O filme ‘Deadpool & Wolverine’ gera debate sobre um possível “buraco de roteiro” envolvendo a vilã Cassandra Nova. Com poderes psíquicos avassaladores, ela misteriosamente não os utiliza em sua plenitude contra os heróis, levantando a questão se essa inconsistência foi uma falha narrativa ou uma escolha criativa essencial para permitir que a trama se desenvolvesse e os protagonistas tivessem uma chance. Descubra a discussão por trás dessa decisão.
Se você é fã de carteirinha do universo Marvel e já está contando os segundos para assistir a ‘Deadpool & Wolverine’, prepare-se para uma discussão que vai dar o que falar! Aqui no Cinepoca, a gente adora mergulhar nos detalhes e, ao que tudo indica, os heróis mais desbocados da Marvel só escaparam de uma derrota certa por causa de um gigantesco buraco de roteiro. Isso mesmo! Parece que Cassandra Nova, a vilã da vez, simplesmente “esqueceu” dos seus próprios poderes na hora H, e é exatamente isso que vamos explorar.
Cassandra Nova: A Ameaça Psíquica Que Poderia Ter Destruído Tudo
Imagina só: uma vilã com os mesmos poderes psíquicos do Professor Xavier, mas sem absolutamente nenhuma das suas restrições morais. Assustador, né? Essa é Cassandra Nova, a irmã gêmea maligna de Charles Xavier. No universo de ‘Deadpool & Wolverine’, ela surge como uma força devastadora, capaz de manipular mentes, apagar memórias, criar ilusões e até mesmo desintegrar pessoas com um simples gesto. No Vácuo, onde a história se desenrola, ela é tecnicamente intocável e uma ameaça de nível multiversal, pronta para destruir realidades inteiras.
Pensa comigo: com uma telepatia de altíssimo nível e a capacidade de reescrever a mente de qualquer um, Cassandra Nova tinha tudo para ser imbatível. Ela não hesitaria em usar suas habilidades para atingir seus objetivos, ao contrário de seu irmão, que vive sob um código de ética rigoroso. Basicamente, ela é o pesadelo de qualquer herói, pois uma batalha contra ela deveria terminar antes mesmo de começar, com seus oponentes virando marionetes ou simplesmente esquecendo o porquê de estarem ali.
O Nó na Lógica Psíquica de ‘Deadpool & Wolverine’
E é exatamente aqui que a coisa fica interessante – ou, para alguns, frustrante. Em ‘Deadpool & Wolverine’, Cassandra Nova chega perto de destruir o multiverso, começando pela Terra-10005. Ela captura Wade Wilson (Deadpool) e Logan (Wolverine) em sua base. Nesse ponto, com os dois ali, à sua mercê, qualquer um esperaria que ela usasse seus poderes psíquicos avassaladores para neutralizá-los de uma vez por todas. Mas o que acontece?
A vilã decide torturá-los com suas próprias memórias. Sim, é doloroso e impactante, mas para alguém com o arsenal de Cassandra Nova, isso é quase como brincar de criança. Ela poderia ter facilmente controlado suas mentes, apagado suas memórias ou até mesmo reescrito suas motivações, transformando-os em aliados ou simplesmente fazendo-os esquecer a missão. A referência até menciona que, nos quadrinhos, Wolverine já foi controlado mentalmente por Apocalipse e Deadpool por O.N.E. Director Talyn, mostrando que esses heróis não são imunes a manipulações psíquicas.
Mesmo que Cassandra precisasse tocar seus alvos para usar a gama completa de suas habilidades psíquicas, ela já os tinha capturado! Estavam ali, vulneráveis. Não faltavam maneiras criativas e eficientes para ela ter acabado com a ameaça de Deadpool e Wolverine em questão de minutos. Mas, por alguma razão inexplicável, ela não o fez.
Por Que Vilões Superpoderosos Precisam de um ‘Nerf’ Narrativo?
Essa situação nos leva a uma reflexão importante sobre a escrita de personagens superpoderosos, especialmente os psíquicos. Pensa só: se um telepatas do calibre de Professor X ou Cassandra Nova usassem suas habilidades ao máximo, com total crueldade, qualquer conflito acabaria num piscar de olhos. Eles poderiam reconfigurar cérebros, eliminar motivações ou simplesmente fazer com que os oponentes esquecessem a razão da briga.
Para manter as histórias emocionantes e com apostas altas, a Marvel (e qualquer outra franquia de super-heróis) precisa encontrar formas de “nerfar” esses poderes. Para Charles Xavier, a solução é seu código de ética rígido: ele se recusa a manipular mentes de maneiras que minariam o livre-arbítrio. Mas e para telepatas menos morais, como Cassandra Nova ou até mesmo Emma Frost?
Nesses casos, os roteiristas precisam de subterfúgios narrativos, como escudos psíquicos, contramedidas tecnológicas ou, como veremos em ‘Deadpool & Wolverine’, uma inexplicável contenção pessoal. É um desafio constante equilibrar o poder de um personagem com a necessidade de uma trama envolvente. Afinal, ninguém quer ver o filme acabar em cinco minutos porque o vilão é simplesmente invencível, né?
