneos na competição oficial de Cannes. ‘A História do Som’, de Oliver Hermanus, e ‘The Mastermind’, de Kelly Reichardt, colocaram O’Connor em uma posição que poucos atores — talvez apenas nomes como Nicole Kidman ou Isabelle Huppert — conseguiram sustentar.
Essa onipresença não é fruto de sorte, mas de uma versatilidade técnica que o permite transitar entre o silêncio contemplativo e a teatralidade dramática sem perder a autenticidade. Em 2025, ele provou ser o camaleão que o cinema britânico precisava para herdar o vácuo deixado por grandes nomes de sua geração.
O contraste moral: os dois lados da lei em 2025
O ângulo mais fascinante da safra de 2025 de O’Connor é a dualidade entre seus dois papéis de maior impacto. Em ‘Wake Up Dead Man: Um Mistério Knives Out’ (Vivo ou Morto), ele interpreta o homem que busca a justiça, servindo de catalisador para o detetive Benoit Blanc. Já em ‘The Mastermind’, ele assume o papel do arquiteto de um crime. Esse espelhamento — o inocente versus o perpetrador — revela um ator que entende a mecânica do gênero noir como poucos.
O gótico suburbano de ‘Wake Up Dead Man’
Rian Johnson recalibrou a franquia ‘Entre Facas e Segredos’ ao abandonar o sol da Grécia pelo gótico americano carregado de sombras. No terceiro filme, O’Connor entrega uma performance que utiliza o corpo como ferramenta de mistério. Em uma cena específica no segundo ato, onde seu personagem confronta Blanc em uma biblioteca mal iluminada, o ator usa micro-expressões de hesitação que mantêm o espectador em dúvida constante: ele é a vítima ou o mestre das marionetes?
A fotografia de Steve Yedlin realça essa ambiguidade, tratando o rosto de O’Connor quase como uma paisagem arquitetônica. Sua atuação aqui não é sobre grandes explosões, mas sobre a precisão de um jogo de xadrez onde cada palavra parece ter um peso duplo.
O minimalismo radical em ‘The Mastermind’
Se em ‘Knives Out’ ele brilha em um elenco de estrelas, em ‘The Mastermind’ O’Connor é o centro gravitacional absoluto. Kelly Reichardt, fiel ao seu estilo de cinema tátil, filmou em 35mm para capturar a textura da solidão. O’Connor interpreta um criminoso comum, desprovido do glamour hollywoodiano. É uma performance de silêncios longos e gestos banais.
A análise técnica do filme revela uma escolha corajosa: O’Connor raramente olha diretamente para a câmera ou para seus interlocutores. Ele constrói um personagem cuja desconexão com o mundo é física. É o oposto da energia vibrante que ele exibiu em ‘Challengers’ (Rivais) no ano anterior; aqui, ele é um homem que está gradualmente desaparecendo dentro de seu próprio plano mal executado. É um noir revisionista onde a tensão não vem da ação, mas da espera inevitável pelo fracasso.
O caminho para o Oscar 2026 e o selo Spielberg
A crítica internacional já aponta O’Connor como um dos favoritos para a temporada de premiações de 2026. A Netflix, detentora de ‘Wake Up Dead Man’, deve focar seus esforços de marketing na versatilidade do ator, contrastando sua performance popular com o prestígio crítico de ‘The Mastermind’.
No entanto, o maior selo de aprovação veio de Steven Spielberg. Ao escalar O’Connor para ‘Dia D’ ao lado de Emily Blunt, o lendário diretor confirmou o que 2025 já havia deixado claro: Josh O’Connor não é mais uma promessa, mas o pilar central sobre o qual o cinema de alta qualidade será construído nesta década. Ele dominou os dois lados da lei em 2025; em 2026, ele deve dominar a indústria.
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Perguntas Frequentes sobre Josh O’Connor em 2025
Qual é o papel de Josh O’Connor em Knives Out 3?
Em ‘Wake Up Dead Man: Um Mistério Knives Out’, Josh O’Connor interpreta um personagem central que aciona o detetive Benoit Blanc para investigar um crime em um ambiente de suspense gótico. Sua performance é marcada pela ambiguidade moral típica da franquia.
Onde assistir ao filme ‘The Mastermind’?
‘The Mastermind’, dirigido por Kelly Reichardt, teve sua estreia em festivais como Cannes e deve chegar aos cinemas brasileiros e plataformas de streaming de nicho (como o MUBI) no primeiro semestre de 2026.
Josh O’Connor ganhou algum prêmio por seus filmes de 2025?
Embora as premiações principais (Oscar e BAFTA) ocorram em 2026, O’Connor foi amplamente elogiado pela crítica em Cannes 2025, sendo um dos nomes mais fortes para as indicações de Melhor Ator por suas performances duplas.
Qual será o próximo filme de Josh O’Connor após 2025?
O ator já está confirmado no elenco de ‘Dia D’, o novo projeto épico de Steven Spielberg, onde atuará ao lado de Emily Blunt. O filme tem previsão de lançamento para o final de 2026.

