Analisamos os retornos mais estratégicos dos K-dramas em 2026, de Song Kang a Kim Ji-won. Descubra como as estrelas coreanas estão fugindo de estereótipos e apostando em novas tecnologias de produção para elevar o padrão do Hallyu este ano.
O ano de 2026 marca um ponto de inflexão para a indústria coreana. Após um período de transição em que o streaming redefiniu orçamentos e o serviço militar afastou grandes nomes, os K-dramas 2026 atores retornam com uma estratégia clara: a diversificação de gênero. Não estamos apenas vendo o fim de hiatos; estamos testemunhando uma tentativa coletiva de evitar a estagnação do ‘Hallyu’.
O que torna este calendário único é a convergência de talentos que saem de hiatos obrigatórios (como Song Kang e Nam Joo-hyuk) com estrelas que escolheram o silêncio estratégico para se desvincular de sucessos massivos (como Kim Ji-won após ‘Queen of Tears’). Vamos analisar o peso desses comebacks e o que eles significam para a qualidade técnica das produções que estão por vir.
Song Kang e o risco calculado em ‘Four Hands’
A dispensa de Song Kang em outubro de 2025 foi o gatilho para a maior disputa de roteiros do ano. O ator, que se tornou o rosto global da Netflix com ‘Sweet Home’ e ‘My Demon’, parece ter entendido que sua imagem de ‘galã sobrenatural’ precisava de um descanso. Em ‘Four Hands’, ele entra no território do drama de amadurecimento com elementos musicais.
A escolha é tecnicamente desafiadora. Diferente dos efeitos visuais pesados de seus trabalhos anteriores, um drama focado em música exige uma entrega orgânica e ritmo de cena diferenciado. Se Song Kang conseguir transpor sua presença magnética para um papel mais humano e menos estilizado, ele consolidará sua transição de ‘ídolo visual’ para ator de prestígio.
Nam Joo-hyuk: a maturidade física em ‘East Palace’
Nam Joo-hyuk retorna do exército com uma vantagem: seu último trabalho, ‘Vigilante’, já havia começado a desconstruir sua imagem de ‘primeiro amor da nação’. Em ‘East Palace’, ele mergulha no sageuk (drama histórico) sobrenatural como um caçador de fantasmas.
Assisti à evolução dele desde ‘Twenty-Five Twenty-One’ e é notável como sua linguagem corporal mudou. O gênero de época exige uma postura e uma dicção que Nam Joo-hyuk ainda não havia testado em larga escala. A produção promete um design de som imersivo e uma fotografia sombria, distanciando-se do visual vibrante dos romances históricos tradicionais.
Kim Ji-won e a ‘limpeza de paladar’ pós-Hong Hae-in
O sucesso de ‘Queen of Tears’ foi tão avassalador que Kim Ji-won poderia ter passado 2026 apenas colhendo frutos comerciais. Em vez disso, ela escolheu ‘Doctor X: Age of the White Mafia’. Interpretar uma cirurgiã ácida e anti-establishment é o que chamamos na indústria de ‘limpeza de paladar’.
A complexidade aqui não é emocional, mas de timing cômico. Kim Ji-won é uma das poucas atrizes de sua geração que consegue sustentar diálogos rápidos e técnicos sem perder a expressividade. Ao fugir do arquétipo da herdeira sofrida, ela protege sua carreira de ficar estigmatizada por um único sucesso.
Han So-hee e o desafio global de ‘Solo Leveling’
Se existe um projeto que define as ambições de 2026, é o live-action de ‘Solo Leveling’. Han So-hee assume o papel de Cha Hae-in, e a pressão aqui é técnica. Adaptações de webtoons com bases de fãs globais são campos minados — basta olhar para as críticas às coreografias de luta em produções recentes.
No entanto, Han So-hee já provou em ‘My Name’ que possui uma fisicalidade rara, executando a maioria de suas cenas de ação sem dublês. Em ‘Solo Leveling’, o desafio será atuar contra o vazio (CGI pesado). Sua capacidade de manter a intensidade dramática enquanto interage com elementos digitais determinará se este será um marco ou apenas mais uma adaptação esquecível.
Jun Ji-hyun e a volta ao ‘conforto’ da fantasia
Após o thriller de espionagem ‘Tempest’ não atingir o hype esperado internacionalmente em 2025, Jun Ji-hyun retorna às suas raízes em ‘Human X Gumiho’. Ao lado de Ji Chang-wook, ela volta ao gênero que a consagrou: a fantasia romântica com toques de comédia.
A química de Jun Ji-hyun com o gênero sobrenatural é quase instintiva. Ela possui um slapstick elegante que poucas atrizes conseguem replicar. Para a indústria, este projeto é visto como uma ‘aposta segura’ para recuperar os números de audiência global que oscilaram no último ano.
O que esperar da produção técnica em 2026
Além dos atores, notamos um padrão nas produtoras como Studio Dragon e JTBC: o investimento em tecnologia de produção virtual. Dramas como ‘East Palace’ e ‘Solo Leveling’ estão utilizando volumes de LED semelhantes aos de ‘The Mandalorian’ para elevar o padrão visual dos K-dramas.
Para o espectador, isso significa que 2026 não será apenas o ano dos rostos conhecidos, mas o ano em que a televisão coreana tenta fechar a lacuna visual entre o streaming local e as superproduções de Hollywood.
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Perguntas Frequentes sobre K-dramas e Atores em 2026
Quando Song Kang retorna oficialmente aos dramas?
Após sua dispensa militar em outubro de 2025, Song Kang tem seu retorno previsto para o primeiro semestre de 2026 com o drama ‘Four Hands’.
Onde assistir ao live-action de ‘Solo Leveling’ com Han So-hee?
A adaptação está sendo produzida com foco no mercado global e deve ser distribuída por uma grande plataforma de streaming, como Netflix ou Disney+, com lançamento previsto para meados de 2026.
Por que Kim Ji-won demorou para anunciar um novo projeto após ‘Queen of Tears’?
A atriz optou por um hiato estratégico para desvincular sua imagem da personagem Hong Hae-in, selecionando um papel de tom oposto em ‘Doctor X’ para demonstrar versatilidade.
Nam Joo-hyuk ainda fará papéis de romance?
Embora não tenha abandonado o gênero, o foco atual do ator é em projetos de ação e suspense histórico, como visto em ‘Vigilante’ e no novo ‘East Palace’.

