Fotos do set do novo ‘O Exorcist’ mostram Scarlett Johansson como detetive

As primeiras fotos do set de ‘O Exorcist’ de Mike Flanagan revelam Scarlett Johansson como detetive. Analisamos como badges e figurinos sugerem uma abordagem procedural inédita para a franquia — e por que isso pode ser o reset necessário após o fracasso de ‘Believer’.

As primeiras fotos do set de filmagens do novo O Exorcist de Mike Flanagan chegaram, e elas contam uma história que ninguém esperava: Scarlett Johansson não é uma mãe desesperada, nem uma religiosa atormentada. É uma detetive. E essa escolha de figurino — badges visíveis, postura investigativa, cenas ao lado de outros atores em trajes policiais — sugere algo que a franquia nunca ousou fazer: transformar o horror sobrenatural em um procedural criminal.

O que as fotos revelam sobre a abordagem policial do filme

O que as fotos revelam sobre a abordagem policial do filme

As imagens, disponibilizadas no Getty Images, mostram Johansson sendo filmada descendo uma escadaria externa ao lado de Chiwetel Ejiofor, Rahul Kohli e Sasha Calle. O detalhe crucial está nos acessórios: Johansson e Calle ostentam badges presos ao cinto, indicando que ambas interpretam detetives. Kohli aparece com um colete policial, embora seu papel exato permaneça indefinido. Ejiofor, curiosamente, não carrega nenhum indicativo de que trabalha na lei — o que abre espaço para especulação sobre seu personagem estar do outro lado da investigação, ou talvez em uma zona cinzenta entre autoridade e o sobrenatural.

Há uma cena específica que chama atenção: Calle aparece se jogando contra algo invisível. Não é um choque comum — há uma teatralidade no movimento que sugere possessão ou interação com uma entidade que a câmera não captura. Se você conhece a filmografia de Flanagan, sabe que ele adora esse tipo de encenação física do impossível. Em ‘The Haunting of Hill House’, os fantasmas muitas vezes só existiam no enquadramento, nunca na narrativa explícita.

Por que a abordagem procedural muda tudo para a franquia

‘The Exorcist’ original de 1973 construiu seu terror na impotência. Uma mãe assiste à deterioração física e mental da filha enquanto médicos e padres falham sucessivamente. O horror vinha da incapacidade de explicar, de controlar, de resolver. Era sobre fé testada pelo absurdo. Um filme com detetives inverte essa lógica: agora há alguém tentando investigar, explicar, resolver através de métodos racionais. Isso não é apenas uma mudança de profissão dos personagens — é uma mudança filosófica sobre como o sobrenatural é abordado.

Pense em ‘Se7en’ ou na primeira temporada de ‘True Detective’: o procedural pode ser tão sufocante quanto qualquer filme de fantasmas quando bem executado. A diferença é que o horror vem da descoberta gradual, da montagem de evidências, da colisão entre lógica e algo que a lógica não suporta. Flanagan pode estar apostando que assistir alguém tentando enquadrar uma possessão num relatório policial é mais perturbador do que simplesmente assistir a possessão acontecer.

O contexto do ‘reset’ após o desastre de ‘Believer’

O contexto do 'reset' após o desastre de 'Believer'

Não dá para falar deste filme sem mencionar o elefante na sala: ‘O Exorcista: O Devoto’ foi um fracasso crítico e comercial tão significativo que a Universal basicamente apagou os planos de uma trilogia e entregou as chaves para Flanagan fazer um standalone. Isso raramente acontece em Hollywood — geralmente, estúdios dobram a aposta em sequências mesmo após decepções. O fato de terem permitido um reset total sugere que reconheceram o problema não era o conceito, mas a execução.

David Gordon Green tentou fazer um legacy sequel no molam do seu ‘Halloween’ — trazer personagens antigos, conectar com o original, expandir o lore. Funcionou com Michael Myers. Com ‘The Exorcist’, a abordagem soou como nostalgia barata. Flanagan, por outro lado, tem histórico de ignorar continuidades e focar em atmosfera. Seus filmes de terror funcionam porque ele entende que o medo não precisa de trilogias — precisa de intimidade.

O elenco e o que cada escolha sugere sobre o tom

Johansson carregando uma badge é uma imagem que funciona por contraste. A atriz passou a última década como Viúva Negra, uma espiã cuja especialidade era desaparecer. Ver ela em um papel que exige presença física, autoridade institucional, investigação metódica — é uma inversão interessante. Ela tem a gravidade para sustentar um protagonista que precisa ser racional em situações irracionais.

Kohli é colaborador frequente de Flanagan (‘The Haunting of Bly Manor’, ‘Midnight Mass’), e sua presença sugere que o diretor está mantendo sua trupe mesmo em um projeto de escala maior. Calle, que impressionou como Supergirl em ‘The Flash’, parece ter um papel fisicamente intenso baseado nas fotos. Ejiofor permanece a incógnita mais intrigante — um ator de seu calibre não aceita um papel genérico, o que sugere que há camadas no roteiro que as fotos não revelam.

Veredito: expectativa cautelosa mas genuinamente curiosa

Vou ser direto: a ideia de um ‘The Exorcist’ procedural me intriga mais do que me empolga. A franquia sempre foi sobre o colapso da razão diante do divino — colocar detetives no centro pode diluir isso ou pode intensificar, dependendo de como o roteiro lida com a impossibilidade de resolver uma possessão como se resolve um crime. Se Flanagan acertar a mão, teremos algo próximo de ‘True Detective’ encontrando ‘O Exorcista’. Se errar, teremos mais um filme de investigação sobrenatural que esquece por que o original era assustador.

O filme chega aos cinemas em 12 de março de 2027. Até lá, as fotos confirmam pelo menos uma coisa: Flanagan não está interessado em copiar o que veio antes. E depois de ‘Believer’, essa pode ser exatamente a abordagem que a franquia precisava.

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Perguntas Frequentes sobre o novo O Exorcista

Quando estreia o novo filme de O Exorcista com Scarlett Johansson?

O novo ‘O Exorcist’ de Mike Flanagan estreia nos cinemas em 12 de março de 2027. As filmagens começaram em março de 2026.

Quem está no elenco do novo O Exorcista?

O elenco confirmado inclui Scarlett Johansson como detetive, Chiwetel Ejiofor, Rahul Kohli e Sasha Calle. Calle também aparece como detetive nas fotos do set.

O novo O Exorcista é sequência de Believer?

Não. Após o fracasso de ‘O Exorcista: O Devoto’ (2023), a Universal cancelou a trilogia planejada e autorizou Mike Flanagan a fazer um filme standalone, sem conexão com ‘Believer’. É um reset completo da franquia.

Quem está dirigindo o novo O Exorcista?

Mike Flanagan (‘The Haunting of Hill House’, ‘Midnight Mass’, ‘Doctor Sleep’) é o diretor e roteirista do novo filme. Ele substitui David Gordon Green, que dirigiu ‘Believer’.

Por que Scarlett Johansson é detetive no novo O Exorcista?

As fotos do set mostram Johansson com badge policial, indicando que ela interpreta uma detetive. Isso sugere uma abordagem procedural inédita na franquia — o horror visto através de uma investigação criminal, em vez da perspectiva tradicional de família ou clero.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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