‘Tubarão’: 13 revelações chocantes dos bastidores do clássico

O documentário ‘Tubarão @ 50’ mergulha nos bastidores do clássico de Steven Spielberg, revelando segredos e curiosidades surpreendentes que moldaram o primeiro blockbuster. Descubra os desafios da produção, as escolhas criativas do diretor e os momentos icônicos que fizeram de ‘Tubarão’ um fenômeno cultural e um marco na história do cinema, sem spoilers da trama principal.

Se você é fã de cinema e adora mergulhar nos bastidores das grandes produções, prepare-se! O clássico ‘Tubarão’ de Steven Spielberg, que marcou a história do cinema e definiu o conceito de blockbuster, está completando 50 anos, e com essa celebração, veio um documentário imperdível: ‘Tubarão @ 50’. Este filme inédito promete desvendar os Tubarão segredos mais bem guardados, revelando fatos chocantes e curiosidades que até o mais dedicado cinéfilo talvez não conheça. Prepare a pipoca e venha com a gente nessa viagem pelos segredos de um dos filmes mais icônicos de todos os tempos!

‘Tubarão’: O Legado Que Mudou Hollywood

'Tubarão': O Legado Que Mudou Hollywood

‘Tubarão’ não é apenas um filme de suspense sobre um tubarão gigante; é um fenômeno cultural que redefiniu a indústria cinematográfica. Lançado em 1975, ele foi o primeiro filme a arrecadar mais de 100 milhões de dólares, criando o modelo para os “blockbusters” de verão que conhecemos hoje. Mas o caminho até o sucesso foi cheio de desafios, imprevistos e decisões de última hora que moldaram a obra-prima que amamos. O documentário ‘Tubarão @ 50’ traz à tona entrevistas antigas e depoimentos recentes, incluindo o próprio Steven Spielberg, para contar a história definitiva por trás das câmeras. Vamos explorar alguns dos segredos mais fascinantes revelados!

Uma “Sequência” Inesperada: A Conexão com ‘Duel’

Você já parou para pensar na relação entre ‘Tubarão’ e outros filmes de Spielberg? Uma das revelações mais surpreendentes de ‘Tubarão @ 50’ é a forma como Steven Spielberg descreve ‘Tubarão’ como uma espécie de “sequência espiritual” de seu filme de estreia, ‘Duel’. ‘Duel’ foi um telefilme de 1971 que mostrou um motorista de caminhão invisível aterrorizando um vendedor em uma estrada deserta.

Embora as histórias e os personagens sejam completamente diferentes, Spielberg explica que ambos os filmes compartilham uma conexão temática profunda. Eles exploram a ideia de pessoas comuns sendo perseguidas por “leviathans” desumanos – seja um caminhão gigante ou um tubarão assassino. Essa perspectiva mostra como o diretor já estava explorando medos primordiais e a tensão do “vilão invisível” desde o início de sua carreira, refinando essa fórmula de suspense até culminar no icônico monstro marinho de ‘Tubarão’. É uma daquelas curiosidades que nos faz ver o filme com outros olhos, percebendo a genialidade por trás da visão de Spielberg.

Os Títulos Que Quase Foram: Mais Que Apenas Um Tubarão

Os Títulos Que Quase Foram: Mais Que Apenas Um Tubarão

Imagine ‘Tubarão’ com outro nome! Parece impossível, certo? Mas antes de o livro de Peter Benchley, que deu origem ao filme, chegar às prateleiras, o título foi um grande debate. O próprio Benchley, que também coescreveu o roteiro do filme, considerou várias opções que, convenhamos, não teriam o mesmo impacto. Nomes como ‘Leviathan Rises’, ‘Great White’ e ‘The Tubarão of Death’ estavam na mesa. No entanto, Benchley achava que todos soavam um pouco dramáticos demais, quase melodramáticos.

O documentário ‘Tubarão @ 50’ revela que a decisão final pelo título ‘Tubarão’ (Jaws, em inglês) foi tomada às pressas, pouco antes de o livro ser impresso. Benchley convenceu seu editor, Tom Congdon, argumentando que o nome era curto, direto e impactante. E ele estava certíssimo! A simplicidade do título final, ‘Tubarão’, se tornou tão icônica quanto o próprio filme, provando que, às vezes, menos é mais. É um dos pequenos Tubarão segredos que mostram como até os detalhes mais básicos são cruciais para o sucesso.

