‘Uma Mente Excepcional’: 10 séries de crime com humor para maratonar

Selecionamos 10 séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’ que equilibram investigação e humor. De ‘Psych’ a ‘Poker Face’, procedurais que provam que resolver crimes pode ser divertido sem perder inteligência.

‘Uma Mente Excepcional’ chegou na ABC e fez algo que parecia impossível em 2024: revitalizou o procedural de rede aberta. A série, estrelada por Kaitlin Olson como Morgan Gillory — uma faxineira com QI de gênio que vira consultora do LAPD — acertou uma fórmula que muitos tentam e poucos conseguem: misturar investigação inteligente com humor afiado sem que um elemento engula o outro. Se você terminou a primeira temporada e está procurando séries parecidas com Uma Mente Excepcional, há um filão inteiro de procedurals que entendem que resolver crimes não precisa ser um exercício de depressão.

O sucesso de Morgan e do detetive Karadec está justamente nessa química tenso-cômica — dois personagens que se irritam e se complementam, navegando casos semanais enquanto constroem algo maior. Não é fórmula nova, mas está sendo executada com maestria. Enquanto a segunda temporada segue exibição às terças, o hiato de inverno deixa um vácuo perfeito para maratonas. Selecionei dez séries que compartilham esse DNA: procedurais que levam a investigação a sério, mas não se levam tão a sério que esquecem de ser divertidos.

‘Psych’: o avô espiritual que inventou o consultor fraudulento

'Psych': o avô espiritual que inventou o consultor fraudulento

Se existe uma série que pavimentou o caminho para o tipo de procedural que ‘Uma Mente Excepcional’ representa, é ‘Psych: Agentes Especiais’. Entre 2006 e 2014, Shawn Spencer (James Roday) convenceu a polícia de Santa Barbara de que era psíquico enquanto, na verdade, usava memória fotográfica e observação hiper-desenvolvida — basicamente o que Morgan faz, só que com mais charlatanismo intencional.

A série construiu sua identidade em dois pilares que ‘Uma Mente Excepcional’ replicou: casos semanais resolúveis e uma dupla central cuja dinâmica de “amigos que se irritam mas se amam” sustenta o programa. Shawn tem Gus (Dulé Hill) como parceiro de comédia; Morgan tem Karadec como foque racional. O humor de ‘Psych’ é mais explícito — recheado de referências pop dos anos 80 e piadas recorrentes — mas a estrutura é irmã gêmea. Se você curte a energia de Morgan dizendo verdades desconfortáveis enquanto resolve crimes, Shawn Spencer é o tio caótico dessa família narrativa.

‘Castle’: o escritor que virou detetive (e criou o modelo)

Antes de Nathan Fillion ser o novato mais velho do LAPD em ‘O Novato’, ele foi Richard Castle — romancista de mistério que, por capricho narrativo, começa a acompanhar investigações reais da polícia de Nova York. ‘Castle’ (2009-2016) opera na mesma frequência de ‘Uma Mente Excepcional’: um “outsider” genial entra no mundo policial, chacoalha a hierarquia, e cria química elétrica com a detetive Kate Beckett (Stana Katic).

O que torna ‘Castle’ relevante para quem busca séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’ é como a série entende que a dinâmica entre os protagonistas é mais importante que os casos individuais. Castle é irritante, intruso, escreve livros baseados em casos reais sem pedir permissão. Beckett é profissional, fechada, relutante. Soa familiar? A diferença está no romance: enquanto Morgan e Karadec flertam com o “will-they-won’t-they”, Castle e Beckett vivem isso por oito temporadas — com um arco emocional que vale cada episódio. Para procedurais com humor e um coração romântico batendo forte no centro, esta é referência obrigatória.

‘Crimes do Colarinho Branco’: elegância e cons na medida certa

Há algo na fórmula “criminoso genial ajuda polícia a pegar outros criminosos” que funciona quando executada com estilo. ‘Crimes do Colarinho Branco’ (2009-2014) fez isso com classe: Neal Caffrey (Matt Bomer), falsário e ladrão de colarinho branco, negocia liberdade condicional em troca de consultoria ao FBI. Seu parceiro é o agente Peter Burke (Tim DeKay), homem certo que lentamente aprende a respeitar — e gostar — do vigarista.

A conexão com ‘Uma Mente Excepcional’ está na outsider com habilidades únicas entrando em um ambiente que não a quer. Neal, como Morgan, é mais inteligente que a maioria na sala — e não deixa ninguém esquecer. Onde Morgan é abrasiva e caótica, Neal é sedutor e calculista. O humor vem da tensão entre o mundo elegante dos golpes de alto nível e a realidade burocrática do FBI. Visualmente, é um dos procedurals mais bonitos já produzidos — a fotografia de Nova York usa luz natural e enquadramentos clássicos que transformam a cidade em personagem.

