‘Game of Thrones’: Sophie Turner confirma que elenco detestou o final

Sophie Turner confirma que foi a única satisfeita com o desfecho de ‘Game of Thrones’, expondo a frustração técnica e narrativa do elenco com a oitava temporada. Analisamos por que o arco de Sansa foi a única exceção em meio ao caos que decepcionou nomes como Emilia Clarke e Kit Harington.

Quando Sophie Turner afirmou recentemente que ‘ninguém mais ficou feliz com seu final’, ela encerrou anos de especulação sobre o clima nos bastidores de Westeros. A intérprete de Sansa Stark confirmou o que a análise técnica da oitava temporada já sugeria: houve uma desconexão profunda entre a visão dos showrunners e o investimento emocional dos atores em seus personagens. O final de Game of Thrones não foi apenas uma decepção para o público; foi um trauma narrativo para quem o viveu.

A queda de ‘Game of Thrones’ — que despencou de fenômeno cultural para um caso de estudo sobre pressão editorial — é visível nos números. Com apenas 30% de aprovação do público no Rotten Tomatoes para sua conclusão, a série sofreu com o que chamamos de ‘compressão de arco’. Mas o depoimento de Turner traz uma camada nova: a satisfação dela é a exceção que prova a regra do desastre.

A ‘Exceção Sansa’: Por que Sophie Turner foi a única a sorrir

A 'Exceção Sansa': Por que Sophie Turner foi a única a sorrir

Em entrevista ao The Direct, Turner foi pragmática. Sansa terminou como Rainha no Norte, um desfecho que respeitou a evolução técnica e psicológica da personagem. Diferente de outros arcos, a jornada de Sansa teve um fechamento visual e temático coerente: a menina que queria ser rainha em Porto Real terminou coroada em sua própria casa, sob seus próprios termos.

A cena de sua coroação em ‘The Iron Throne’ (S08E06) é um dos poucos momentos da temporada final que utiliza uma linguagem cinematográfica clássica e estável, com enquadramentos simétricos que evocam ordem. ‘Eu fiquei muito feliz com a forma como Sansa encerrou sua história, e ninguém mais ficou realmente feliz’, disparou a atriz. Essa ‘felicidade’ isolada destaca o contraste brutal com o caos visual e narrativo imposto aos seus colegas.

O colapso técnico de Daenerys e a irritação de Emilia Clarke

Se Sansa teve ordem, Daenerys Targaryen teve ruído. Emilia Clarke nunca escondeu sua dificuldade em processar a transformação súbita da ‘Quebradora de Correntes’ em ‘Rainha Louca’. O problema aqui não foi o destino, mas a execução técnica. A montagem do episódio ‘The Bells’ (S08E05) tentou vender uma psicose em questão de segundos, ignorando sete anos de construção de personagem.

Clarke foi vocal sobre o tratamento dado a Jon Snow: ‘Ele se safou de um assassinato — literalmente’, afirmou ao The Times. Do ponto de vista de roteiro, a crítica de Emilia expõe a falta de consequências reais no final da série. Enquanto Daenerys foi punida com a morte por uma virada de roteiro apressada, o arco de Jon Snow terminou em um eufemismo narrativo que Kit Harington também custou a defender.

Kit Harington e o reconhecimento dos erros narrativos

Kit Harington e o reconhecimento dos erros narrativos

Diferente de Turner, que hoje brinca com um possível retorno, Kit Harington parece carregar o peso do encerramento de forma mais técnica. Em 2024, ele admitiu à GQ que ‘houve erros cometidos, narrativamente’. O Jon Snow da oitava temporada foi reduzido a diálogos repetitivos (‘She is my queen’), o que limitou a capacidade de atuação de Harington.

A tentativa da HBO de desenvolver um spin-off focado em Jon Snow — cancelado em 2025 — foi vista por muitos como uma tentativa de reparação histórica. O fato de Harington ter desistido do projeto (‘Não quero chegar perto disso’) sugere que o desgaste criativo causado pelo final original foi definitivo. Ele passou de protagonista de um épico a um personagem que terminou sem uma função clara na resolução do conflito principal.

O legado da pressão: Por que o final falhou tecnicamente?

O final de Game of Thrones falhou principalmente pela escolha de reduzir o número de episódios. A decisão de David Benioff e D.B. Weiss de encerrar tudo em seis episódios forçou uma aceleração que destruiu a lógica interna da série. Personagens como Jaime Lannister tiveram anos de redenção jogados fora em um único diálogo (‘Eu nunca me importei com os inocentes’), invalidando cenas fundamentais de temporadas anteriores, como o seu banho com Brienne em Harrenhal.

Para o elenco, essa inconsistência é um pesadelo profissional. Turner teve a sorte de um roteiro que não traiu sua essência. Para o restante, restou o silêncio diplomático ou, como vemos agora anos depois, a honestidade brutal sobre uma obra que merecia um tempo de maturação que seus criadores não quiseram dar.

O sucesso de ‘House of the Dragon’ mostra que a HBO aprendeu a lição: o público aceita a tragédia, mas não aceita a pressa. O veredito de Sophie Turner é o ponto final em uma das discussões mais longas da TV moderna: sim, até quem estava lá dentro sentiu que o trono de ferro foi derretido antes da hora.

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Perguntas Frequentes sobre o Final de Game of Thrones

Por que o final de Game of Thrones foi tão criticado?

As principais críticas focam no ritmo apressado da 8ª temporada, que teve apenas 6 episódios para concluir tramas complexas, resultando em mudanças súbitas de personalidade (como Daenerys) e resoluções de roteiro consideradas simplistas.

O que Sophie Turner disse sobre o elenco no final da série?

Em entrevistas recentes, Sophie Turner (Sansa Stark) revelou que foi uma das poucas atrizes satisfeitas com o destino de sua personagem, afirmando que ‘ninguém mais ficou realmente feliz’ com a forma como suas histórias terminaram.

A série de Jon Snow foi cancelada?

Sim. Kit Harington confirmou no final de 2025 que o projeto de um spin-off focado em Jon Snow foi engavetado pela HBO por não encontrarem uma história que valesse a pena ser contada no momento.

Onde posso assistir a todas as temporadas de Game of Thrones?

Todas as 8 temporadas de ‘Game of Thrones’, assim como o spin-off ‘House of the Dragon’, estão disponíveis exclusivamente no serviço de streaming Max (antiga HBO Max).

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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