A Inesperada ‘Compaixão’ de Cassandra: O Buraco de Roteiro Que Salvou os Heróis?
E chegamos ao ponto crucial do nosso buraco de roteiro em ‘Deadpool & Wolverine’. Em um momento que parece sair do nada, a impiedosa Cassandra Nova, que não hesita em desintegrar o Coisa (ou o Tocha Humana, dependendo da versão) com um aceno de mão, de repente desenvolve um “coração”. Ela faz um acordo com Logan e Wade e concorda em não matá-los.
Essa “compaixão” inesperada e totalmente fora de seu caráter é o que, ironicamente, leva à sua queda. Se não fosse por essa falha narrativa, Cassandra poderia ter facilmente aniquilado os dois ou destruído suas mentes, assim como ela faz com outros personagens sem o menor remorso. É quase como se o roteiro precisasse de uma “pausa” nos poderes dela para que a história pudesse continuar e os heróis tivessem uma chance. Essa é a essência da “falha de roteiro” que muitos fãs apontam: a vilã tinha todos os meios para vencer e, por uma razão que desafia sua própria natureza, não os usou.
Pensa bem: uma personagem capaz de causar tanto estrago, com um histórico de crueldade e sem limites morais, de repente decide poupar seus inimigos por um motivo que não se encaixa em sua personalidade. É uma inconsistência que, embora sirva para dar continuidade à trama, levanta muitas sobrancelhas e faz a gente questionar a lógica interna do universo do filme. Essa “misericórdia” forçada se torna, então, o verdadeiro calcanhar de Aquiles da vilã e o ponto de virada para os nossos anti-heróis.
E Então, Foi um Buraco de Roteiro Ou Uma Escolha Criativa Necessária?
No fim das contas, a discussão sobre o “buraco de roteiro” em ‘Deadpool & Wolverine’ se resume a uma questão: foi uma falha de planejamento dos roteiristas ou uma escolha criativa consciente para permitir que a história se desenvolvesse? É inegável que, com a totalidade dos poderes de Cassandra Nova, o filme teria um tempo de tela muito menor, talvez até inexistente, se ela os usasse sem restrições.
A necessidade de manter as apostas altas e de dar aos protagonistas uma chance justa (ainda que forçada) é um desafio constante para qualquer equipe de roteiro. Talvez essa “compaixão” súbita de Cassandra Nova seja um desses “nerfs” narrativos, uma forma de equilibrar a balança e garantir que Wade e Logan tivessem sua jornada. Mas será que isso justifica a inconsistência na personalidade de uma vilã tão poderosa?
O que você acha? É um “buraco de roteiro” gritante que compromete a lógica do filme, ou uma licença poética necessária para que a aventura de ‘Deadpool & Wolverine’ pudesse acontecer? Compartilhe sua opinião nos comentários aqui no Cinepoca! Adoramos uma boa discussão cinematográfica.
Conclusão: O Desafio de Escrever Vilões Superpoderosos
A saga de ‘Deadpool & Wolverine’ nos traz não apenas ação e humor, mas também uma intrigante discussão sobre os desafios de se criar vilões com poderes psíquicos quase ilimitados. A aparente “falha” de Cassandra Nova em usar todo o seu potencial contra os heróis levanta a questão de como as narrativas equilibram o poder dos personagens com a necessidade de uma trama envolvente. Enquanto esperamos para ver como essa dinâmica se desenrola nas telas, fica a reflexão sobre o “buraco de roteiro” que, talvez, tenha sido a única chance de sobrevivência para os nossos mutantes favoritos. Afinal, às vezes, um pequeno deslize de um vilão pode ser a grande salvação dos heróis!
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Perguntas Frequentes sobre ‘Deadpool & Wolverine’ e Buracos de Roteiro
Qual é o “buraco de roteiro” discutido em ‘Deadpool & Wolverine’?
O “buraco de roteiro” refere-se à aparente subutilização dos poderes psíquicos da vilã Cassandra Nova. Apesar de ser extremamente poderosa, ela não os emprega de forma letal contra Deadpool e Wolverine quando tem a chance, o que muitos veem como uma conveniência narrativa para o avanço da trama.
Quem é Cassandra Nova no universo Marvel?
Cassandra Nova é a irmã gêmea maligna do Professor Charles Xavier. Ela possui poderes psíquicos idênticos aos dele, mas sem as restrições morais, sendo capaz de manipular mentes, apagar memórias e até desintegrar alvos.
Por que vilões superpoderosos precisam ser “nerfados” nas histórias?
Para manter as histórias emocionantes e com apostas altas. Se vilões com poderes como telepatia usassem sua força total sem restrições, os conflitos terminariam rapidamente, tornando a trama menos envolvente e os heróis sem chance de vitória.
A “compaixão” de Cassandra Nova foi uma falha ou escolha criativa?
O artigo debate que a súbita “compaixão” de Cassandra Nova, que a leva a poupar os heróis, é vista como uma inconsistência em sua personalidade cruel e um possível “nerf” narrativo. É questionado se foi uma falha de planejamento ou uma escolha criativa necessária para permitir que a história de ‘Deadpool & Wolverine’ continuasse.