‘Lucifer’: sobrenatural e procedural combinam (mesmo)

À primeira vista, uma série sobre o Diabo resolvendo crimes em Los Angeles soa como sinopse gerada por algoritmo. Mas ‘Lucifer’ (2016-2021) funciona — e funciona bem — porque entende seu absurdo e abraça. Tom Ellis interpreta o príncipe das trevas que, entediado com o Inferno, abre uma boate em LA e, por acidente, começa a ajudar a detetive Chloe Decker (Lauren German) em investigações.

Para fãs de ‘Uma Mente Excepcional’, a conexão está no protagonista carismático e arrogante com habilidades únicas, química “will-they-won’t-they” com parceira de lei, e humor nascido da personalidade excêntrica do herói. Lucifer é imortal, invulnerável e capaz de fazer qualquer pessoa revelar seus desejos mais profundos — poder que usa de forma criativa em interrogatórios. A série acrescenta mitologia celestial ao longo das temporadas, mas o coração procedural permanece. Se você aguenta um pouco de fantasia misturado ao seu crime da semana, são 93 episódios de entretenimento consistente.

‘Veronica Mars’: noir adolescente que virou referência cult

'Veronica Mars': noir adolescente que virou referência cult

Antes de ‘Uma Mente Excepcional’, antes mesmo de ‘Castle’, havia ‘Veronica Mars’ (2004-2007). Kristen Bell interpretou a estudante que, após o assassinato da melhor amiga, se torna investigadora particular amadora enquanto navega o ensino médio em Neptune, Califórnia — cidade onde os ricos mandam e os pobres calam. A série é mais escura que as outras desta lista, mas o humor cáustico de Veronica é precursor direto da energia de Morgan.

Veronica é brilhante, irritante, obstinada, e tem uma língua afiada que usa como arma — características que Morgan herdou. Onde ‘Uma Mente Excepcional’ é procedural de rede aberta com risadas garantidas, ‘Veronica Mars’ é neo-noir disfarçado de teen drama. Há mortes reais, corrupção sistêmica, trauma genuíno. Mas também há verborragia inteligente, referências culturais, e uma protagonista que você ama mesmo quando quer dar um tapa nela. A série foi cancelada precocemente, ganhou filme financiado por fãs em 2014, e uma quarta temporada em 2019. Para quem quer procedurals com humor mas aceita algo mais sombrio, esta é a entrada obrigatória.

‘Elementaríssimo’: encontrou identidade própria longe de Sherlock

Quando CBS anunciou ‘Elementaríssimo’ (2012-2019), a reação inicial foi cética: já existia ‘Sherlock’ da BBC, moderna e brilhante. Por que precisávamos de outra adaptação? Sete temporadas depois, a resposta ficou clara: porque esta era diferente. Jonny Lee Miller como Sherlock e Lucy Liu como Joan Watson criaram uma dinâmica única — não a amizade da versão britânica, mas uma parceria profissional que evolui organicamente.

A conexão com séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’ está no consultor genial que resolve crimes com métodos não convencionais enquanto a polícia revira os olhos. Sherlock de Miller é mais abertamente disfuncional que o de Cumberbatch — viciado em recuperação, socialmente desastroso, mas brilhante. A série encontrou seu espaço equilibrando casos semanais com desenvolvimento de personagem longo, algo que ‘Uma Mente Excepcional’ também persegue. Se você gosta da “genialidade irritante” de Morgan, Sherlock Elementary é versão mais séria — mas com humor suficiente nas arestas.

‘O Novato’: Nathan Fillion em sua segunda casa procedural

Se ‘Castle’ mostrou Nathan Fillion como escritor-detetive, ‘O Novato’ (2018-presente) mostra o ator em terreno familiar: o mundo policial. John Nolan é o recruta mais velho do LAPD, homem de 40 anos que mudou de carreira após divórcio e assalto bancário. A premissa poderia ser drama pesado, mas a série — também da ABC — injeta humor suficiente para criar equilíbrio.

A relação com ‘Uma Mente Excepcional’ é institucional: ambas são procedurals da mesma emissora, compartilham DNA de rede aberta, e entendem que audiência quer casos resolvidos com risadas no caminho. Fillion é mestre em interpretar homens carismáticos com falhas — Nolan é idealista demais, velho demais para algumas situações, mas competente o suficiente para merecer respeito. O programa evoluiu de “novato idoso” para explorar corrupção policial e conspirações maiores, mas mantém o humor característico. Para quem gosta do formato de ‘Uma Mente Excepcional’ mas quer algo com mais temporadas acumuladas, aqui há sete para devorar.

‘Will Trent’: Agente Especial e o valor de personagens com limitações

Baseada nos romances de Karin Slaughter, ‘Will Trent: Agente Especial’ (2023-presente) é um dos procedurals mais interessantes atualmente no ar. Ramon Rodriguez interpreta Will, agente do GBI (Georgia Bureau of Investigation) com dislexia severa e histórico traumático de orfanato. A limitação não é enfeite — afeta como ele processa evidências, interage com colegas, e vê o mundo.

