Star Trek: Strange New Worlds S3 surpreende ao abordar o rigoroso Cânone Romulano com uma piada genial no episódio “Four-and-a-Half Vulcans”, demonstrando como a série consegue inovar e honrar a rica história da franquia. Descubra como essa quebra canônica, envolvendo o Capitão Pike e a Tenente La’an Noonien-Singh, não só diverte, mas também aprofunda a complexidade dos personagens, reforçando o carinho dos fãs pela produção.
Prepare-se para embarcar em uma jornada pelo espaço e pelo tempo, porque hoje vamos desvendar um dos momentos mais geniais e divertidos de ‘Star Trek: Strange New Worlds’ S3! Se você é fã de carteirinha de ‘Star Trek’, sabe que o universo é vasto e cheio de regras. Entre elas, existe uma que sempre gerou discussões acaloradas: o famoso Cânone Romulano. Mas e se eu te dissesse que a terceira temporada de ‘Strange New Worlds’ não só quebrou essa regra com uma piada de mestre, mas também nos fez amar cada segundo disso? Vem comigo que o papo é reto, informal e cheio de spoilers, claro!
A Piada Genial que Abriu um Buraco no Cânone
O episódio “Four-and-a-Half Vulcans”, da terceira temporada de ‘Star Trek: Strange New Worlds’, é uma verdadeira pérola. Dirigido por Jordan Canning e escrito por Dana Horgan e Henry Alonso Myers, ele nos presenteia com mais uma farsa hilária envolvendo os Vulcans. Mas o que realmente rouba a cena é uma referência sutil, mas explosiva, aos Romulanos.
Na trama, o Capitão Christopher Pike (Anson Mount), a Tenente La’an Noonien-Singh (Christina Chong), a Enfermeira Christine Chapel (Jess Bush) e a Alferes Nyota Uhura (Celia Rose Gooding) são geneticamente alterados para se tornarem Vulcans. Imagina a confusão! Pike, com sua lógica Vulcan, transforma a eficiência em um tormento para a tripulação da USS Enterprise e até para sua namorada, a Capitã Marie Batel (Melanie Scrofano).
Enquanto isso, o DNA Vulcan de La’an libera seus genes Aumentados inatos, transformando-a em uma figura diabólica, digna de seu ancestral, Khan Noonien Singh (Ricardo Montalban). É um caos divertido e cheio de reviravoltas.
O ponto alto acontece quando Pike e La’an, ambos em suas personas Vulcans, se encontram. Eles começam a “confraternizar” sobre “certos elementos da história Vulcan” que não podem discutir. A tensão é palpável, mas a forma como eles entregam a piada é pura maestria. Com as sobrancelhas levantadas simultaneamente, eles disparam: “Romulanos!”. É um momento de pura genialidade que faz qualquer fã explodir de alegria e surpresa, pois a série toca de forma hilária em um segredo mútuo que ambos conhecem sobre os Romulanos, algo que, teoricamente, não deveriam.
Decifrando o Cânone Romulano: O Que Deveríamos Saber?
Para entender a grandiosidade dessa piada, precisamos mergulhar um pouco no que o Cânone Romulano nos ensinou ao longo dos anos. O universo de ‘Star Trek’ é rigoroso com sua linha do tempo, e uma das regras mais firmes é que nenhum humano deveria ter visto a aparência de um Romulano antes do episódio clássico “Balance of Terror”, da primeira temporada de ‘Star Trek: The Original Series’.
Essa regra estabelece que, no século 23, a Frota Estelar já sabe da existência dos Romulanos, mas a imagem física deles é um mistério. A Guerra Terra-Romulana, travada no século 22, foi um conflito brutal com “armas atômicas primitivas”, mas sem contato visual direto. Foi somente mais de cinco anos após os eventos de ‘Star Trek: Strange New Worlds’ S3 que o Capitão James T. Kirk (William Shatner) e a tripulação da USS Enterprise veriam um Comandante Romulano (Mark Lenard) pela primeira vez, descobrindo que eles eram, na verdade, ramificações dos Vulcans.
Ao longo da história de ‘Star Trek’, algumas produções tentaram “driblar” essa regra sem quebrá-la completamente. Um exemplo notável é ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’, uma prequela ambientada no século 22. Lá, o Capitão Jonathan Archer (Scott Bakula) soube da existência dos Romulanos, mas nunca os viu de fato. Havia até planos para a quinta temporada de ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’ (que infelizmente nunca aconteceu) de revelar que a Subcomandante T’Pol (Jolene Blalock) era meio-Romulana, o que teria sido uma forma intrigante de mexer com o cânone sem quebrar a regra visual. Além disso, ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’ também apresentou Talok (Todd Stashwick), um agente Romulano disfarçado de Vulcan na quarta temporada, mostrando como a série caminhava na beirada da revelação sem cruzá-la.
