A Blumhouse confirmou que Brendan Fraser não participará do novo filme da Múmia. A decisão é coerente com a proposta de Lee Cronin: um terror cósmico sem conexão com a aventura de 1999.
A confirmação veio seca e direta: Brendan Fraser não estará no novo filme da Múmia que a Blumhouse está produzindo. Para os fãs que cresceram com a versão de 1999, a notícia pode parecer um balde de água fria. Mas, analisando com cuidado, essa pode ser a melhor notícia possível para o projeto.
A resposta veio através do X (antigo Twitter), quando um usuário perguntou diretamente à Blumhouse se Fraser estaria no filme. A produtora foi lacônica: não, ele não estará. Para entender por que isso é uma boa notícia, precisamos olhar para o projeto que está sendo montado.
Por que Fraser não estar no filme é positivo
O novo filme será dirigido por Lee Cronin, o mesmo diretor de ‘A Morte do Demônio’. O foco será terror puro, com foco em horror cósmico — algo muito diferente da aventura de 1999. Trazer Rick O’Connell, o personagem de Fraser, para esse contexto seria uma forçação narrativa que comprometeria tanto o tom do filme quanto a integridade da franquia.
O filme de 1999 funcionava como uma aventura no estilo Indiana Jones, com humor, ação e romance. Já o projeto de Cronin promete mergulhar fundo no horror, inspirado em H.P. Lovecraft e no panteão de Cthulhu. São propostas completamente diferentes, com públicos-alvo distintos.
A ausência de Fraser é, ironicamente, um sinal de que a Blumhouse está levando o projeto a sério. A nostalgia é um ótimo motor para bilheteria, mas pode atrapalhar quando o objetivo é construir algo novo.
O que sabemos sobre o projeto
O filme foi anunciado em 2023, com Cronin assumindo roteiro e direção. O foco será no horror cósmico, algo que Stephen Sommers, diretor do filme de 1999, jamais imaginou para a franquia. Cronin já afirmou que quer criar algo que realmente assuste, algo que o público sinta no corpo.
A trama deve focar na mitologia egípcia de forma mais fiel aos textos originais, explorando o horror lovecraftiano. Isso significa que não teremos aventureiros carismáticos salvando o dia, mas sim personagens confrontando forças além da compreensão humana.
O que isso significa para os fãs
A ausência de Fraser não é um desrespeito ao legado de 1999, mas uma escolha criativa coerente. Tentar emendar o filme de 1999 com esse novo projeto seria um desastre narrativo. A Múmia de 1999 é um filme de aventura com toques de terror, enquanto o projeto de Cronin é terror sobrenatural.
Para os fãs da versão com Brendan Fraser, há um boato de que um quarto filme daquela franquia está em desenvolvimento separadamente. Isso permitiria que cada projeto seguisse seu caminho: o terror sombrio de Cronin para os fãs de horror, e uma continuação da franquia de aventura para quem cresceu amando Rick O’Connell.
A decisão da Blumhouse é, portanto, a mais honesta possível: um reinício completo, sem as amarras do passado. Se vai funcionar, só saberemos quando o filme estrear.
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