‘The Madison’: veterano de 7 produções de Taylor Sheridan fala sobre possível papel

O possível nome de James Jordan no The Madison elenco diz menos sobre “surpresa” e mais sobre o método de Taylor Sheridan: uma troupe recorrente usada como ferramenta narrativa. Analisamos a pista do “não posso confirmar nem negar” e o timing de filmagens que torna a hipótese plausível.

Quando se fala em The Madison elenco, a primeira associação imediata é o casal de peso formado por Kurt Russell e Michelle Pfeiffer. Mas há uma figura menos óbvia — e, para quem acompanha o “Sheridanverso”, quase inevitável — orbitando essa produção: James Jordan. Veterano de múltiplas séries e filmes de Taylor Sheridan, o ator comentou sobre uma possível participação em The Madison e, sem dizer “sim” ou “não”, fez o que esse tipo de entrevista costuma fazer de melhor: acendeu a suspeita com linguagem de protocolo.

Em conversa com o ScreenRant durante a divulgação do finale da segunda temporada de Landman, Jordan respondeu com um “não posso confirmar nem negar”, rindo, sem entregar nada além do que a frase já carrega: se existe algo, ainda está sob embargo; se não existe, a porta continua aberta. O ponto aqui não é o suspense em si — é o histórico. Quando um ator vira presença recorrente em sete produções de um mesmo criador, qualquer hesitação pública deixa de parecer indecisão e passa a soar como procedimento.

Por que James Jordan virou um termômetro do “universo Sheridan”

Por que James Jordan virou um termômetro do “universo Sheridan”

Jordan não é apenas um coadjuvante recorrente: ele funciona como indicador de continuidade. A parceria com Sheridan começou em 2017, no thriller Terra Selvagem, e seguiu com uma sequência de trabalhos que cobre praticamente todos os “braços” do império televisivo do criador: Yellowstone (como o xerife Steve Hendon, retirado da narrativa sem alarde após a terceira temporada), 1883, O Dono de Kingstown, Lioness e Landman. No cinema, houve também Aqueles Que Me Desejam a Morte, com Angelina Jolie.

O que torna esse currículo relevante para The Madison não é apenas a quantidade de vezes em que Jordan reaparece, mas o modo como ele descreve o convite. Em entrevistas, o ator já contou que aceitou projetos como Lioness e Landman sem nem saber exatamente qual personagem faria ou para onde a história iria. “Ele apenas disse: ‘Ei, o que você acha?’ E eu respondi: ‘Sim, senhor. Só me diga quando e onde estarei lá’.” Isso é mais do que elogio: é um retrato de um método de trabalho em que Sheridan confia em um elenco “de prontidão” para preencher funções dramáticas específicas — e não apenas para repetir uma fórmula.

O detalhe de agenda que faz a hipótese parecer plausível

Existe um argumento objetivo (ainda que não conclusivo) que ajuda a sustentar a especulação: cronograma. The Madison teria sido filmada entre agosto e dezembro de 2024, e esse período se encaixa com uma janela em que Jordan estaria, em tese, livre de outros sets do mesmo ecossistema. A segunda temporada de Lioness encerrou filmagens em agosto de 2024, enquanto Landman só retomaria gravações em abril de 2025. Entre um e outro, sobra o tipo de intervalo perfeito para uma participação — especialmente se for um arco curto, recorrência pequena ou uma aparição pontual planejada para “surpresa”.

Isso não prova nada, claro. Mas o raciocínio importa porque é assim que o elenco de séries desse porte costuma ser montado: por encaixe de calendário, por disponibilidade de locação e por compromissos de exclusividade. Quando o ator é “da casa”, o encaixe tende a ser mais simples — e, portanto, mais provável.

O que o histórico de ausências diz (e por que isso é importante)

O que o histórico de ausências diz (e por que isso é importante)

Um detalhe ajuda a não transformar “ator recorrente” em “ator obrigatório”. Jordan, apesar da frequência, não apareceu em tudo que Sheridan assinou. 1923, por exemplo, passou sem ele; e há spin-offs em desenvolvimento — como Marshals e The Dutton Ranch — que ainda não têm qualquer indício de participação. Até as primeiras temporadas de Tulsa King seguiram sem o seu nome associado. Isso sugere um critério menos automático do que parece: Sheridan não escala Jordan por inércia; escala quando encontra uma função dramática específica que combina com o registro dele.

Para quem busca sinais sobre The Madison elenco, esse ponto é crucial: a presença constante cria expectativa, mas a ausência não seria “traição” nem quebra de padrão — seria apenas confirmação de que a recorrência dele é escolha, não regra.

