‘One Piece’: lista de fillers que você pode pular (e um que vale a pena assistir)

One Piece tem 94 episódios filler, mas nem todos são perda de tempo. Listamos quais arcos ignorar na maratona e explicamos por que o G-8 Arc (episódios 196-206) é a exceção aclamada que vale cada minuto.

Se você está tentando maratonar One Piece, filler é provavelmente a última coisa que quer ver. Com mais de 1000 episódios, a série já é uma maratona suficiente sem precisar perder tempo com histórias que não existem no mangá. Mas aqui está a reviravolta: existe um arco filler tão bem construído que fãs veteranos fazem questão de recomendar. E não é exagero — esse arco específico rivaliza com momentos canônicos em qualidade.

Antes de entrarmos na lista, vale contextualizar. One Piece tem aproximadamente 8% de episódios filler — cerca de 94 episódios de mais de 1155. Parece muito? Para comparação, Naruto Shippuden tem 41% de filler. Dragon Ball Z tem 13%. O time da Toei Animation encontrou um equilíbrio melhor que a maioria: em vez de encher a série com arcos paralelos desconectados, eles preferiram alongar cenas canbeônicas com pequenos momentos extras. Isso preserva a narrativa original, mesmo que às vezes teste a paciência do espectador com reactions prolongados e flashbacks desnecessários.

Por que a maioria dos fillers de One Piece decepciona

Por que a maioria dos fillers de One Piece decepciona

O problema estrutural de fillers em anime de longa duração é simples: eles precisam manter o status quo. Nada de desenvolvimento de personagem que afete o mangá. Nada de revelações que mudem a mitologia. O resultado? Histórias que existem em vácuo narrativo — você sabe que nada daquilo importa.

O arco Warship Island (episódios 54-60) é o exemplo perfeito desse problema. Ele atrasa a entrada dos Chapéus de Palha na Grand Line — momento que todos estavam esperando — e ainda comete o pecado de introduzir dragões na série. Anos depois, quando dragões seriam formalmente integrados ao cânone como criaturas míticas, o arco ficou contraditório com a mitologia estabelecida. É o tipo de escolha que envelhece mal.

A mesma lógica se aplica a arcos como Silver Mine (747-750) e Cidre Guild (895-896). Ambos interrompem momentos críticos da narrativa para entregar ação genérica sem consequências. O Cidre Guild, especificamente, aparece logo no início do arco Wano — um dos momentos mais aguardados da série inteira — para entregar um especial promocional para o filme ‘Stampede’. Não é difícil entender por que fãs pulam sem peso na consciência.

Lista de fillers que você pode pular sem culpa

Vamos ser diretos: a maioria dos fillers de One Piece não adiciona nada relevante à experiência. Se sua prioridade é eficiência, aqui estão os principais blocos que você pode ignorar:

  • Warship Island Arc (54-60) — O primeiro filler da série, e um dos mais problemáticos. Contradições com o cânone e ritmo arrastado.
  • Post-Alabasta Arc (131-135) — Episódios soltos que não impactam nada. Pode pular.
  • Goat Island Arc (136-138) — Esquecível. Literalmente ninguém lembra disso sem consultar.
  • Ruluka Island Arc (139-143) — Mais do mesmo. História isolada sem consequências.
  • Ocean’s Dream Arc (220-224) — Baseado em um jogo de tabuleiro. Sim, sério.
  • Foxy’s Return Arc (225-226) — Traz de volta um personagem divisivo para mais Davy Back Fight. Foxy é canônico, mas esse retorno específico é filler puro.
  • Spa Island Arc (382-384) — Outro retorno desnecessário de Foxy. Se você pulou o anterior, pule este também.
  • Little East Blue Arc (426-429) — Promoção para o filme ‘Strong World’. Se você não tem interesse nos filmes, pode ignorar.
  • Caesar Retrieval Arc (626-628) — Preenchimento entre arcos principais. Sem impacto.
  • Marine Rookie Arc (780-782) — Mais do mesmo. Ação genérica sem consequências.

Os episódios crossover com Toriko (492, 590) e os especiais de aniversário (907) são curiosidades para fãs hardcore. Se você quer seguir a história principal, não perde nada pulando.

