‘Vingadores: Doutor Destino’ e a chance de mostrar o reencontro que ‘Ultimato’ nos deve

O retorno de Chris Evans em ‘Vingadores: Doutor Destino’ é a oportunidade perfeita para a Marvel mostrar o encontro entre Steve Rogers e o Caveira Vermelha em Vormir, uma lacuna deixada por ‘Ultimato’ que pode definir o peso emocional da Fase 6.

Existe um ‘buraco negro’ narrativo em ‘Vingadores: Ultimato’ que, por anos, foi preenchido apenas por teorias de fãs e artes conceituais. No momento em que Steve Rogers entra na plataforma quântica para devolver as Joias do Infinito, ele sela seu destino, mas abre uma lacuna monumental: o reencontro com seu primeiro e maior nêmesis, o Caveira Vermelha, em Vormir. Com o anúncio de ‘Vingadores: Doutor Destino’ (Avengers: Doomsday) e o retorno confirmado de Chris Evans, a Marvel tem a oportunidade de ouro para finalmente entregar o acerto de contas que nos deve desde 2019.

O silêncio de Vormir: Onde ‘Ultimato’ nos deixou querendo mais

O silêncio de Vormir: Onde 'Ultimato' nos deixou querendo mais

A decisão dos irmãos Russo de omitir a jornada de devolução das joias foi puramente logística. Em um filme de três horas, focar no ‘trabalho de zeladoria’ cósmica de Steve poderia quebrar o ritmo do funeral de Tony Stark. No entanto, do ponto de vista de desenvolvimento de personagem, o encontro em Vormir é inegociável. Pense na ironia trágica: o homem que sacrificou sua vida em 1945 para impedir que a Hydra usasse o Tesseract encontra, décadas depois, o autor de sua desgraça transformado em um espectro condenado a guardar a Joia da Alma.

Não ver a reação de Steve ao descobrir que Johann Schmidt não apenas sobreviveu, mas se tornou o guardião do sacrifício de Natasha Romanoff, foi um desperdício de peso dramático. Ross Marquand, que assumiu o papel com uma performance etérea e assustadora, entregou um Caveira que não é mais um vilão de quadrinhos, mas uma entidade filosófica. O contraste entre o otimismo incorruptível de Rogers e o niilismo cósmico de Schmidt é o tipo de cinema que o MCU atual precisa resgatar.

Como ‘Vingadores: Doutor Destino’ pode preencher essa lacuna

Com Robert Downey Jr. assumindo o manto de Victor Von Doom, o foco da Fase 6 parece ser o multiverso e o legado. Se ‘Doutor Destino’ pretende usar o Steve Rogers de Chris Evans — seja ele o Capitão que voltou no tempo ou uma variante — o filme precisa de uma âncora emocional que justifique sua volta. Flashbacks da missão de devolução das joias não seriam apenas fan service; seriam fundamentais para estabelecer o estado mental de Steve antes de sua aposentadoria com Peggy Carter.

Uma sequência em Vormir permitiria que Steve processasse o luto por Natasha diante de seu antigo inimigo. É o fechamento de um ciclo que começou em ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’. Além disso, a presença de Schmidt em Vormir oferece uma vantagem tática para o Doutor Destino. Como guardião do conhecimento cósmico, o Caveira Vermelha possui informações sobre as entidades fundamentais do universo que Doom certamente cobiçaria.

A conexão Doom-Schmidt: Uma aliança profana?

A conexão Doom-Schmidt: Uma aliança profana?

Nos quadrinhos, a relação entre o Doutor Destino e o Caveira Vermelha é pautada por um desprezo mútuo: Doom se vê como um soberano legítimo, enquanto enxerga Schmidt como um carniceiro ideológico. Trazer o Caveira de volta ao tabuleiro principal através de Doom criaria uma dinâmica fascinante. Imagine Doom libertando Schmidt de sua maldição em Vormir para usá-lo como um ‘bússola’ multiversal.

Isso forçaria Steve Rogers a enfrentar seu passado não como uma memória, mas como uma ameaça ativa e renovada. O reencontro que ‘Ultimato’ nos ‘deve’ ganharia contornos muito mais perigosos se o Caveira Vermelha deixasse de ser um fantasma em um planeta isolado para se tornar um conselheiro (ou vítima) de Victor Von Doom.

Por que a Marvel precisa desse reencontro agora

O MCU pós-Saga do Infinito tem lutado para manter a relevância emocional. O retorno de Chris Evans corre o risco de parecer desesperado se não trouxer algo novo para a mesa. Mostrar o confronto em Vormir — o diálogo entre o herói que deu tudo e o vilão que perdeu a alma — daria a ‘Vingadores: Doutor Destino’ uma gravidade que filmes recentes como ‘The Marvels’ ou ‘Quantumania’ não conseguiram alcançar.

Não se trata apenas de ver dois personagens icônicos na mesma tela, mas de validar a continuidade que tornou a Marvel um fenômeno. Se Steve Rogers vai empunhar o escudo (ou o Mjölnir) mais uma vez, que seja para encerrar os capítulos que ficaram abertos nas cinzas de Vormir.

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Perguntas Frequentes sobre Steve Rogers em Vingadores: Doutor Destino

Chris Evans está confirmado em ‘Vingadores: Doutor Destino’?

Embora a Marvel mantenha detalhes em sigilo, fontes da indústria e o anúncio da Fase 6 indicam fortemente o retorno de Evans como Steve Rogers, possivelmente em uma versão variante ou preenchendo lacunas de ‘Ultimato’.

Steve Rogers encontrou o Caveira Vermelha em ‘Ultimato’?

Sim, canonicamente Steve Rogers encontrou o Caveira Vermelha ao devolver a Joia da Alma em Vormir. No entanto, essa cena aconteceu fora de tela, criando uma das maiores curiosidades dos fãs sobre o final do filme.

Quem interpreta o Caveira Vermelha atualmente no MCU?

Ross Marquand assumiu o papel em ‘Guerra Infinita’ e ‘Ultimato’, substituindo Hugo Weaving. Marquand expressou interesse em retornar ao personagem em futuros projetos.

Qual a data de lançamento de ‘Vingadores: Doutor Destino’?

O filme está previsto para estrear nos cinemas em maio de 2026, sendo o primeiro dos dois novos filmes dos Vingadores dirigidos pelos irmãos Russo.

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Lucas Lobinco
Lucas Lobinco
Sou o Lucas, e minha paixão pelo cinema começou com as aventuras épicas e os clássicos de ficção científica que moldaram minha infância. Para mim, cada filme é uma nova oportunidade de explorar mundos e ideias, uma janela para a criatividade humana. Minha jornada não foi nos bastidores da produção, mas sim na arte de desvendar as camadas de uma boa história e compartilhar essa descoberta. Sou movido pela curiosidade de entender o que torna um filme inesquecível, seja a complexidade de um personagem, a inovação visual ou a mensagem atemporal. No Cinepoca, meu foco é trazer uma perspectiva única, mergulhando fundo nos detalhes que fazem um filme valer a pena, e incentivando você a ver a sétima arte com novos olhos.Tenho um apreço especial por filmes de ação e aventura, com suas narrativas grandiosas e sequências de tirar o fôlego. A comédia de humor negro e os thrillers psicológicos também me atraem, pela forma como subvertem expectativas e exploram o lado mais sombrio da psique humana. Além disso, estou sempre atento às novas vozes e tendências que surgem na indústria, buscando os próximos grandes talentos e as histórias que definirão o futuro do cinema.

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