Adeus ao Romance: Foco Total na Aventura

Para quem leu o livro original de ‘Tubarão’, uma das maiores diferenças em relação ao filme é a ausência de um romance proibido. No livro, havia um subplot envolvendo um caso amoroso entre Matt Hooper e Ellen Brody. Mas Spielberg tinha uma visão clara para seu filme: ele queria que ‘Tubarão’ fosse uma história de aventura e suspense pura, sem distrações românticas que pudessem desviar o foco da narrativa principal.

Em ‘Tubarão @ 50’, imagens de arquivo de Spielberg explicam que a decisão de cortar esse elemento foi para manter a trama “em linha reta”, focando na tensão da caça ao tubarão. Essa mudança foi crucial para garantir que o filme permanecesse um thriller implacável, sem se perder em outros clichês de gênero. Além disso, a remoção desse caso pode ter até “salvado” Hooper, já que a versão do personagem no livro era menos carismática e acabava morrendo pelo tubarão. Sem o romance, a morte de Hooper teria sido ainda mais chocante para o público. Essa foi uma das escolhas que moldaram a essência do filme, mostrando a precisão de Spielberg em contar sua história.

O Gênio Por Trás do Tubarão Mecânico: O Retorno de Robert Mattey

O Gênio Por Trás do Tubarão Mecânico: O Retorno de Robert Mattey

Qualquer fã de ‘Tubarão’ sabe que o tubarão mecânico, carinhosamente apelidado de “Bruce”, foi uma estrela à parte – e um pesadelo nos bastidores! Mas você sabia que o responsável por dar vida a essa criatura, Robert Mattey, teve que ser tirado da aposentadoria para o projeto? Mattey é uma lenda no mundo dos efeitos especiais, com uma carreira de duas décadas no cinema antes de se aposentar na década de 1970 para trabalhar com a Walt Disney Imagineering, criando animatrônicos para a Disneylândia original.

‘Tubarão @ 50’ revela que foi preciso muito convencimento para trazer Mattey de volta à ativa. Ele foi o cérebro por trás dos três tubarões animatrônicos usados na produção. O documentário enfatiza o imenso respeito que a equipe e Spielberg tinham por Mattey e sua habilidade única em transformar sucata e borracha em uma criatura aterrorizante e crível. Sem a expertise dele, ‘Tubarão’ simplesmente não seria o mesmo. É um dos Tubarão segredos que nos lembra da importância dos artistas de efeitos práticos.

Produção Acelerada: Uma Corrida Contra o Tempo

A produção de ‘Tubarão’ foi notória por seus problemas: o orçamento estourou, o cronograma atrasou e o tubarão mecânico vivia dando defeito. No entanto, ‘Tubarão @ 50’ revela que parte desses desafios pode ter sido culpa da Universal Pictures. Os executivos do estúdio forçaram o início da produção mais cedo do que o planejado devido à ameaça de uma greve do Screen Actors Guild.

A esperança era que o filme pudesse ser concluído rapidamente, entrando em pós-produção antes que a greve acontecesse. Essa pressão inicial, no entanto, pode ter contribuído para os problemas que Spielberg e sua equipe enfrentaram no set. Eles foram forçados a descobrir os defeitos dos tubarões mecânicos e dos barcos enquanto tentavam filmar, em vez de ter tempo para testes e ajustes. É um lembrete de como a pressão externa pode impactar até as maiores produções, e como ‘Tubarão’ superou essas adversidades para se tornar um clássico.

A Brutalidade Suavizada: O Toque de Spielberg na Violência

A Brutalidade Suavizada: O Toque de Spielberg na Violência

‘Tubarão’ é um filme intenso, mas você sabia que ele poderia ter sido ainda mais violento? Steven Spielberg, em ‘Tubarão @ 50’, explica que seu objetivo era recriar a autenticidade de um ataque de tubarão, por isso o filme não se esquivou do sangue e do gore. No entanto, havia uma versão inicial que levava a violência a um nível ainda mais extremo.

