Declarações recentes de Chris Hemsworth indicam que o futuro do Thor no UCM pode ir além de ‘Vingadores: Guerras Secretas’. Analisamos por que o Deus do Trovão pode se tornar a ponte narrativa entre o universo atual e o que vem depois — e o que isso significa para ‘Thor 5’.
Chris Hemsworth interpretando Thor pela décima vez. Ou décima primeira. Ou décima segunda. A matemática importa menos que o fato surpreendente: quinze anos depois de estrear no UCM, o Deus do Trovão pode ser o único herói original com estrada pela frente. Em entrevista recente, o ator sugeriu que o futuro do Thor no UCM inclui “mais algumas aparições” após ‘Vingadores: Doutor Destino’ — o que muda completamente as apostas para o fechamento da Saga do Multiverso.
É um cenário quase impensável em 2011, quando o primeiro ‘Thor’ estreou com aquela mistura de Shakespeare espacial e humor forçado. Naquela época, o personagem parecia o mais descartável dos Vingadores originais. Hoje, ele pode ser o único ainda de pé depois que a poeira de ‘Vingadores: Guerras Secretas’ baixar.
Por que a sobrevivência de Thor muda as apostas da Saga do Multiverso
Hemsworth disse explicitamente que conversou com Kevin Feige sobre o que vem depois. “Vamos fazer algo bem único novamente”, afirmou. Isso não é linguagem de despedida — é linguagem de planejamento. E planejamento, no UCM pós-Fase Quatro, é moeda rara.
Aqui está o ponto que muitos estão ignorando: se Thor sobrevive a Doutor Destino e Guerras Secretas, ele se torna uma ponte narrativa entre o UCM que conhecemos e o que quer que venha depois. É o equivalente cinematográfico de manter uma peça do tabuleiro enquanto o resto é reorganizado. Funcionalmente, Thor seria o “ancião” do novo universo — alguém que viu tudo, perdeu tudo, e ainda assim continua.
Há uma ironia poética nisso. O personagem que começou como um príncipe arrogante e imaturo pode terminar como o veterano cansado mas resiliente de um universo reiniciado. É uma jornada que nenhum outro herói da primeira geração terá oportunidade de fazer.
O legado de ‘Thor: Amor e Trovão’ e o caminho para ‘Thor 5’
Não dá para ignorar o elefante na sala. ‘Thor: Amor e Trovão’ dividiu o público de forma brutal — e sendo honesto, os problemas do filme eram estruturais, não de execução. Taika Waititi tentou replicar o humor de ‘Ragnarok’ sem perceber que aquele filme funcionava porque equilibrava comédia com perdas genuínas. Em ‘Amor e Trovão’, a piada constante minou qualquer peso emocional que a história de Jane Foster poderia ter tido.
Mas aqui está onde a expertise de Hemsworth como ator salva o personagem: ele entende Thor melhor que qualquer roteirista. As entrevistas recentes mostram um ator que sabe exatamente o que funcionou e o que falhou. Quando ele fala em “reinventar o personagem novamente”, não está falando em mudar visual ou tom por mudar — está falando em encontrar uma nova camada psicológica que justifique a existência contínua do herói.
O Thor pós-Guerras Secretas seria necessariamente diferente. Um Deus que sobreviveu ao fim de um universo carrega um peso existencial que nenhuma piada pode aliviar. É a oportunidade de fazer o que ‘Amor e Trovão’ prometeu mas não entregou: um Thor verdadeiramente maduro, confrontado com questões que vão além de “quem eu posso bater agora”.
Tramas possíveis: Hercules, Valhalla e o Thor Corps
O material de referência menciona Thor Corps, Hercules, Dario Agger, Cul Borson, King Thor. São todos caminhos viáveis para ‘Thor 5’, mas o mais interessante é o que não está sendo dito explicitamente: Thor como mentor.
Imagine um UCM reiniciado onde Thor é o elo com o passado. O personagem que pode dizer “eu estava lá quando tudo isso começou” — e quando tudo acabou. Não como um Nick Fury manipulador, mas como alguém que genuinamente carrega a memória de um universo que não existe mais. É um tipo de personagem que o UCM nunca teve: o sobrevivente traumatizado mas funcional.
