‘Star Trek: United’: produtor fala do retorno de Scott Bakula como Archer

Michael Sussman revela os bastidores de ‘Star Trek: United’ e o que a nova série policial com Scott Bakula na CBS significa para o projeto. Analisamos as chances reais de produção sob a nova gestão da Skydance.

Existe um tipo de notícia que aquece o coração de qualquer fã de ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’ antes mesmo de entregar o que promete. Scott Bakula voltando para a CBS em uma nova série policial criada por Michael Sussman é ótima — mas o que todo mundo realmente quer saber é: o que isso significa para ‘Star Trek: United’?

Em entrevista exclusiva ao TrekMovie, Sussman foi honesto: o foco agora é o novo projeto com Bakula, mas United segue vivo, dependendo do que a Skydance, nova dona da Paramount+, decidir fazer com a franquia. E é exatamente aí que a história fica interessante.

O que é ‘Star Trek: United’ e por que ele importa

Para quem não acompanhou o burburinho de 2025: Sussman e Bakula revelaram que desenvolveram um pitch de série chamada ‘Star Trek: United’ e o apresentaram à Secret Hideout de Alex Kurtzman e à Paramount+ anos atrás. A recepção foi positiva, mas o projeto foi considerado conceitualmente próximo demais de ‘Star Trek: Academia da Frota Estelar’, que estava em desenvolvimento. Resultado: United ficou na gaveta.

E que gaveta. A ideia é um drama político e familiar centrado em Jonathan Archer como Presidente da Federação Unida dos Planetas. Não é uma prequela, não é uma aventura de nave — é uma história sobre poder, responsabilidade e as escolhas de um homem que ajudou a fundar a instituição que agora lidera. Sussman já revelou detalhes dos filhos de Archer, que seriam personagens centrais, e confirmou que Todd Stashwick voltaria como Talok, o operativo romulano que roubou a cena em Enterprise.

Ou seja: United não é um fan service qualquer. É uma continuação temática de Enterprise, com peso dramático e ambição de série moderna. É também o tipo de projeto que só poderia nascer de alguém que passou anos dentro daquela sala de roteiristas.

A nova série policial de Bakula e Sussman na CBS

O novo projeto é uma série policial de ‘high concept’ criada por Sussman, com Bakula como produtor executivo e protagonista, produzida pela Electric Entertainment de Dean Devlin. Está em desenvolvimento na CBS. Detalhes da trama ainda são escassos, mas o histórico da dupla fala por si.

Sussman escreveu e produziu ‘Jornada nas Estrelas: Voyager’ e ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’, mas também construiu carreira fora da franquia com ‘Perception: Truques da Mente’, ‘Os 12 Macacos’ e ‘O Último Navio’. Não é um roteirista de um truque só. E Bakula, bem, Bakula sempre foi um ator subestimado — o tipo de presença que carrega uma série nas costas sem fazer esforço aparente. Quem lembra da quarta temporada de Enterprise sabe o que estou falando: a série finalmente tinha encontrado o tom certo — arcos mais densos, a fundação da Federação se formando, a tensão com os romulanos — quando foi cancelada.

O ponto aqui é que a parceria criativa entre os dois está mais viva do que nunca. E isso importa para United por um motivo simples: se a série policial der certo, Bakula e Sussman viram uma dupla de sucesso comprovado na TV aberta americana. Isso só facilita uma futura conversa com a Skydance.

O que a Skydance quer de ‘Star Trek’ (e por que ‘Star Trek: United’ pode não se encaixar)

O que a Skydance quer de 'Star Trek' (e por que 'Star Trek: United' pode não se encaixar)

Aqui está o elefante na sala: a Skydance assumiu a Paramount+ com planos claros de levar Star Trek para uma nova direção. Segundo os relatos, a prioridade é um novo filme, com uma nova série vindo depois. E o mais importante: a empresa quer atrair novos espectadores se distanciando dos personagens legados e dos 60 anos de cânone.

Traduzindo: um drama sobre o primeiro Presidente da Federação, protagonizado por um ator de 70 anos e amarrado a uma série de 2001, é exatamente o tipo de projeto que a nova gestão provavelmente não quer tocar. Não por falta de qualidade — por estratégia de mercado.