Spielberg relembra no documentário que ele filmou os ataques de tubarão com a maior brutalidade possível. Mas, durante a edição, ele “caiu em si” e decidiu cortar os elementos mais gráficos. Essa decisão não foi apenas artística; foi estratégica. A suavização da violência ajudou ‘Tubarão’ a obter uma classificação PG (Parental Guidance Suggested) da MPAA, tornando-o acessível a um público mais amplo e, consequentemente, transformando-o em um blockbuster de sucesso. É um exemplo de como a visão de um diretor pode se adaptar para alcançar um público maior sem comprometer a essência da história.

A Fé do Estúdio em Cheque: Spielberg Salvou o Filme

Mesmo com todo o potencial, houve um momento em que a Universal Pictures duvidou seriamente se ‘Tubarão’ seria concluído. Sidney Sheinberg, presidente da Universal e cuja esposa, Lorraine Gary, interpretou Ellen Brody no filme, estava profundamente preocupado com o andamento da produção. Com os atrasos e os problemas técnicos, o estúdio começou a perder a fé na viabilidade do projeto.

Em ‘Tubarão @ 50’, Spielberg recorda a conversa decisiva com Sheinberg. Inicialmente, Sheinberg não tinha certeza de que o filme poderia ser finalizado. No entanto, a determinação e o comprometimento inabalável de Spielberg em concluir o projeto convenceram o presidente do estúdio a manter o apoio. Essa fé, recuperada no limite, foi essencial para que ‘Tubarão’ não fosse cancelado e se tornasse um dos filmes mais icônicos de todos os tempos. Essa é uma das histórias de Tubarão segredos que revela a tensão nos bastidores da indústria.

“Vamos Precisar de Um Barco Maior”: A Magia da Improvisação

Poucas frases no cinema são tão famosas quanto “You’re gonna need a bigger boat” (Vamos precisar de um barco maior), dita por Brody após ver o tamanho colossal do tubarão. Essa fala, proferida por Roy Scheider, é um exemplo clássico de improvisação no cinema. Mas ‘Tubarão @ 50’ revela que não foi apenas a frase que surgiu no momento; toda a cena foi criada na hora, com a genialidade de Spielberg e Scheider trabalhando juntos.

Spielberg conta que, durante as filmagens, a inspiração veio e ele instruiu Scheider a recuar para a cabine, mas mantendo os olhos fixos no local onde o tubarão havia aparecido. Essa pequena improvisação deu espaço para a frase respirar e se tornar um dos momentos mais memoráveis do filme, tornando-se um marco na cultura pop. É um dos Tubarão segredos que nos mostra como a criatividade no set pode levar a momentos inesquecíveis.

A “Bebedeira” de Quint e Hooper: Química em Cena

A famosa frase de Brody não foi o único momento de improvisação em ‘Tubarão’. A tensão e a química entre Quint e Hooper, interpretados por Robert Shaw e Richard Dreyfuss, respectivamente, eram palpáveis na tela. Spielberg revela que grande parte dessa dinâmica antagônica evoluiu naturalmente da relação entre os atores nos bastidores, levando a inúmeros pequenos momentos improvisados no filme.

Um dos mais notáveis é a cena em que Quint bebe uma cerveja de um só gole, e Hooper, zombeteiramente, bebe um copo de isopor e amassa-o, imitando Quint. Segundo Spielberg, esses momentos simplesmente surgiram de forma orgânica com o elenco no set e foram habilmente costurados na edição, contribuindo para a autenticidade e a profundidade dos personagens. É um testemunho do poder da química entre atores e como ela pode elevar um filme.

O Discurso do U.S.S. Indianapolis: Uma Obra de Três Gênios

O discurso de Quint sobre suas experiências como sobrevivente do naufrágio do U.S.S. Indianapolis na Segunda Guerra Mundial é uma das cenas mais poderosas e arrepiantes de ‘Tubarão’. Mas poucos sabem que essa monólogo icônico foi um esforço colaborativo de três escritores diferentes: Howard Sackler, John Milius e o próprio Robert Shaw.

‘Tubarão @ 50’ detalha o processo: a versão de Sackler era muito curta, e a de Milius, muito longa. Embora haja um debate sobre quem merece mais crédito pelo monólogo final, Spielberg revela que foi Shaw, um dramaturgo talentoso por si só, quem refinou o discurso em sua forma final. O resultado é uma peça de atuação magistral que adiciona uma camada de profundidade e tragédia ao personagem de Quint, tornando-o inesquecível. É um dos Tubarão segredos que mostram o trabalho árduo e a colaboração por trás de momentos cinematográficos lendários.