A menção a Valhalla e Jane Foster é particularmente promissora. ‘Amor e Trovão’ estabeleceu que Jane morreu e foi para Valhalla — um detalhe que parecia fechamento emocional, mas pode ser setup para algo maior. Um filme que envolvesse resgatar Jane do pós-vida seria uma história sobre recusar a morte, sobre não aceitar perdas. Tematicamente, é o oposto de ‘Ragnarok’ — e talvez seja isso que o personagem precise.
Hercules, introduzido na cena pós-créditos de ‘Amor e Trovão’, oferece outra via: o confronto entre panteões. Brett Goldstein foi uma escolha de casting interessante — um ator de comédia que pode entregar ameaça física. Uma trama Thor vs. Hércules seria espetacular, mas o mais interessante seria o que vem depois: dois semideuses reconhecendo que têm mais em comum entre si do que com os mortais que protegem.
O que as declarações de Hemsworth realmente revelam
Releia as falas do ator com atenção. Ele não diz “espero continuar”. Ele diz “vou interpretar Thor mais algumas vezes”. A diferença é crucial. Uma é desejo; a outra é contrato verbalizado.
Claro, atores mentem para proteger spoilers. Mas a conversa com Feige sobre ideias “únicas” sugere planejamento ativo, não especulação. Marvel Studios não desperdiça tempo discutindo projetos que não vão acontecer — especialmente não com atores que estão há quinze anos na casa.
Há também o fator comercial. Thor é uma das poucas propriedades do UCM que ainda tem reconhecimento global garantido. Com Tony Stark e Steve Rogers fora, com a Viúva Negra encerrada, com o Doutor Estranho em posição incerta, Thor representa continuidade de marca. A Marvel sabe que recastear o personagem agora seria um risco desnecessário.
Thor como âncora do novo UCM
Em um universo cinematográfico obcecado por reinícios e resets, ter um personagem que atravessa tudo é âncora narrativa. Thor funciona como o elemento estável em meio ao caos multiversal. É o tipo de presença que permite ao público se orientar mesmo quando a realidade está desmoronando.
Não é coincidência que Hemsworth seja apontado como segundo protagonista de ‘Doutor Destino’. Thor terá papel central no fim desta saga — e aparentemente, no início da próxima. É uma posição que nenhum outro herói original ocupa mais.
O futuro do Thor no UCM pode incluir coroa, martelo novo, resgate de amores perdidos, batalhas contra deuses rivais. Mas o mais importante é o que ele representa: a prova de que o UCM pode evoluir sem descartar tudo que construiu. Thor é a memória viva de quinze anos de cinema — e isso, em 2026, vale mais que qualquer arma ou poder.
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Perguntas Frequentes sobre o futuro do Thor no UCM
Chris Hemsworth vai continuar como Thor após Vingadores?
Sim, segundo declarações recentes do próprio ator. Hemsworth afirmou que conversou com Kevin Feige sobre “fazer algo único novamente” e que interpretará Thor “mais algumas vezes” após ‘Vingadores: Doutor Destino’ e ‘Vingadores: Guerras Secretas’.
Thor vai morrer em Vingadores: Doutor Destino?
Não há confirmação oficial, mas as declarações de Hemsworth sugerem que não. O ator mencionou planos futuros para o personagem, o que indica que Thor deve sobreviver à Saga do Multiverso.
Quando sai Thor 5?
A Marvel ainda não anunciou data oficial para ‘Thor 5’. Considerando o calendário do UCM, o mais provável é que o filme seja anunciado para após ‘Vingadores: Guerras Secretas’, em 2027 ou 2028.
Quem pode ser o vilão de Thor 5?
Hercules é o candidato mais provável, introduzido na cena pós-créditos de ‘Thor: Amor e Trovão’. Outras possibilidades incluem Dario Agger (Minotauro), Cul Borson (Serpente), ou ameaças cósmicas conectadas ao reinicio do universo pós-Guerras Secretas.
Thor é o único Vingador original que continua no UCM?
Se confirmada a continuidade, Thor será o único Vingador original da fase inicial (2012) ainda ativo. Tony Stark e Viúva Negra morreram em ‘Endgame’, Steve Rogers se aposentou. Hulk e Gavião Arqueiro têm status incerto para o futuro do UCM.

