‘A Conquista de Aegon’: por que o novo prequel de ‘GoT’ pode ir para o cinema

A HBO planeja transformar ‘A Conquista de Aegon’ em um evento cinematográfico com a escala visual de ‘Duna’. Analisamos como a história de Aegon I Targaryen se beneficia do formato de filme e o que isso significa para o futuro da franquia ‘Game of Thrones’ nos cinemas.

A HBO não está apenas expandindo o universo de ‘Game of Thrones’ — ela está prestes a quebrar a barreira entre a TV premium e o blockbuster de cinema. Segundo relatos do The Hollywood Reporter, o projeto ‘A Conquista de Aegon’ filme está sendo desenvolvido com uma mentalidade de ‘evento cinematográfico’, utilizando o sucesso de ‘Duna’ como bússola criativa e comercial. Se o plano avançar, Westeros finalmente fará sua estreia na tela grande, mudando o patamar da franquia de George R.R. Martin.

A escala de ‘Duna’ em Westeros

A escala de 'Duna' em Westeros

A comparação com a obra de Denis Villeneuve não é apenas sobre bilheteria, mas sobre linguagem visual. Enquanto ‘Game of Thrones’ e ‘A Casa do Dragão’ focam na claustrofobia das intrigas palacianas, a história de Aegon I Targaryen exige o oposto: vastidão. Estamos falando de uma campanha militar que atravessa um continente inteiro. O cinema permite que o Balerion (o Terror Negro) seja retratado não apenas como um dragão, mas como uma força da natureza que eclipsa cidades — algo que o orçamento de TV, por maior que seja, ainda precisa limitar.

Um filme sobre a Conquista teria o ‘Campo de Fogo’ como seu clímax natural. Imagine a escala de 4.000 homens sendo incinerados simultaneamente em uma única tarde, capturada em câmeras IMAX. É o tipo de espetáculo visceral que justifica o ingresso e a experiência coletiva da sala escura.

O que sabemos sobre a trama e conexões com o cânone

O projeto, que conta com o roteirista Mattson Tomlin (‘The Batman Part II’), deve focar na tríade original: Aegon I e suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys. Para os fãs de ‘A Casa do Dragão’, há um tecido conectivo fascinante: o dragão de Visenya é Vhagar. Ver a criatura em seu auge físico, séculos antes de se tornar a anciã desgastada que conhecemos, oferece uma continuidade histórica que recompensa o espectador fiel.

Além disso, o filme deve aprofundar a ‘Canção de Gelo e Fogo’ — o sonho profético de Aegon sobre a ameaça do Norte. Se na série atual essa profecia é um segredo sussurrado, no cinema ela pode ser a motivação existencial que transforma Aegon de um simples senhor da guerra em um messias relutante, dando camadas de complexidade ao personagem que os livros de história de Westeros apenas esboçam.

O dilema estratégico: por que não uma série?

O dilema estratégico: por que não uma série?

A HBO está operando em um sistema de hedge. O formato de série permitiria explorar as nuances políticas de cada um dos Sete Reinos e como cada rei reagiu à invasão (a resistência heróica de Dorne, por exemplo, renderia uma temporada inteira). No entanto, o formato de longa-metragem oferece algo que a franquia precisa agora: prestígio cinematográfico.

Transformar a Conquista em um filme de três atos — a Chegada, a Submissão e a Coroação — cria um arco narrativo mais limpo e épico. É a diferença entre o estudo de personagem lento de ‘The Crown’ e o impacto histórico de ‘Oppenheimer’. A Warner Bros. quer provar que ‘Game of Thrones’ é uma marca tão potente quanto ‘Star Wars’ ou ‘Marvel’, capaz de dominar tanto o streaming quanto as bilheterias mundiais.

O futuro da franquia após ‘A Conquista de Aegon’

Este movimento sinaliza uma mudança de paradigma. Com a estreia de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ em 2025 e a terceira temporada de ‘A Casa do Dragão’ no horizonte, a HBO está construindo um ecossistema transmídia. Se ‘A Conquista de Aegon’ filme for bem-sucedido, abre-se o caminho para outros grandes eventos literários, como a ‘Rebelião de Robert’ ou a ‘Perdição de Valíria’, serem tratados como grandes produções de cinema.

Para quem busca apenas mais dragões e sangue, o filme entregará o espetáculo. Mas para quem valoriza a construção de mundo de Martin, o cinema pode ser o único lugar capaz de comportar a verdadeira magnitude da dinastia Targaryen em seu ápice.

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Perguntas Frequentes sobre o filme ‘A Conquista de Aegon’

‘A Conquista de Aegon’ será um filme ou uma série?

Atualmente, a HBO e a Warner Bros. desenvolvem o projeto como um potencial longa-metragem para o cinema, mas a possibilidade de uma série de TV complementar ou alternativa ainda não foi totalmente descartada.

Qual é a história de ‘A Conquista de Aegon’?

O filme narrará como Aegon I Targaryen, junto com suas irmãs Visenya e Rhaenys e seus três dragões, unificou seis dos Sete Reinos de Westeros, dando início à dinastia Targaryen e à criação do Trono de Ferro.

Quando o filme de Aegon será lançado?

Ainda não há uma data de estreia oficial, pois o projeto está em fases iniciais de roteiro. Expectativas da indústria sugerem que, se aprovado, o lançamento não ocorreria antes de 2027.

Preciso ter assistido ‘A Casa do Dragão’ para entender o filme?

Não necessariamente. Por se passar 100 anos antes de ‘A Casa do Dragão’ e 300 anos antes de ‘Game of Thrones’, a história funciona como um ponto de entrada independente, embora contenha referências que enriquecem a experiência dos fãs.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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