‘Destruição Final 2’ estreia bem no Rotten Tomatoes e foca no pós-apocalipse

Analisamos como ‘Destruição Final 2’ abandona as explosões do primeiro filme para se tornar um thriller de sobrevivência brutal à la ‘The Last of Us’. Com 70% no Rotten Tomatoes, a sequência foca no drama humano e na reconstrução em uma Europa pós-apocalíptica.

Gerard Butler consolidou-se como o herói improvável do ‘cinema de trabalhador’, e em ‘Destruição Final 2’ (Greenland: Migration), ele retorna para provar que o fim do mundo foi apenas o prólogo. A sequência chega aos cinemas subvertendo a lógica dos blockbusters de desastre: em vez de mais explosões, o filme entrega uma jornada de sobrevivência claustrofóbica que já divide opiniões, mas estreia com promissores 70% de aprovação no Rotten Tomatoes.

A síndrome de ‘The Last of Us’: Por que a sequência abandona o espetáculo?

A síndrome de 'The Last of Us': Por que a sequência abandona o espetáculo?

Se o primeiro filme, ‘O Último Refúgio’ (2020), era uma corrida frenética contra o cronômetro de um cometa, a sequência inverte a polaridade. O desastre aconteceu. O mundo acabou. Agora, a família Garrity precisa atravessar uma Europa devastada e congelada em busca de um novo lar. Essa mudança de tom é o que fundamenta as comparações com ‘The Last of Us’.

A crítica internacional, incluindo o ScreenRant, destaca que a ameaça deixou de ser o céu para se tornar o vizinho ao lado. É um thriller de estrada onde o perigo é humano e sistêmico. Ric Roman Waugh, o diretor, utiliza a câmera na mão e uma paleta de cores dessaturada para transformar a beleza europeia em um cemitério de gelo, focando muito mais na fadiga psicológica do que no CGI de destruição.

O fator Roman Griffin Davis: Mais drama, menos ‘filho em perigo’

Uma das mudanças mais estratégicas é a substituição de Roger Dale Floyd por Roman Griffin Davis no papel de Nathan Garrity. Davis, que entregou uma atuação fenomenal em ‘Jojo Rabbit’, traz uma gravidade necessária para um personagem que cresceu vendo o colapso da civilização. Sua presença em tela sugere que a sequência terá um peso dramático muito maior, explorando o trauma geracional de quem não conhece o mundo ‘de antes’.

Morena Baccarin também retorna, e a dinâmica com Butler continua sendo o âncora emocional. Enquanto a maioria das franquias de ação descarta o núcleo familiar em prol da adrenalina, Ric Roman Waugh entende que o público só se importa com a queda do mundo se houver alguém por quem torcer no meio dos escombros.

Ric Roman Waugh e Gerard Butler: A parceria mais sólida do gênero

Ric Roman Waugh e Gerard Butler: A parceria mais sólida do gênero

Este é o terceiro projeto consecutivo de Waugh com Butler (após ‘Angel Has Fallen’ e o primeiro ‘Greenland’). Essa continuidade é visível na economia narrativa do filme. Não há diálogos expositivos desnecessários; as ações dos personagens falam por sua exaustão. É um ‘blockbuster adulto’ que respeita a inteligência do espectador ao não oferecer soluções mágicas para o apocalipse.

O roteiro de Chris Sparling e Mitchell LaFortune evita o clichê do herói invencível. O John Garrity de Butler continua sendo um homem comum — ele apanha, ele erra e ele sente medo. É essa vulnerabilidade que diferencia ‘Destruição Final 2’ da mediocridade genérica que costuma inundar o gênero de catástrofe.

Para quem é a sequência?

Se você espera um ‘2012’ ou um filme de ação ininterrupta, talvez saia decepcionado. ‘Destruição Final 2’ é um drama de sobrevivência puro, focado em logística, moralidade cinzenta e resistência. É para quem prefere a tensão silenciosa de uma estrada vazia ao barulho de um prédio desmoronando. O filme estreia oficialmente em 9 de dezembro de 2026.

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Perguntas Frequentes sobre ‘Destruição Final 2’

Qual é a história de ‘Destruição Final 2’?

Intitulado originalmente ‘Greenland: Migration’, o filme acompanha a família Garrity saindo do bunker na Groenlândia para atravessar uma Europa devastada em busca de um lugar habitável após o impacto do cometa Clarke.

Por que o ator que faz o filho Nathan mudou?

Roman Griffin Davis (de ‘Jojo Rabbit’) assumiu o papel de Nathan Garrity. A mudança ocorreu para dar mais profundidade dramática ao personagem, que agora é um adolescente lidando com os traumas do pós-apocalipse.

Preciso assistir ao primeiro filme para entender a sequência?

Sim, é altamente recomendável. ‘Destruição Final 2’ é uma continuação direta dos eventos de ‘Destruição Final: O Último Refúgio’ (2020) e depende do contexto emocional estabelecido no primeiro filme.

Onde assistir ‘Destruição Final 2’?

O filme tem estreia programada para os cinemas em 9 de dezembro de 2026. Após a janela cinematográfica, ele deve chegar às plataformas de streaming (provavelmente Prime Video ou Max).

Gerard Butler e Morena Baccarin estão no elenco?

Sim, ambos os protagonistas retornam para reprisar seus papéis como John e Allison Garrity.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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