G-8 Arc: o filler que deveria ser canônico

Agora vamos falar da exceção que valida a regra. O arco G-8 (episódios 196-206) é, por margem considerável, o melhor filler já produzido para One Piece. E não é opinião isolada — é consenso entre fãs que maratonaram a série completa.

O contexto ajuda a entender por que funciona tão bem: esse arco chega logo após Skypiea, quando os Chapéus de Palha caem do céu diretamente no meio de uma base marinha fortificada. O Going Merry está danificado. A tripulação está separada. E agora eles precisam escapar de uma fortaleza militar cercada de fuzileiros navais — sem poder contar com a força bruta de Luffy, que está preso e disfarçado.

O que eleva esse arco acima de qualquer outro filler é simples: ele usa as características estabelecidas dos personagens de forma inteligente, em vez de reduzi-los a versões genéricas de si mesmos. Sanji cozinha para infiltrar. Robin usa suas habilidades de espionagem. Usopp mente — e suas mentiras têm consequências reais para a trama. Chopper precisa improvisar como médico da base. Cada membro da tripulação tem momentos que respeitam quem eles são.

Reassisti recentemente, e o que impressiona é o ritmo. Não há aquele momento típico de filler onde você percebe que estão enrolando para ganhar tempo. Cada episódio avança a trama de fugir da base enquanto apresenta um elenco de antagonistas carismáticos. O Comandante Jonathan, especificamente, é um vilão de filler mais memorável que vários vilões canônicos de outras séries — um estrategista que perde para os Chapéus de Palha não por incompetência, mas porque subestimou o caos que Luffy gera.

Existe até um episódio dentro do arco — o 202 — frequentemente citado como um dos melhores episódios standalone de toda a série. É uma história de investigação dentro da base que funciona como thriller de humor negro, com direito a falso clímax e reviravolta genuína.

O futuro dos fillers após a mudança de formato

Com One Piece mudando para um formato sazonal (em vez de episódios semanais contínuos), fillers podem se tornar coisa do passado. A adaptação do mangá de Eiichiro Oda agora tem flexibilidade para pausar entre temporadas em vez de encher com conteúdo original para manter o ritmo de produção.

Isso é bom para novos espectadores. Significa que a barreira de entrada — já alta com mais de 1000 episódios — não vai crescer com material descartável. Mas também significa que provavelmente nunca teremos outro G-8 Arc. Foi um momento único onde o time de produção teve liberdade criativa e entregou algo que rivaliza com o material canônico em qualidade.

Então aqui está a recomendação final: se você está maratonando One Piece e quer eficiência, pule a lista de fillers acima sem culpa. Mas quando chegar nos episódios 196-206, pare. Dê uma chance ao G-8 Arc. É a prova de que filler não precisa ser sinônimo de perda de tempo — só precisa de roteiristas que respeitem o material e os personagens.

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Perguntas Frequentes sobre One Piece Filler

Quantos episódios filler tem One Piece?

One Piece tem aproximadamente 94 episódios filler de um total de mais de 1155, representando cerca de 8% da série. É uma proporção baixa comparada a Naruto Shippuden (41%) e Dragon Ball Z (13%).

Qual o melhor arco filler de One Piece?

O G-8 Arc (episódios 196-206) é unanimemente considerado o melhor filler de One Piece. Possui roteiro bem construído, uso inteligente das habilidades dos personagens e vilões carismáticos — qualidade que rivaliza com arcos canônicos.

Preciso assistir os fillers de One Piece?

Não. A maioria dos fillers pode ser pulada sem perder nada da história principal. A única exceção recomendada é o G-8 Arc (196-206), que é opcional mas oferece qualidade comparável ao material canônico.

One Piece ainda vai ter episódios filler?

Provavelmente não. Com a mudança para formato sazonal, a adaptação agora pode pausar entre temporadas em vez de produzir conteúdo filler para preencher lacunas de produção.

O G-8 Arc é canônico?

Não, o G-8 Arc é filler — não aparece no mangá de Eiichiro Oda. Porém, é tão bem recebido pelos fãs que muitos o consideram “headcanon”, integrando-o à sua experiência pessoal com a série.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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