‘Devil May Cry’: o sucessor ideal para os órfãos de ‘The Witcher’ na Netflix

Com o fim de ‘The Witcher’ em 2026, analisamos por que ‘Devil May Cry’ é o herdeiro natural do trono de fantasia na Netflix. De Dante ao Studio Mir, explicamos como a série evita os erros de Geralt de Rívia e entrega a ação estilizada que os fãs de caça-monstros procuram.

A Netflix enfrenta um dilema de sucessão. Com ‘The Witcher’ encerrando sua jornada em 2026 — sob uma nuvem de controvérsias sobre fidelidade e trocas de elenco —, a plataforma busca desesperadamente um novo caça-monstros carismático para ancorar seu catálogo de fantasia. A resposta, curiosamente, não vem da literatura polonesa, mas dos consoles japoneses: ‘Devil May Cry’ Netflix tem o DNA necessário para herdar essa coroa.

Dante e Geralt: o arquétipo do ‘lobo solitário’ repaginado

Dante e Geralt: o arquétipo do 'lobo solitário' repaginado

Dante e Geralt de Rívia são, em essência, variações do mesmo mito: o profissional do sobrenatural. Ambos são párias, possuem habilidades que transcendem o humano e operam em uma zona cinzenta de moralidade por contrato. No entanto, onde Geralt traz o peso existencial e o silêncio cortante, Dante oferece o ‘Stylish Action’.

A transição para os órfãos de Geralt é orgânica porque a premissa de ‘monstro da semana’ intercalada com uma conspiração demoníaca maior é o que fez as primeiras temporadas de ‘The Witcher’ brilharem. Dante substitui a poção pelo combo; a espada de prata pela Rebellion e as pistolas Ebony & Ivory. É uma troca de tom — do estoicismo para a arrogância charmosa —, mas o núcleo de ‘fantasia sombria de aluguel’ permanece intacto.

A lição de Studio Mir: como adaptar sem alienar

A primeira temporada do anime, produzida pelo renomado Studio Mir (de ‘A Lenda de Korra’), sob o comando de Adi Shankar, entregou em 2025 o que a equipe de Lauren Hissrich falhou em manter: respeito absoluto à cosmologia da obra original. As sequências de luta não são apenas ‘bem animadas’; elas traduzem visualmente o sistema de ranking ‘SSS’ dos games.

A câmera em ‘Devil May Cry’ é inquieta, capturando a verticalidade do combate de Dante de uma forma que o live-action de ‘The Witcher’ raramente conseguiu com suas coreografias de espada. Enquanto a série de Henry Cavill tentava ser um épico político à la ‘Game of Thrones’, o anime de DMC entende que sua força reside na estética e na catarse da ação pura.

O fantasma da infidelidade e o futuro live-action

O fantasma da infidelidade e o futuro live-action

O maior erro de ‘The Witcher’ foi tentar ‘superar’ o material de Andrzej Sapkowski, resultando em um roteiro que perdeu a alma dos personagens. Para que ‘Devil May Cry’ ocupe esse vácuo permanentemente, a Netflix precisa resistir à tentação de humanizar Dante em excesso ou de remover sua faceta mais ‘over-the-top’.

Com a segunda temporada confirmada para maio de 2026, os rumores de uma adaptação live-action ganham força. O sucesso de ‘One Piece’ provou que é possível traduzir o absurdo para a realidade se houver reverência ao material. Para substituir Geralt, a Netflix não precisa de outro herói torturado, mas de um protagonista que se divirta enquanto decapita demônios — e Dante faz isso com uma trilha de heavy metal que faz qualquer bardo parecer obsoleto.

Veredito: vale a migração?

Se você busca em ‘The Witcher’ a construção de mundo densa e política, talvez DMC pareça superficial. Mas se o que te prendia era a figura do caçador imbatível em um mundo hostil, Dante é o sucessor ideal. O anime da Netflix não é apenas uma adaptação de nicho; é uma correção de curso para o gênero de fantasia urbana na plataforma.

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Perguntas Frequentes sobre ‘Devil May Cry’ na Netflix

Quando estreia a 2ª temporada de ‘Devil May Cry’ na Netflix?

A segunda temporada está oficialmente programada para estrear em 12 de maio de 2026, dando continuidade à saga de Dante iniciada em 2025.

Qual estúdio é responsável pela animação de ‘Devil May Cry’?

A série é produzida pelo Studio Mir, o mesmo estúdio aclamado por ‘A Lenda de Korra’, ‘Voltron: Defensor Lendário’ e ‘The Witcher: Lenda do Lobo’.

A série é baseada em qual jogo da franquia?

Embora seja uma história original, a série bebe diretamente da estética de ‘Devil May Cry 3’ e ‘Devil May Cry 5’, focando na juventude de Dante e sua rivalidade com Vergil.

Preciso ter jogado os games para entender o anime?

Não. A série funciona como uma introdução ao universo, apresentando as motivações de Dante e o funcionamento do mundo dos demônios de forma acessível para novos espectadores.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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