Conclusão: O Legado Vivo de ‘Tubarão’

‘Tubarão’ é muito mais do que um filme sobre um tubarão gigante; é um marco que revolucionou o cinema e continua a inspirar gerações. Os Tubarão segredos revelados em ‘Tubarão @ 50’ nos dão uma visão fascinante dos desafios, da criatividade e da pura genialidade que foram necessários para trazer essa obra-prima à vida. Desde as decisões de roteiro que moldaram a narrativa até a improvisação mágica no set e os desafios técnicos com o tubarão mecânico, cada detalhe contribuiu para o sucesso estrondoso do filme.

Steven Spielberg e sua equipe enfrentaram inúmeros obstáculos, mas a paixão e a visão transformaram um projeto conturbado em um clássico atemporal. Assistir a ‘Tubarão’ hoje, sabendo de todos esses bastidores, torna a experiência ainda mais rica e emocionante. Se você ainda não viu o documentário ‘Tubarão @ 50’, corra para conferir e mergulhe ainda mais fundo nos mistérios e na magia por trás do filme que nos fez pensar duas vezes antes de entrar na água!

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Perguntas Frequentes sobre os Segredos de ‘Tubarão’

O que é o documentário ‘Tubarão @ 50’?

‘Tubarão @ 50’ é um documentário inédito que celebra os 50 anos do clássico ‘Tubarão’ de Steven Spielberg, desvendando segredos, fatos chocantes e curiosidades dos bastidores da produção com entrevistas e depoimentos exclusivos.

Como ‘Tubarão’ redefiniu a indústria cinematográfica?

Lançado em 1975, ‘Tubarão’ foi o primeiro filme a arrecadar mais de 100 milhões de dólares, estabelecendo o modelo para os “blockbusters” de verão e mudando a forma como os filmes eram comercializados e lançados, influenciando Hollywood para sempre.

Qual a conexão entre ‘Tubarão’ e ‘Duel’ de Steven Spielberg?

Spielberg descreve ‘Tubarão’ como uma “sequência espiritual” de seu telefilme ‘Duel’, pois ambos exploram a ideia de pessoas comuns sendo aterrorizadas por “leviathans” desumanos e invisíveis, refinando a fórmula de suspense que se tornaria sua marca registrada.

Por que o romance entre Hooper e Ellen Brody foi cortado do filme?

Steven Spielberg decidiu remover o subplot romântico presente no livro para manter a trama focada na aventura e no suspense da caça ao tubarão, garantindo que o filme fosse um thriller implacável sem distrações de gênero que pudessem desviar o público.

Quem foi Robert Mattey e qual sua importância para ‘Tubarão’?

Robert Mattey foi o lendário artista de efeitos especiais responsável por construir os três tubarões animatrônicos (carinhosamente apelidados de “Bruce”) usados na produção de ‘Tubarão’. Ele foi tirado da aposentadoria e sua expertise foi crucial para dar vida crível e aterrorizante ao monstro marinho, apesar dos desafios técnicos.

A famosa frase “Vamos precisar de um barco maior” foi roteirizada?

Não, a icônica frase “You’re gonna need a bigger boat” (Vamos precisar de um barco maior), dita por Brody (Roy Scheider), foi um momento de improvisação no set. Ela surgiu de forma orgânica da interação entre o ator e a direção de Steven Spielberg, tornando-se um marco na cultura pop.

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Marina Souza
Marina Souza
Oi! Eu sou a Marina, redatora aqui do Cinepoca. Desde os tempos de criança, quando as tardes eram preenchidas por maratonas de clássicos da Disney em VHS e as noites por filmes de terror que me faziam espiar por entre os dedos, o cinema se tornou um portal para incontáveis realidades. Não importa o gênero, o que sempre me atraiu foi a capacidade de um filme de transportar, provocar e, acima de tudo, contar algo.No Cinepoca, busco compartilhar essa paixão, destrinchando o que há de mais interessante no cinema, seja um blockbuster que domina as bilheterias ou um filme independente que mal chegou aos circuitos.Minhas expertises são vastas, mas tenho um carinho especial por filmes que exploram a complexidade da mente humana, como os suspenses psicológicos que te prendem do início ao fim. Meu objetivo é te levar em uma viagem cinematográfica, apresentando filmes que talvez você nunca tenha visto, mas que definitivamente merecem sua atenção.

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