E é aí que a citação de Sussman ganha camadas. Ele diz que adoraria fazer United ‘um dia’ e que, com a mudança de comando, ‘quem sabe’. Mas também diz que todo o tempo e energia agora vão para o roteiro da CBS — e que, se United também se concretizar, seria um ‘high-class problem’. É o discurso de um profissional experiente: entusiasmo contido, expectativa realista.

Por que ainda há esperança para United

Antes de decretar o fim, vale lembrar algumas coisas. Primeiro: a Skydance pode mudar de ideia. O plano de se distanciar do legado é uma diretriz, não uma lei da física. Se o novo filme tropeçar, ou se ‘Star Trek: Academia da Frota Estelar’ não entregar os números esperados, um projeto como United de repente fica muito mais atraente.

Segundo: Bakula quer voltar. Isso não é pouco. Ele passou anos desconfortável com a forma como Enterprise foi tratada — o cancelamento precoce, a quarta temporada que só aconteceu por pressão dos fãs, o final apressado. Ver o ator publicamente disposto a revisitar Archer é uma declaração de que ele acredita que a história ainda pode ser contada.

Terceiro: o público de Enterprise continua lá. A pesquisa da TrekMovie mostra que 46,7% dos fãs revisitam a série pelos personagens — Archer, T’Pol, Trip. É o tipo de base apaixonada que sustentou o retorno de Picard, que sustentou a Strange New Worlds. Ignorar esse público é um erro que a Skydance comete por conta própria.

O veredito

‘Star Trek: United’ é um projeto que merece existir. Não porque é nostalgia barata, mas porque é uma continuação natural de uma série que foi injustiçada — e porque o mundo de Star Trek, hoje mais do que nunca, precisa de histórias sobre política, diplomacia e o custo do poder.

A nova série policial de Bakula e Sussman na CBS é uma ótima notícia por si só. Mas para os fãs de Enterprise, ela funciona como um lembrete do que essa dupla é capaz quando tem espaço para criar. Se a Skydance tiver meio neurônio de bom senso, vai pelo menos ouvir o pitch. Se não tiver, o problema é dela — a história de Jonathan Archer não vai a lugar nenhum.

E você, o que acha? United deveria ser produzido mesmo com a Skydance querendo se afastar do legado? Deixa sua opinião aí nos comentários.

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Perguntas Frequentes sobre ‘Star Trek: United’

O que é ‘Star Trek: United’?

‘Star Trek: United’ é um pitch de série criado por Michael Sussman e Scott Bakula, que mostraria Jonathan Archer como Presidente da Federação Unida dos Planetas, em um drama político e familiar. O projeto foi apresentado à Paramount+ em 2025, mas ficou engavetado por ser considerado próximo de ‘Star Trek: Academia da Frota Estelar’.

Scott Bakula vai voltar como Archer em ‘Star Trek: United’?

Sim, Bakula está envolvido no projeto e publicamente disposto a revisitar o papel de Jonathan Archer. Ele e Sussman desenvolveram o pitch juntos, e a intenção é que ele protagonize a série.

Onde assistir ‘Star Trek: United’?

‘Star Trek: United’ ainda não foi produzido e não tem data de estreia. O projeto depende da aprovação da Skydance, atual controladora da Paramount+, e pode nunca sair do papel.

Quem é Michael Sussman?

Michael Sussman é um roteirista e produtor conhecido por seu trabalho em ‘Jornada nas Estrelas: Voyager’ e ‘Jornada nas Estrelas: Enterprise’. Ele também criou séries como ‘Perception: Truques da Mente’ e escreveu para ‘Os 12 Macacos’ e ‘O Último Navio’.

O que a Skydance planeja para o futuro de Star Trek?

A Skydance quer levar a franquia para uma nova direção, priorizando um novo filme e uma nova série. A estratégia é atrair novos espectadores, se distanciando dos personagens legados e dos 60 anos de cânone — o que pode dificultar a aprovação de ‘Star Trek: United’.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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