‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’: por que o sucesso de 2025 exige uma sequência

O sucesso inesperado do reboot de ‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’ em 2025 provou que a seriedade de Liam Neeson é a arma perfeita para o pastelão. Analisamos os números de bilheteria, o desempenho recorde no streaming e o que os produtores já preparam para a sequência obrigatória.

Quando a Paramount anunciou que Liam Neeson — o homem que passou uma década rosnando ameaças em ‘Busca Implacável’ — seria o rosto do reboot de ‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’, a cinefilia prendeu a respiração. O resultado de 2025, no entanto, calou os céticos: o filme não apenas resgatou o espírito anárquico do trio ZAZ (Zucker, Abrahams e Zucker), como provou que o público ainda tem sede de um bom pastelão. Agora, com os dados consolidados, a existência de ‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’ não é mais uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’.

O milagre financeiro da comédia física em 2025

O milagre financeiro da comédia física em 2025

Sejamos diretos: arrecadar US$ 102 milhões globalmente com um orçamento de US$ 42 milhões é um feito heroico para uma comédia em 2025. O gênero, que parecia condenado ao ostracismo dos algoritmos de streaming, encontrou fôlego no cinema. O segredo? ‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’ teve o que chamamos de ‘pernas’.

Após uma abertura modesta de US$ 16,8 milhões nos EUA, o filme não despencou. O boca a boca sustentou a bilheteria por semanas, atraindo tanto os órfãos de Leslie Nielsen quanto uma Geração Z que descobriu o prazer catártico de uma piada visual bem executada. No streaming, a performance foi ainda mais agressiva: meses após a estreia, o longa ainda figura no Top 3 do Prime Video e Paramount+, um indicador de que o interesse pela franquia é duradouro e não apenas um surto de nostalgia passageira.

A ‘Escola Nielsen’ de atuação: Por que Neeson triunfou

A genialidade de Leslie Nielsen nos filmes originais nunca foi ‘fazer comédia’. Ele interpretava Frank Drebin como se estivesse em um drama policial de Sidney Lumet, enquanto o caos absoluto reinava ao seu redor. Liam Neeson entendeu perfeitamente essa métrica. Sua persona de ‘homem sério com habilidades particulares’ é o combustível perfeito para o absurdo.

A graça de Neeson no reboot vem da sua recusa em piscar para a câmera. Quando ele segura um pirulito gigante vestido de colegial com a mesma intensidade de quem está prestes a desmantelar um cartel, a piada ganha camadas. Ele não está tentando ser engraçado; ele está vivendo aquela realidade ridícula com uma seriedade mortal. É essa dissonância cognitiva que mantém a franquia viva e que torna sua presença em uma sequência absolutamente obrigatória.

Bastidores: O que Seth MacFarlane e Erica Huggins já planejam

Bastidores: O que Seth MacFarlane e Erica Huggins já planejam

Os produtores Seth MacFarlane e Erica Huggins já abandonaram as sutilezas. Em declarações recentes ao The Hollywood Reporter, Huggins confirmou que o desenvolvimento de uma continuação está em estágio de ‘céu azul’ — termo usado para quando os criativos exploram todas as possibilidades narrativas sem restrições.

‘Nós tivemos conversas suficientes entre os cineastas, e certamente com Pam (Anderson) e Liam também, sobre onde a história poderia ir’, revelou Huggins. Essa transparência indica que o tratamento do roteiro provavelmente já existe. Com Neeson e Pamela Anderson (que surpreendeu como Beth Davenport) interessados, o sinal verde oficial da Paramount é apenas uma formalidade burocrática que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026.

O desafio da sequência: Evitar a repetição vazia

Sequências de comédia são armadilhas perigosas. O risco de transformar ‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’ em um ‘greatest hits’ de piadas do primeiro filme é real. Para funcionar, os roteiristas precisam mirar no zeitgeist atual. Se o primeiro reboot parodiou os thrillers de ação modernos e a cultura dos remakes, a sequência precisa encontrar novos alvos — talvez o cinema de prestígio ou as mega-franquias de super-heróis.

A estrutura de densidade de piadas — onde se perde uma gags visual enquanto se ri de um trocadilho verbal — deve ser mantida. O público de 2026 é rápido, e o filme precisa ser mais rápido ainda. A expectativa é que o anúncio oficial venha com uma janela de lançamento para o final de 2027, garantindo que o momentum de Neeson como o novo rei do pastelão não esfrie.

Veredito: A comédia precisa desta vitória

O sucesso deste reboot é um sinal de saúde para a indústria. Ele prova que o cinema não vive apenas de espetáculos de CGI de US$ 200 milhões. Existe um mercado faminto por experiências coletivas de riso, algo que o streaming raramente consegue replicar com a mesma intensidade de uma sala escura. ‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’ não é apenas uma sequência comercial; é a consolidação de que a comédia inteligente (disfarçada de burra) ainda tem lugar garantido na tela grande.

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Perguntas Frequentes sobre ‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’

‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’ já foi confirmado oficialmente?

Embora a Paramount ainda não tenha dado o sinal verde oficial, os produtores Seth MacFarlane e Erica Huggins confirmaram que já estão em discussões avançadas de roteiro com Liam Neeson e Pamela Anderson.

Liam Neeson retornará para a sequência?

Sim, o ator expressou entusiasmo em continuar no papel de Frank Drebin Jr., destacando que a experiência de fazer comédia física foi um dos pontos altos de sua carreira recente.

Onde posso assistir ao primeiro filme do reboot (2025)?

Atualmente, o filme está disponível nos catálogos da Paramount+ e do Prime Video, onde continua figurando entre os títulos mais assistidos de 2026.

Qual a previsão de estreia para ‘Corra Que a Polícia Vem Aí! 2’?

Caso a produção comece no final de 2026, a previsão mais realista para a estreia nos cinemas é entre o final de 2027 e o verão americano de 2028.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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