Analisamos como Teyana Taylor desbancou o favoritismo de Ariana Grande na corrida pelo Oscar 2026 de Melhor Atriz Coadjuvante. Entenda por que padrões históricos e a força de ‘Uma Batalha Após a Outra’ colocam Taylor como a favorita absoluta após o Globo de Ouro.
A corrida pelo Oscar 2026 Melhor Atriz Coadjuvante está tomando um rumo que poucos especialistas previram no início do outono. Enquanto Ariana Grande parecia destinada a dominar a narrativa com sua Glinda em ‘Wicked: Parte 2’, foi Teyana Taylor quem emergiu como a força gravitacional desta disputa. Sua vitória no Globo de Ouro não foi apenas um troféu; foi o sinal definitivo de que a indústria comprou sua transição definitiva da música para o primeiro escalão de Hollywood.
O padrão histórico que favorece as estreantes
Existe uma estatística fascinante que define a categoria de Coadjuvante: a Academia raramente premia quem já tem um Oscar aqui. Em quase um século, apenas cinco mulheres — incluindo lendas como Ingrid Bergman e Diane Wiest — conseguiram o feito de vencer um segundo Oscar nesta categoria. Isso cria um campo fértil para ‘revelações’.
Para Teyana Taylor, esse padrão é um vento a favor. Em ‘Uma Batalha Após a Outra’, ela entrega uma performance crua, desprovida de vaidade, que contrasta fortemente com sua persona pública. A Academia tem uma queda histórica por artistas multidisciplinares que provam seu valor dramático em papéis ‘pé no chão’, e Taylor se encaixa perfeitamente nesse arquétipo de vitória.
Teyana Taylor: O momentum do ‘momento certo’
O favoritismo de Taylor não se baseia apenas em estatísticas, mas em impacto emocional. No Globo de Ouro, seu discurso de aceitação — focado em resiliência e na jornada de uma mulher negra na indústria — ressoou profundamente com o bloco de votantes do SAG-AFTRA, que compõe a maior parte da Academia.
Diferente de performances puramente técnicas, o trabalho de Taylor em ‘Uma Batalha Após a Outra’ é carregado de silêncios pesados e uma fisicalidade que lembra o trabalho de Viola Davis em ‘Fences’. Se ela mantiver essa trajetória no Critics’ Choice e no BAFTA, a estatueta de março já terá nome gravado.
Amy Madigan e o desafio do gênero horror
Se Taylor é a narrativa da ‘revelação’, Amy Madigan em ‘A Hora do Mal’ é a narrativa da ‘dívida histórica’. Madigan, uma veterana respeitadíssima, entrega o que muitos críticos chamam de ‘performance de possessão definitiva’. O problema? O Oscar ainda mantém um preconceito velado contra o horror.
Para Madigan vencer, ela precisa quebrar a barreira que impediu nomes como Toni Collette (‘Hereditário’) de sequer serem indicadas. Sua vitória no Critics’ Choice prova que ela tem o apoio da ala intelectual, mas para bater Taylor, ela precisará convencer os votantes mais conservadores de que sua atuação transcende os sustos do gênero.
Ariana Grande: Por que o favoritismo de ‘Wicked’ esfriou?
É raro ver uma favorita absoluta perder tanto terreno em dois meses. Ariana Grande é brilhante em ‘Wicked: Parte 2’, elevando a complexidade de Glinda muito além do que vimos na Parte 1. No entanto, ela enfrenta o ‘estigma do musical’.
Historicamente, a Academia tende a ver performances em grandes blockbusters musicais como extensões do carisma da estrela, e não necessariamente como ‘atuação pura’. Enquanto Taylor e Madigan desaparecem em seus personagens, o público nunca esquece que está vendo Ariana Grande. Em uma disputa tão acirrada, essa percepção de ‘persona vs. personagem’ pode ser o fator decisivo que a manterá apenas como uma indicada de luxo.
Wunmi Mosaku e as candidatas que correm por fora
Não podemos ignorar Wunmi Mosaku em ‘Pecadores’. O filme de Ryan Coogler deve ser um dos líderes de indicações, e o ‘voto de pacote’ — quando votantes premiam várias categorias de um mesmo filme que amam — pode beneficiá-la. Mosaku traz uma gravidade necessária ao épico de Coogler, servindo como a âncora moral da história.
Já Inga Ibsdotter Lilleaas, por ‘Sentimental Value’, representa a cota internacional que se tornou obrigatória no Oscar moderno. Se o filme norueguês ganhar tração na categoria de Melhor Filme, Lilleaas pode ser a ‘surpresa de última hora’ que rouba a vaga de nomes mais estabelecidos como Odessa A’zion.
Veredito: Taylor ainda é a aposta segura
Faltando pouco para o anúncio oficial das indicações em 22 de janeiro, a corrida está desenhada. Teyana Taylor tem o que chamamos de ‘narrativa completa’: aclamação crítica, vitória em precursores e uma história pessoal inspiradora. Em uma categoria que ama coroar novos ícones, 2026 parece ser, irremediavelmente, o ano dela.
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Perguntas Frequentes sobre o Oscar 2026 Melhor Atriz Coadjuvante
Quem é a favorita para o Oscar 2026 de Melhor Atriz Coadjuvante?
Atualmente, Teyana Taylor é a favorita após vencer o Globo de Ouro por sua performance em ‘Uma Batalha Após a Outra’. Amy Madigan corre logo atrás com sua vitória no Critics’ Choice.
Quando serão anunciados os indicados ao Oscar 2026?
As indicações oficiais para todas as categorias do Oscar 2026 serão anunciadas na manhã de 22 de janeiro de 2026.
Ariana Grande pode vencer o Oscar por Wicked: Parte 2?
Embora seja uma forte candidata à indicação, as chances de vitória de Ariana Grande diminuíram frente a performances dramáticas mais pesadas de Teyana Taylor e Amy Madigan.
Uma atriz de filme de terror já venceu o Oscar de Coadjuvante?
Sim, mas é raro. O exemplo mais notável é Ruth Gordon por ‘O Bebê de Rosemary’ (1968). Amy Madigan tenta repetir esse feito em 2026 com ‘A Hora do Mal’.