Que tipo de personagem Jordan poderia fazer em ‘The Madison’

Pelo que se sabe da premissa, The Madison acompanha a família Clyburn, que deixa Nova York e vai para o interior do Montana depois de uma tragédia. É uma configuração com vocação para drama íntimo — menos “guerra de território” e mais luto, deslocamento cultural e reconstrução familiar. Isso, por si só, abre espaço para um Jordan diferente do que o público costuma ver em Sheridan.

Até aqui, o ator foi frequentemente associado a figuras de autoridade e trabalho físico: o xerife em Yellowstone, operativos em Lioness, homens de campo e do petróleo em Landman. Em The Madison, ele poderia encaixar como:

  • um vizinho local que funciona como ponte (ou choque) entre a família recém-chegada e a comunidade;
  • um agente de ordem (polícia/autoridade local), mas com um conflito moral mais doméstico do que institucional;
  • um antagonista “pé no chão”, menos vilão e mais obstáculo humano — alguém que pressiona a família num momento de fragilidade;
  • um aliado emocional, o tipo de personagem que Sheridan às vezes usa para externalizar códigos do lugar (Montana) sem virar aula expositiva.

Se a série realmente buscar outro tom, Jordan pode ser útil justamente por carregar o “selo Sheridan” e, ao mesmo tempo, permitir uma variação de registro: um papel com menos dureza performática e mais ambivalência — sem perder a credibilidade de quem parece “pertencer” ao ambiente.

A “troupe” de Sheridan: por que continuidade vira ferramenta narrativa

A “troupe” de Sheridan: por que continuidade vira ferramenta narrativa

Elencos recorrentes sempre existiram — Scorsese/De Niro, Burton/Depp, Wes Anderson e sua companhia fixa —, mas Sheridan aplicou essa lógica em televisão com intensidade rara. Num cenário em que séries são canceladas rapidamente e contratos mudam conforme as plataformas, criar uma “troupe” vira uma forma de padronizar tom, acelerar produção e manter identidade autoral entre projetos diferentes.

Jordan, quando fala da relação com Sheridan como algo de confiança imediata, também revela um bastidor importante: o método depende de pessoas dispostas a entrar no trem em movimento. Esse tipo de continuidade beneficia o espectador atento, porque cria uma espécie de linguagem interna: certos atores sinalizam textura, ambiente e até expectativa de conflito — mesmo quando interpretam personagens novos.

O veredito: James Jordan está no elenco de ‘The Madison’?

A resposta editorialmente honesta é: não dá para afirmar com base no que existe publicamente. O “não posso confirmar nem negar” mantém o assunto vivo, a janela de filmagem torna a hipótese plausível, e a lealdade declarada de Jordan a Sheridan explica por que ele toparia sem hesitar. Por outro lado, a ausência do nome dele entre os anúncios iniciais de elenco — que já incluem Patrick J. Adams, Matthew Fox e Will Arnett — sugere que, se ele estiver, pode ser uma participação menor, recorrência discreta ou um papel guardado para revelação mais tarde.

No fim, a curiosidade vale menos como fofoca e mais como leitura de método. The Madison elenco não é só “quem está na série”; é um mapa de relações profissionais que Sheridan consolidou em uma década. Se Jordan aparecer, é continuidade orgânica. Se não aparecer, a ausência vira notícia justamente por ser exceção em uma colaboração que já parece automática — mas nunca foi.

The Madison estreia em 14 de março no Paramount+. Até lá, o mistério segue no lugar exato onde a indústria gosta de deixá-lo: na fronteira entre embargo e estratégia.

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Perguntas Frequentes sobre ‘The Madison’ (elenco e estreia)

James Jordan está confirmado no elenco de ‘The Madison’?

Não. Até o momento, James Jordan não foi anunciado oficialmente no elenco de ‘The Madison’; ele apenas comentou que “não pode confirmar nem negar” uma participação.

Quem são os nomes já anunciados no elenco de ‘The Madison’?

Além de Kurt Russell e Michelle Pfeiffer, anúncios iniciais de elenco citam Patrick J. Adams, Matthew Fox e Will Arnett. Novos nomes podem ser revelados perto da estreia.

Quando ‘The Madison’ estreia e onde assistir?

‘The Madison’ estreia em 14 de março no Paramount+.

‘The Madison’ é spin-off de ‘Yellowstone’?

Sim. ‘The Madison’ é tratado como parte do universo de ‘Yellowstone’, com uma nova família e foco dramático próprio, mas conectado ao ecossistema criado por Taylor Sheridan.

Preciso assistir ‘Yellowstone’ para entender ‘The Madison’?

Em princípio, não. A proposta é funcionar como uma porta de entrada no “Sheridanverso”, com personagens e conflito principais novos; referências ao universo podem existir, mas a trama deve se sustentar sozinha.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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