Portanto, a piada de ‘Strange New Worlds’ é tão impactante porque mexe com uma regra que tem sido cuidadosamente protegida por décadas. Mas como Pike e La’an, especificamente, conseguiram essa informação ultrassecreta?
Como o Capitão Pike Desafiou o Cânone Romulano
O Capitão Christopher Pike, um dos personagens mais carismáticos de ‘Star Trek: Strange New Worlds’, teve sua própria e dramática quebra do Cânone Romulano. Isso aconteceu no final da primeira temporada, no episódio “A Quality of Mercy”, que é uma reimaginação brilhante de “Balance of Terror” de ‘Star Trek: The Original Series’.
Neste episódio, Pike é levado a um futuro alternativo por seu doppelganger. Nesse futuro sombrio, ele nunca foi desfigurado e permaneceu como Capitão da Enterprise. Lá, ele se vê confrontando uma nova ave de rapina Romulana, equipada com uma arma de plasma devastadora e um dispositivo de camuflagem. A versão de Pike de “Balance of Terror” tem um desfecho muito diferente da realidade de Kirk em ‘TOS’, mas o mais importante é que Pike vê o verdadeiro rosto de seu oponente Romulano.
Essa experiência foi um fardo pesado para Pike. Ele testemunhou os horrores de uma guerra sem fim entre a Federação Unida de Planetas e os Romulanos, e soube a verdade sobre a aparência deles muito antes do que deveria. Por conta de uma redação geral de sua experiência nessa realidade alternativa, Pike foi obrigado a guardar esse segredo. É uma promessa de honra, um conhecimento que ele não pode compartilhar com ninguém, mesmo que isso pudesse mudar o curso da história ou alertar seus colegas sobre o perigo iminente. Essa carga pessoal adiciona uma camada de complexidade ao personagem, mostrando o peso de seu sacrifício e de seu conhecimento proibido.
A Quebra do Cânone Romulano por La’an Noonien-Singh
A Tenente La’an Noonien-Singh, a chefe de segurança da Enterprise e uma personagem fascinante por si só, também teve um encontro direto com um Romulano, quebrando o Cânone Romulano de uma forma igualmente impactante. Aconteceu no terceiro episódio da segunda temporada de ‘Star Trek: Strange New Worlds’, intitulado “Tomorrow and Tomorrow and Tomorrow”.
Neste episódio, La’an é encarregada por um agente temporal da Frota Estelar de consertar uma linha do tempo quebrada. Sua missão a leva a uma viagem no tempo para o século 21, em Toronto, acompanhada por uma versão de realidade alternativa do Capitão James T. Kirk (Paul Wesley). Juntos, eles investigam uma série de ataques terroristas na cidade e descobrem que são atos de uma Guerra Temporal orquestrados por uma operadora Romulana chamada Sera (Adelaide Kane).
Sera, em um movimento desesperado, tenta assassinar Khan Noonien Singh, que ainda é uma criança inocente no século 21. La’an consegue salvar o jovem Khan, mas, tragicamente, Sera assassina Kirk. Em um ato de vingança e justiça, La’an mata a Romulana. Esse encontro não só a colocou cara a cara com um Romulano, mas também a obrigou a tomar decisões extremas para proteger a linha do tempo.
Com a linha do tempo restaurada e La’an de volta à Enterprise, a Investigação Temporal da Frota Estelar a ordena a nunca revelar nada sobre sua missão em Toronto no século 21. Embora ela tenha quebrado parte dessa promessa, compartilhando alguns detalhes com o Tenente James T. Kirk durante o episódio musical de ‘Star Trek: Strange New Worlds’, ela manteve sua palavra sobre os Romulanos. O segredo de La’an é uma fonte constante de estresse e isolamento para ela, adicionando profundidade à sua personalidade já complexa e mostrando o custo pessoal de proteger o tempo.
A Magia da Quebra Canônica: Por Que Funcionou?
Agora que sabemos como tanto o Capitão Pike quanto a Tenente La’an Noonien-Singh têm o conhecimento proibido sobre a aparência dos Romulanos, podemos realmente apreciar a genialidade da piada em “Four-and-a-Half Vulcans”. Ambos estão ligados por juramentos de honra e ordens diretas para manter seus segredos sobre os Romulanos. Essa carga de conhecimento não compartilhado é um fardo pesado para ambos, e a série faz um excelente trabalho em nos fazer sentir isso.
