Analisamos a cronologia completa de ‘John Wick’, revelando como três filmes ocorrem em apenas uma semana. Entenda a linha do tempo real, desde as origens nos anos 70 em ‘The Continental’ até o posicionamento estratégico de ‘Ballerina’ no cânone da saga.
Entender a cronologia ‘John Wick’ exige mais do que apenas olhar para as datas de lançamento. Enquanto a maioria das franquias de ação expande seus anos de narrativa linearmente, a saga do ‘Baba Yaga’ opera sob uma compressão temporal quase surreal: os três primeiros filmes, que acumulam centenas de baixas, acontecem em um intervalo de pouco mais de uma semana. É uma maratona de resistência física que redefine o conceito de ‘dia ruim’.
Se você planeja maratonar a série ou quer entender onde o spin-off ‘Ballerina’ se encaixa no quebra-cabeça, organizamos a linha do tempo completa — das origens setentistas de Winston Scott ao futuro incerto do ‘Chapter 5’.
A ordem cronológica definitiva do universo ‘John Wick’
Para quem busca a experiência narrativa na sequência dos fatos, e não do lançamento nos cinemas, esta é a estrutura atual do universo expandido:
- ‘O Continental: Do Mundo de John Wick’ (Série) — Ambientada nos anos 1970.
- ‘John Wick – De Volta ao Jogo’ — O estopim em 2014.
- ‘John Wick: Um Novo Dia para Matar’ — Apenas dias após o primeiro filme.
- ‘John Wick 3: Parabellum’ — Imediatamente após o segundo.
- ‘Ballerina’ (Filme) — Situado no intervalo entre ‘Parabellum’ e ‘Baba Yaga’.
- ‘John Wick 4: Baba Yaga’ — Aproximadamente seis meses após o terceiro filme.
O diretor Chad Stahelski, egresso do mundo dos dublês (fundador da 87Eleven Action Design), confirmou que a trilogia inicial é um bloco contínuo de sete a dez dias. Essa escolha técnica justifica por que John parece cada vez mais exausto e ‘quebrado’ visualmente a cada sequência.
‘O Continental’ e a fundação do mito (Anos 70)
A série da Peacock/Prime Video funciona como uma peça de época gritty. Esqueça o luxo asséptico dos filmes modernos; aqui, a Nova York dos anos 70 é suja e caótica. A trama foca no jovem Winston Scott (Colin Woodell) e sua ascensão sangrenta contra Cormac (Mel Gibson).
O valor narrativo aqui é entender que o Continental não nasceu como uma instituição neutra, mas foi conquistado através de uma insurgência contra a própria estrutura da Alta Mesa. Isso dá um novo peso à lealdade — e às traições — que Winston (Ian McShane) demonstra nos filmes principais.
O passado de Jardani Jovonovich: a construção do ‘Baba Yaga’
Embora a cronologia visual comece em 2014, o ‘lore’ de John Wick retrocede décadas. Nascido como Jardani Jovonovich na Bielorrússia, ele foi moldado pela organização Ruska Roma. A cena da academia de balé em ‘Parabellum’ não é apenas estética; ela mostra o treinamento de dor e disciplina que permite a John sobreviver ao que viria depois.
A ‘tarefa impossível’ que permitiu sua aposentadoria temporária para casar-se com Helen é o ponto de virada crucial. Foi ali que ele contraiu a dívida do marcador de sangue com Santino D’Antonio, a ‘arma na parede’ que dispara em ‘Um Novo Dia para Matar’.
‘Ballerina’: preenchendo o hiato com Ana de Armas
O spin-off ‘Ballerina’ ocupa um espaço estratégico entre o terceiro e o quarto filme. Segundo Keanu Reeves, sua participação no longa de Ana de Armas serve para mostrar um John Wick ainda em fase de transição e recuperação após ser baleado por Winston no telhado do Continental.
Tecnicamente, o filme promete expandir o conceito de ‘Gun-fu’ com uma estética mais fluida, focada na agilidade da protagonista Rooney. É o elo que explica como John conseguiu recursos e tempo para se preparar para o confronto final em Paris.
‘Baba Yaga’ e o salto temporal de seis meses
Pela primeira vez, a franquia respira. Entre ‘Parabellum’ e ‘John Wick 4: Baba Yaga’, passam-se seis meses. Esse tempo é fundamental para justificar a recuperação física milagrosa de John e a consolidação do poder do Marquês de Gramont (Bill Skarsgård).
O filme encerra o arco de vingança com uma fotografia que abandona o neon azul/vermelho clássico por tons dourados e solares em Paris, simbolizando o crepúsculo do personagem. O uso de planos-sequência em ‘top-down’ (visão de cima) na cena do prédio abandonado é o ápice técnico da cronologia até aqui.
O que esperar de ‘John Wick: Chapter 5’?
Com o anúncio da Lionsgate sobre a retomada do roteiro para o quinto capítulo, a cronologia entra em território especulativo. Se ‘Baba Yaga’ parecia um fim definitivo, o ‘Chapter 5’ terá o desafio de decidir se John Wick sobreviveu ou se a história explorará eventos anteriores (prequels). Independentemente do caminho, o universo já se ramifica em projetos como ‘Akira and Caine’, garantindo que o ecossistema de assassinos sobreviva ao seu protagonista.
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Perguntas Frequentes sobre a Cronologia John Wick
Qual a ordem correta para assistir John Wick?
Para quem quer seguir a história, a ordem de lançamento é recomendada: John Wick (1 a 4) e depois a série ‘O Continental’. Porém, cronologicamente, a série vem primeiro, seguida pelos filmes 1, 2, 3, ‘Ballerina’ e 4.
Onde ‘Ballerina’ se encaixa na história?
O filme ‘Ballerina’, estrelado por Ana de Armas, acontece entre os eventos de ‘John Wick 3: Parabellum’ e ‘John Wick 4: Baba Yaga’, mostrando o período em que John estava escondido.
Quanto tempo se passa entre o primeiro e o terceiro filme?
Surpreendentemente, os três primeiros filmes ocorrem em um intervalo de aproximadamente 7 a 10 dias. A narrativa é praticamente contínua, sem saltos temporais significativos.
Preciso assistir à série ‘O Continental’ para entender os filmes?
Não é obrigatório, mas a série ajuda a entender a origem da amizade entre Winston e Charon, além de explicar como as regras da Alta Mesa foram estabelecidas nos anos 70.