Para quem busca séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’, a conexão está no protagonista que não se encaixa no molde. Morgan é faxineira sem treinamento formal; Will é disléxico em profissão que exige leitura constante. Ambos transformam “deficiências” em vantagens únicas. ‘Will Trent’ é mais dramático, menos abertamente cômico, mas o elenco tem química tão forte que momentos leves surgem organicamente. A série também compõe um universo de personagens interconectados — parceira ex-namorada, cheia complexa, melhor amigo — que lembram a construção de elenco de ‘Uma Mente Excepcional’.

‘Wild Cards’: a herdeira canadense da fórmula

'Wild Cards': a herdeira canadense da fórmula

‘Wild Cards’ (2024-presente) é a série mais recente desta lista, e talvez a mais diretamente influenciada pelo tipo de procedural que ‘Uma Mente Excepcional’ representa. Produção canadense exibida nos EUA pela CW, segue Max Mitchell (Vanessa Morgan), vigarista de carteirinha, e Cole Ellis (Giacomo Gianniotti), detetive que a captura e, por circunstâncias, se torna parceiro.

A fórmula é familiar: criminoso talentoso forçado a ajudar polícia, química tensa entre opostos, casos semanais com arcos maiores ao fundo. Se ‘Uma Mente Excepcional’ tem Morgan e Karadec, ‘Wild Cards’ tem Max e Cole — e a dinâmica é efetiva para uma série tão jovem. O humor vem da personalidade de Max, que não consegue deixar de mentir e manipular mesmo quando tenta ajudar. É procedural leve, não revolucionário, mas executa bem o que promete.

‘Poker Face’: Rian Johnson traz mistério clássico para streaming

Fechando com algo diferente: ‘Poker Face’ (2023-presente), criada por Rian Johnson (de ‘Adquire Faca’), é procedural estruturado como série de caso-da-semana, mas com twist. Natasha Lyonne interpreta Charlie Cale, mulher com habilidade sobrenatural de detectar mentiras — não o que é mentira, mas quando alguém está mentindo. Ela cruza os EUA resolvendo mortes enquanto foge de um cassino de Las Vegas.

A conexão com ‘Uma Mente Excepcional’ está na protagonista com habilidade única que se vê envolvida em investigações contra sua vontade. Charlie, como Morgan, não é detetive — é pessoa comum com dom específico que a arrasta para crimes. Cada episódio de ‘Poker Face’ funciona como mini-filme, com estilo visual e ritmo que homenageiam procedurals clássicos dos anos 70 e 80. Lyonne é carismática, sarcástica, e humana. Para quem quer séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’ mas prefere algo mais cinematográfico e menos “rede aberta”, esta é a entrada mais sofisticada da lista.

Qual escolher para a próxima maratona?

Depende do que você busca. Se a prioridade é humor afiado com crimes, ‘Psych: Agentes Especiais’ é essencial. Se quer química romântica sustentando procedural, ‘Castle’ entrega isso por oito temporadas. Se prefere algo elegante e estiloso, ‘Crimes do Colarinho Branco’ é viagem visual com roteiro inteligente. Para fãs de personagens complexos com limitações, ‘Will Trent: Agente Especial’ e ‘Veronica Mars’ oferecem profundidade que a maioria do gênero ignora.

O que todas compartilham — e o que ‘Uma Mente Excepcional’ acertou — é a compreensão de que procedurals não precisam ser fórmulas repetidas. Pode haver personalidade, humor, risco. Morgan Gillory não é a primeira consultora excêntrica da televisão, e não será a última. Mas ela provou que ainda há apetite para esse tipo de história: gente inteligente resolvendo problemas enquanto faz o público rir. As dez séries acima fazem variações do mesmo truque — algumas com mais drama, outras com mais comédia, todas com inteligência suficiente para merecer seu tempo.

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Perguntas Frequentes sobre séries parecidas com ‘Uma Mente Excepcional’

Onde assistir ‘Uma Mente Excepcional’ no Brasil?

‘Uma Mente Excepcional’ é exibida pela ABC nos EUA e está disponível no Brasil através do Star+. A primeira temporada completa está na plataforma.

Qual série desta lista é mais parecida com ‘Uma Mente Excepcional’?

‘Psych’ é a mais similar: ambas têm protagonista com habilidades excepcionais de observação que entra no mundo policial como consultor. A dinâmica de humor também é próxima. ‘Wild Cards’ é a mais recente e segue fórmula praticamente idêntica.

‘Uma Mente Excepcional’ tem segunda temporada?

Sim. A ABC renovou ‘Uma Mente Excepcional’ para segunda temporada, que está sendo exibida em 2025. A série teve boa audiência e crítica positiva positiva.

Essas séries estão disponíveis em streaming no Brasil?

A maioria está disponível: ‘Psych’ e ‘Castle’ no Star+, ‘Lucifer’ na Netflix, ‘Veronica Mars’ no Amazon Prime Video, ‘Poker Face’ no Paramount+. Algumas podem variar conforme acordos de licenciamento.

Para quem ‘Uma Mente Excepcional’ é recomendada?

Para fãs de procedurais leves com humor afiado, dinâmicas de dupla (como ‘Castle’ e ‘Bones’), e protagonistas excêntricos. Não é para quem quer noir pesado ou realismo forense — é entretenimento de rede aberta com personalidade.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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