O ressurgimento de ‘Smallville’ no Top 10 da Netflix em 2026 prova que o público ainda quer ver o Superman de Tom Welling. Analisamos como o projeto de sequência animada se tornou a prioridade lógica para o selo Elseworlds da DC e por que este é o momento ideal para o retorno da série.
Há um fenômeno curioso acontecendo no catálogo da Netflix em 2026: uma série que terminou há 15 anos está desbancando produções milionárias e originais no Top 10 global. Ver o escudo de ‘Smallville’ novamente em destaque não é apenas um golpe de nostalgia para os millennials; é a validação estatística de um projeto que Tom Welling e Michael Rosenbaum tentam tirar do papel há anos. A demanda por uma ‘Smallville’ continuação deixou de ser um desejo de nicho para se tornar um dado de mercado irrefutável.
A métrica da nostalgia: Por que o Top 10 da Netflix não é apenas sorte
No cenário atual de saturação de super-heróis, o sucesso tardio de ‘Smallville’ revela um cansaço do público com fórmulas genéricas. A série, que pavimentou o caminho para o Arrowverse e para o próprio cinema de heróis moderno, sobreviveu ao tempo por focar no desenvolvimento de personagem antes do espetáculo visual. Quinze anos após o series finale, o público não está apenas revisitando a série; uma nova geração está descobrindo que a dinâmica entre o Clark Kent de Welling e o Lex Luthor de Rosenbaum ainda é o padrão ouro de rivalidades na TV.
Para a DC Studios, esses números significam baixo risco. Diferente de investir em uma IP nova e desconhecida, uma sequência de ‘Smallville’ chega com uma base de fãs engajada e pronta para consumir. O sucesso simultâneo em diversos territórios prova que o apelo da série é universal, transformando a possível continuação em um ativo estratégico para expandir o alcance da marca DC sem depender exclusivamente do universo principal de James Gunn.
O trunfo da animação: Como Welling e Rosenbaum resolveram o problema do tempo
A proposta de uma sequência animada, defendida pela dupla de protagonistas, é a escolha criativa mais inteligente possível. Primeiro, resolve o fator biológico: Tom Welling tem quase 50 anos. Embora ainda mantenha a presença física, a animação permite que Clark Kent seja retratado em seu auge físico como Superman, mantendo a voz icônica que definiu o personagem para uma geração.
Além disso, a animação oferece uma liberdade de escala que o orçamento da CW nunca permitiu. Em ‘Smallville’, víamos apenas vislumbres de grandes batalhas ou da Liga da Justiça (quem não lembra do ‘vôo’ borrado no final da 10ª temporada?). No formato animado, poderíamos finalmente ver o Superman de Welling enfrentando ameaças de nível cósmico com a fluidez técnica de produções como ‘Invincible’.
O encaixe perfeito no selo Elseworlds da DC
Com a reestruturação da DC sob o comando de James Gunn e Peter Safran, o conceito de Elseworlds (Mundos Alternativos) tornou-se a casa perfeita para projetos legados. Assim como o Batman de Robert Pattinson ou o Joker de Joaquin Phoenix, uma ‘Smallville’ continuação não precisaria se preocupar com a cronologia oficial do novo DCU.
Isso remove a maior barreira burocrática para o projeto. A série poderia explorar o futuro de Clark e Lois (Erica Durance) e a ascensão definitiva de Lex Luthor ao poder político sem criar confusão narrativa para o grande público. É a oportunidade de dar aos fãs o ‘Superman em ação’ que a série original, por contrato e orçamento, sempre teve que evitar.
O que a sequência precisa entregar para ser relevante
Não basta apenas voltar; é preciso evoluir. A sequência animada teria a chance de adaptar elementos da ’11ª Temporada’ que saiu em quadrinhos, mas com o peso emocional das vozes originais. O retorno de Michael Rosenbaum é o elemento crítico aqui. A tragédia de sua amizade com Clark é o coração da série, e ver essa rivalidade em um contexto onde ambos são os homens mais poderosos do mundo — um fisicamente, outro politicamente — é o que realmente justifica o revival.
O recado dos fãs na Netflix é claro: a jornada de Clark Kent em Smallville foi apenas o prólogo. O público quer ver o que acontece quando o herói finalmente aceita o seu destino. Com o projeto já em desenvolvimento criativo por Welling e Rosenbaum, a DC Studios tem em mãos a oportunidade de ouro de transformar dados de streaming em um evento cultural de escala global.
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Perguntas Frequentes sobre a continuação de Smallville
Existe uma continuação oficial de Smallville confirmada?
Até o momento, Tom Welling e Michael Rosenbaum estão desenvolvendo ativamente uma série animada que servirá como sequência direta, mas o projeto ainda aguarda o sinal verde definitivo da DC Studios e da Warner Bros.
Onde posso assistir Smallville em 2026?
A série completa está disponível na Netflix em diversos países (incluindo o Brasil) e também faz parte do catálogo permanente da Max (antiga HBO Max).
A sequência de Smallville será em live-action ou animação?
O projeto atual liderado pelos atores originais é para uma série animada. Isso permite manter as vozes originais do elenco enquanto retrata os personagens sem as limitações de envelhecimento dos atores.
O que aconteceu na 11ª temporada de Smallville?
Embora não tenha sido produzida para a TV, ‘Smallville’ teve uma 11ª temporada oficial em formato de história em quadrinhos (HQs), que mostrou Clark já como Superman, a introdução do Batman e da Mulher-Maravilha naquele universo.