Mas então, a transformação em Vulcans entra em cena! A lógica Vulcan, que suprime as emoções e valoriza a verdade, oferece uma saída perfeita para essa situação. Em suas personas Vulcans, eles são capazes de “logicamente” soltar a verdade que guardam, sem quebrar formalmente seus juramentos humanos. É um mecanismo narrativo brilhante que permite que a série brinque com o cânone de uma forma inteligente e respeitosa, ao mesmo tempo em que oferece um piscar de olho divertido para os fãs mais dedicados.
Essa piada não é apenas engraçada; ela é um testemunho da inteligência dos roteiristas de ‘Star Trek: Strange New Worlds’. Ela mostra que eles não têm medo de abordar os elementos mais complexos do cânone, mas o fazem com reverência e criatividade. É uma maneira de reconhecer as histórias passadas, as quebras de cânone que já aconteceram e as quebras inevitáveis que vêm com a exploração de um período anterior na história da Frota Estelar.
A piada funciona porque é um momento de alívio cômico que surge de uma tensão dramática genuína. É uma forma de os personagens, e a série, reconhecerem o elefante na sala – ou melhor, o Romulano na sala – sem comprometer as regras estabelecidas. Além disso, ela reforça a ideia de que, mesmo com todas as regras e segredos, há uma conexão humana (ou Vulcan!) que permite compartilhar o inominável. É essa mistura de humor, drama e respeito pelo lore que faz ‘Strange New Worlds’ ser tão amada pelos fãs.
Conclusão: ‘Strange New Worlds’ e o Futuro do Cânone
‘Star Trek: Strange New Worlds’ S3, com seu episódio “Four-and-a-Half Vulcans”, provou que é possível inovar e se divertir com o cânone de ‘Star Trek’ sem desrespeitá-lo. A piada envolvendo Pike, La’an e o Cânone Romulano é um exemplo brilhante de como a escrita inteligente pode enriquecer a narrativa, aprofundar os personagens e, ao mesmo tempo, fazer uma homenagem carinhosa à rica história da franquia.
Ao reconhecer e brincar com os segredos que Pike e La’an são forçados a guardar, a série não apenas entrega um momento hilário, mas também reforça a complexidade de seus personagens e o peso de suas experiências. É uma jogada audaciosa que só ‘Strange New Worlds’ poderia fazer, mostrando que, mesmo com décadas de história para honrar, sempre há espaço para novas e emocionantes aventuras que desafiam nossas expectativas e nos fazem amar ‘Star Trek’ ainda mais. E você, o que achou dessa quebra de cânone? Conta pra gente nos comentários aqui no Cinepoca!
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Perguntas Frequentes sobre o Cânone Romulano em ‘Strange New Worlds’
O que é o Cânone Romulano em Star Trek?
O Cânone Romulano estabelece que, no século 23, nenhum humano deveria ter visto a aparência física de um Romulano antes do episódio “Balance of Terror” de ‘Star Trek: The Original Series’, mantendo sua imagem um mistério para a Frota Estelar.
Como ‘Strange New Worlds’ S3 quebrou o Cânone Romulano?
No episódio “Four-and-a-Half Vulcans”, Capitão Pike e Tenente La’an, sob efeito de alteração genética que os transformou em Vulcans, fazem uma piada sutil revelando que ambos conhecem a aparência dos Romulanos, algo que teoricamente não deveriam.
O Capitão Pike já havia tido contato com Romulanos antes?
Sim. No final da primeira temporada, em “A Quality of Mercy”, Pike é levado a um futuro alternativo onde ele confronta e vê o rosto de um Romulano, sendo obrigado a guardar esse segredo.
E a Tenente La’an Noonien-Singh, como ela soube dos Romulanos?
No episódio “Tomorrow and Tomorrow and Tomorrow” da segunda temporada, La’an viaja no tempo para o século 21 e encontra uma operadora Romulana chamada Sera, que ela acaba matando para proteger a linha do tempo. Ela também foi ordenada a manter segredo.
Por que a piada funcionou apesar da quebra do cânone?
A piada funcionou porque a transformação em Vulcans permitiu que Pike e La’an, sob a lógica Vulcan que valoriza a verdade, “logicamente” liberassem o segredo que guardavam, sem quebrar formalmente seus juramentos humanos. Isso demonstrou a inteligência dos roteiristas em brincar com o cânone de forma respeitosa e divertida.