Jess Bush adianta que as temporadas 4 e 5 de Strange New Worlds trarão os momentos mais dramáticos de Nurse Chapel. Analisamos o contraste entre os bastidores leves dos experimentos musicais e o desafio emocional que a atriz enfrentou nos episódios finais da série.
Quando uma atriz afirma que seus melhores momentos ainda estão por vir depois de três temporadas no ar, a declaração merece atenção. Jess Bush, intérprete de Nurse Chapel em Star Trek: Strange New Worlds, garante que as temporadas 4 e 5 farão a enfermeira Christine Chapel finalmente ganhar o protagonismo dramático que sua jornada sempre exigiu.
Durante sua participação no Farpoint 2026, evento de fãs realizado em fevereiro, Bush deixou escapar detalhes raros sobre o futuro da série. Enquanto a terceira temporada consolidou Chapel como uma das personagens mais bem desenvolvidas da nova geração Trek — com experimentos formais ousados como o episódio musical —, a atriz australiana adianta que a profundidade emocional ainda está por chegar.
Por que as temporadas finais trarão os “episódios mais desafiadores” de Chapel
Bush foi direta ao responder sobre seus momentos favoritos como a enfermeira da Enterprise. “Em termos da experiência pessoal e da história da Nurse Chapel, há dois episódios que estão por vir e que vocês ainda não viram”, revelou a atriz. “Um na temporada 4 e outro na temporada 5 que foram tão comoventes e tão profundos para ela. E desafiadores para mim de uma maneira muito boa.”
A afirmação ganha peso quando analisamos o contexto de produção. Strange New Worlds foi renovada para uma quinta e última temporada de seis episódios, mas os showrunners Akiva Goldsman e Henry Alonso Myers produziram a quarta temporada — com dez episódios — assumindo que seria o encerramento definitivo. Essa pressão de despedida, paradoxalmente, liberou os roteiristas para explorar arcos emocionais sem reservas para o futuro.
O resultado, segundo os próprios showrunners em entrevistas recentes, é que a quarta temporada é a “mais forte” de toda a série. Para Chapel, isso significa material dramático que Bush considera o ápice de sua jornada na Enterprise. Quando a Paramount+ ordenou os episódios finais da quinta temporada, a atriz recebeu uma segunda “saída poderosa” para a personagem, selando um arco que começou como coadjuvante médica e caminha para um desfecho ainda envolto em mistério — tragédia ou redenção, ainda não sabemos.
O contraste entre os bastidores leves e o drama que vem aí
O que torna a declaração de Bush particularmente instigante é justapô-la ao que já vimos. A terceira temporada marcou a franquia com dois experimentos formais audaciosos: Subspace Rhapsody (o episódio musical) e Four-and-a-Half Vulcans (a comédia vulcana).
Bush demonstra carinho por esses momentos, mas descreve-os com a nostalgia de quem já superou a fase. “O musical foi incrível, tão divertido e muito trabalho”, recordou, antes de explodir em risos ao mencionar a comédia. “Four-and-a-Half Vulcans. Meu Deus! Estou explodindo em risos só de pensar. Foram as duas semanas mais divertidas. A parte mais difícil era não quebrar a cena a cada take.”
A atriz destacou especificamente a diretora Jordan Canning, com quem desenvolveu amizade, chamando-a de “diretora de comédia mais talentosa e mais divertida para trabalhar”. Esses depoimentos de bastidores — a dificuldade de manter a compostura durante as gravações, a dinâmica entre elenco — servem como prova tangível de que Bush viveu intensamente cada fase da personagem.
Mas há uma diferença crucial entre “diversão no set” e “desafio artístico”. Enquanto os experimentos musicais e cômicos exigiam precisão técnica e timing cênico, os episódios dramáticos das temporadas 4 e 5 parecem demandar escavação emocional. Bush não recorre a adjetivos genéricos; ela especifica que foram “desafiadores” e “profundos”, sugerindo cenas que exigiram vulnerabilidade real, não apenas performance técnica.
O que esperar do futuro de Chapel na Enterprise
A produção da quarta temporada foi concluída em 2025, com estreia prevista para este ano na Paramount+. A quinta temporada, filmada até pouco antes do Natal de 2025, chegará provavelmente em 2027, encerrando definitivamente a jornada da Enterprise sob o comando de Christopher Pike.
Para fãs de longa data de Star Trek, a evolução de Chapel é particularmente significativa. Na série original dos anos 60, interpretada por Majel Barrett, a personagem era frequentemente reduzida a interesses românticos secundários. A reimaginação de Strange New Worlds já deu a Bush material mais substancial, mas a promessa de episódios “profundos” nas temporadas finais sugere que a série pretende dar a Chapel um desfecho digno de sua dedicação médica à tripulação.
Se Bush considera esses episódios vindouros superiores até mesmo à experiência única de filmar um musical completo — algo que poucos atores de Trek experimentaram —, devemos preparar para momentos que redefinam o alcance emocional da série. A enfermeira Chapel está pronta para deixar de ser apenas quem cuida dos feridos e tornar-se quem carrega as feridas mais difíceis da nave.
O que exatamente torna esses episódios tão “profundos” a ponto de superar o experimentalismo já visto? A resposta virá quando as temporadas 4 e 5 finalmente estrearem — e pela primeira vez, a expectativa não recai sobre efeitos especiais ou referências nostálgicas, mas sobre o drama humano de uma enfermeira no espaço.
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Perguntas Frequentes sobre Jess Bush e Nurse Chapel
Quando estreia a temporada 4 de Star Trek: Strange New Worlds?
A quarta temporada tem estreia prevista para 2026 na Paramount+. A produção foi concluída em 2025, com dez episódios — originalmente pensados como o encerramento da série.
Quantos episódios terá a temporada 5 de Strange New Worlds?
A quinta e última temporada terá seis episódios. As filmagens foram finalizadas em dezembro de 2025, com estreia prevista para 2027.
O que Jess Bush revelou sobre os episódios futuros de Chapel?
Em entrevista no Farpoint 2026, Bush afirmou que há dois episódios específicos — um na temporada 4 e outro na 5 — que foram os “mais profundos” e “desafiadores” de sua jornada como a personagem, superando até a experiência de gravar o episódio musical.
Quem dirigiu o episódio musical de Strange New Worlds?
O episódio musical Subspace Rhapsody foi dirigido por Jordan Canning, que também dirigiu o episódio cômico Four-and-a-Half Vulcans. Jess Bush descreveu Canning como uma “diretora de comédia mais talentosa e divertida para trabalhar”.
Como a Nurse Chapel de Jess Bush difere da original interpretada por Majel Barrett?
Na série original dos anos 60, Chapel (Majel Barrett) era frequentemente reduzida a interesses românticos secundários. Na reimaginação de Strange New Worlds, Jess Bush interpreta uma Chapel com arco próprio, desenvolvimento médico destacado e, segundo a atriz, momentos dramáticos profundos nas temporadas finais que devem redefinir a personagem.

