A provável chegada de SpaceGodzilla em ‘Godzilla x Kong: Supernova’ cria um dilema de poder. Analisamos por que Kong precisará abandonar a força bruta e assumir um papel de estrategista para sobreviver a um inimigo que domina a telecinese e a energia cósmica.
Se os rumores sobre SpaceGodzilla em Godzilla x Kong Supernova se confirmarem, o Monsterverse está prestes a enfrentar sua maior crise de escala. E não me refiro apenas ao perigo para as cidades fictícias, mas a um dilema narrativo real: como manter Kong relevante em uma luta onde a força física é, pela primeira vez, quase inútil?
Desde que o título ‘Godzilla x Kong: Supernova’ surgiu nos radares, a especulação em torno do doppelgänger cósmico de Godzilla ganhou tração, especialmente após vazamentos em diretórios de roteiristas no final de 2025. O problema é que SpaceGodzilla não é apenas ‘mais um kaiju’. Ele representa uma quebra total na dinâmica de poder que Adam Wingard estabeleceu nos filmes anteriores.
A incompatibilidade biológica: Por que Kong é o elo frágil
Precisamos ser realistas sobre a biologia dos Titãs. ‘Godzilla vs. Kong’ (2021) deixou claro que, em um embate direto, o lagarto atômico vence pela resistência e letalidade energética. Kong sobreviveu graças à agilidade e, posteriormente, ao suporte tecnológico da Monarch com a B.E.A.S.T. Gauntlet em ‘Godzilla e Kong: O Novo Império’.
No entanto, essas ferramentas foram desenhadas para combates físicos — o tipo de briga de rua em escala monumental que vimos contra Skar King. SpaceGodzilla opera em outra frequência. Na Era Heisei (1994), o vilão utilizava telecinese, geokinese e os temidos Corona Beams. Como um primata de carne e osso, sem armadura natural ou absorção radioativa, Kong é um alvo fácil para um inimigo que pode simplesmente levitar seu oponente e arremessá-lo contra uma floresta de cristais afiados.
O fator Moguera: Kong como o ‘cérebro’ do combate
A solução para este impasse pode estar no próprio material de origem. No filme original de 1994, Godzilla só conseguiu derrotar sua contraparte espacial com a ajuda de Moguera, o robô gigante que focou em destruir os cristais de suporte que alimentavam o vilão. No Monsterverse, Kong deve assumir esse papel de sabotador estratégico.
Em vez de tentar trocar socos com uma entidade que manipula a gravidade, Kong pode ser o único Titã com a destreza manual e a inteligência tática necessárias para desmantelar a infraestrutura de energia de SpaceGodzilla enquanto Godzilla serve como o ‘tanque’ que absorve o dano principal. Isso elevaria Kong de ‘coprotagonista que precisa de ajuda’ para ‘especialista indispensável’.
SpaceGodzilla exige o fim da fórmula de ‘porradaria’ pura
O grande risco de ‘Godzilla x Kong: Supernova’ é cair na repetição. Já vimos Kong usar o machado para o golpe final duas vezes. Se o novo filme terminar com uma sequência de ação genérica, o potencial de SpaceGodzilla será desperdiçado. Este vilão exige estratégia cinematográfica: o uso de cenários que mudam (os cristais brotando do solo) e uma coreografia que envolva mais do que apenas impacto.
A fotografia de um filme como esse precisa capturar a estranheza cósmica. Imagine a iluminação neon da Terra Oca contrastando com a luz prismática e distorcida das habilidades de SpaceGodzilla. Se a Legendary seguir a rota da ficção científica mais pura, Kong terá que evoluir. Ele não pode ser apenas o herói com um machado; ele precisa ser o Titã que entende que, contra deuses espaciais, a mente é a arma mais afiada.
O que esperar do terceiro ato
O Monsterverse descobriu uma mina de ouro na química entre os dois monstros, arrecadando mais de 560 milhões de dólares com o último longa. Por isso, a participação de Kong no clímax é garantida por contrato e por demanda do público. O desafio dos roteiristas é garantir que essa participação seja orgânica.
Se ‘Supernova’ for inteligente, usará a vulnerabilidade de Kong para criar tensão real. Ver o ‘Rei da Terra Oca’ genuinamente acuado por poderes que ele não entende daria ao filme o peso emocional que às vezes se perde em meio ao CGI. No fim, Kong não precisa ser o mais forte da dupla — ele só precisa ser o que encontra a brecha que permite a Godzilla desferir o golpe de misericórdia.
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Perguntas Frequentes sobre SpaceGodzilla em Godzilla x Kong Supernova
SpaceGodzilla está confirmado em ‘Godzilla x Kong: Supernova’?
Embora a Legendary ainda não tenha lançado um trailer oficial, vazamentos de registros da WGA e o título ‘Supernova’ indicam fortemente a presença de SpaceGodzilla ou uma ameaça cósmica equivalente.
Quais são os poderes de SpaceGodzilla?
Diferente de outros Titãs, ele possui telecinese, capacidade de voo, geração de cristais que servem como fonte de energia e o ‘Corona Beam’, um raio de energia guiado que pode curvar-se no ar.
Como Kong pode derrotar um inimigo com telecinese?
A principal teoria é que Kong usará sua inteligência para destruir os cristais de energia de SpaceGodzilla, agindo como um sabotador enquanto Godzilla mantém o foco do vilão no combate direto.
Quando estreia ‘Godzilla x Kong: Supernova’?
A previsão de lançamento para o próximo filme do Monsterverse é para meados de 2026, seguindo o ciclo de produção estabelecido pela Legendary Entertainment.

