Deixando para trás o estigma de galã, Jacob Elordi domina 2026 com o prêmio por ‘Frankenstein’ e papéis desafiadores sob a direção de Ridley Scott e Emerald Fennell. Analisamos como ele se tornou o ator mais versátil e disputado de sua geração.
Existe uma armadilha clássica em Hollywood: o ‘efeito estufa’ de jovens galãs que florescem rápido demais em dramas adolescentes e murcham ao tentar a transição para o prestígio. Jacob Elordi filmes 2026 marca o ano em que essa armadilha foi definitivamente desarmada. Ao levar o Critics’ Choice de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação visceral em ‘Frankenstein’, o australiano não apenas mudou de patamar; ele mudou de liga.
O que impressiona na vitória de Elordi contra veteranos como Sean Penn e Stellan Skarsgård não é o troféu em si, mas a desconstrução absoluta da imagem que o consagrou em ‘Euphoria’. Ele não venceu por ser o rosto do momento, mas por ter coragem de escondê-lo sob camadas de látex e dor existencial.
O ‘Frankenstein’ de Del Toro: Quando a maquiagem revela o ator
A escolha de Guillermo del Toro por Elordi para viver a Criatura foi recebida, inicialmente, com o cinismo habitual. Afinal, por que esconder um dos rostos mais simétricos da indústria atrás de próteses pesadas? O filme provou que o diretor buscava a fisicalidade imponente de Elordi (seus 1,96m de altura) para criar um monstro que é, ao mesmo tempo, uma ameaça física e um vácuo de vulnerabilidade.
Diferente de versões anteriores que focavam no horror, o monstro de Elordi é um estudo sobre o abandono. Há uma cena específica — o primeiro encontro com o cego na floresta — onde o ator comunica toda a sua confusão através de micro-expressões e de uma respiração pesada, quase asmática. É um trabalho de contenção técnica que poucos atores de sua geração teriam maturidade para entregar. Del Toro, mestre das criaturas, encontrou em Elordi o equilíbrio entre a besta e o filósofo.
O novo Heathcliff e o peso da controvérsia racial
A escalação de Elordi para ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, dirigido por Emerald Fennell, reacendeu um debate necessário sobre representatividade. No texto original de Emily Brontë, Heathcliff é descrito como alguém de pele escura e origem incerta, o que torna a escolha de um ator branco um ponto de fricção legítimo em 2026.
Contudo, a defesa de Margot Robbie (que interpreta Catherine e produz o longa) ao chamá-lo de “o Daniel Day-Lewis da nossa geração” indica a direção que Fennell está tomando. Conhecendo a filmografia da diretora em ‘Saltburn’, é provável que ela esteja menos interessada na fidelidade histórica e mais focada na toxicidade magnética e no erotismo destrutivo que Elordi exala em tela. O risco é alto: se o filme falhar na sensibilidade, Elordi será o rosto de um whitewashing anacrônico; se acertar, ele terá em mãos o papel mais complexo da literatura gótica.
Ridley Scott e a sobrevivência silenciosa em ‘The Dog Stars’
Se ‘Frankenstein’ é sobre maquiagem e ‘Wuthering Heights’ é sobre intensidade, ‘The Dog Stars’ é sobre o vazio. Sob o comando de Ridley Scott, Elordi assume o papel de Hig, um piloto que sobrevive em um Colorado pós-apocalíptico. É um projeto que exige o oposto do que Scott entregou em ‘Gladiador 2’: aqui, o espetáculo é interno.
O desafio para Elordi é sustentar longas sequências de isolamento, onde o diálogo é escasso e a narrativa depende de sua interação com o ambiente e com o cão Jasper. Scott tem um histórico misto com dramas intimistas, mas quando acerta (como em ‘Perdido em Marte’), ele eleva seus protagonistas ao Oscar. Para Elordi, este filme representa o teste final de sua capacidade de carregar um blockbuster de autor sem o apoio de grandes elencos ou artifícios visuais.
Veredito: O novo padrão de ouro para jovens atores
O que 2026 nos ensina sobre Jacob Elordi é que ele possui uma inteligência de carreira rara. Ele não está buscando o papel de super-herói da Marvel ou a comédia romântica segura. Ele está colecionando diretores de elite — Del Toro, Fennell, Scott — e papéis que exigem transformações físicas ou psíquicas profundas.
A transição de ‘galã de série’ para ‘monstro sagrado’ está quase completa. Se as indicações ao Oscar se confirmarem, Elordi não será mais apenas o ator que todos querem ver; ele será o ator que todos os diretores precisam ter. O público que esperava apenas um rosto bonito em 2026 recebeu, em vez disso, uma aula de atuação em três atos.
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Perguntas Frequentes sobre Jacob Elordi em 2026
Qual prêmio Jacob Elordi ganhou por ‘Frankenstein’?
Jacob Elordi venceu o Critics’ Choice Movie Award de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação da Criatura no filme ‘Frankenstein’, dirigido por Guillermo del Toro.
Onde assistir ao filme ‘Frankenstein’ com Jacob Elordi?
O filme é uma produção original da Netflix, disponível na plataforma de streaming desde o final de 2025, continuando como um dos títulos mais assistidos em 2026.
Por que a escalação de Elordi em ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ é polêmica?
A polêmica envolve a etnia do personagem Heathcliff, descrito por Emily Brontë como tendo pele escura. Críticos argumentam que a escolha de Elordi, um ator branco, ignora as raízes raciais cruciais para a dinâmica do livro.
Qual é o novo filme de Jacob Elordi com Ridley Scott?
O filme se chama ‘The Dog Stars’, uma adaptação do romance pós-apocalíptico de Peter Heller, onde Elordi interpreta um piloto sobrevivente em um mundo devastado por uma pandemia.
Jacob Elordi foi indicado ao Oscar em 2026?
Sim, sua performance em ‘Frankenstein’ gerou uma indicação oficial ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, consolidando sua transição para o cinema de prestígio.

