Mergulhe nas 9 principais diferenças entre a aclamada HQ ‘The Eternaut’ e a nova série da Netflix. Entenda como a adaptação modernizou a história, desde o salto temporal para 2025 até as mudanças na forma como os alienígenas agem e no desenvolvimento dos personagens, mantendo a essência da obra de Oesterheld.
E aí, galera do Cinepoca! Se você já maratonou ‘The Eternaut’ na Netflix ou é fã de carteirinha dos quadrinhos argentinos, com certeza notou que a série trouxe algumas The Eternaut mudanças significativas. Adaptar uma obra tão icônica e cheia de história como a de Héctor Germán Oesterheld para as telinhas não é tarefa fácil, e a produção da Netflix mandou bem em manter a essência, mas também soube inovar para falar com a gente hoje em dia.
Por que as adaptações mudam? O caso de ‘The Eternaut’
Sabe, quando um livro, quadrinho ou jogo vira filme ou série, é super normal rolar umas mudanças. Às vezes é pra caber no tempo, pra modernizar a história, pra alcançar um público maior ou simplesmente pra dar uma nova cara pra algo que a gente já ama. Com ‘The Eternaut’, não foi diferente. A HQ original é um marco na Argentina, cheia de camadas políticas e sociais dos anos 50. Era um espelho do seu tempo, saca?
Essas adaptações são cruciais para que a história continue relevante e impactante. Afinal, o mundo mudou, a tecnologia evoluiu e a forma como consumimos entretenimento é outra. As The Eternaut mudanças na série da Netflix mostram um esforço em equilibrar a homenagem ao original com a necessidade de contar uma história que ressoe com a galera de hoje. Vamos mergulhar nas 9 principais alterações que a gente separou pra você!
1. O Salto Temporal: Dos Anos 50 para 2025
Uma das primeiras e mais notáveis The Eternaut mudanças é o período em que a história se passa. Os quadrinhos originais foram publicados entre 1957 e 1959, e a trama se desenrola bem nessa época, refletindo um monte de questões políticas que a Argentina vivia naqueles anos. Era um espelho do seu tempo, saca?
Já a série da Netflix dá um pulo gigante no calendário e nos joga para o presente. Embora não falem um ano exato, as referências visuais e a tecnologia mostram que estamos ali por volta de 2025. Essa modernização não é à toa. Ela serve pra gente se sentir mais próximo da história, como se essa neve tóxica pudesse cair a qualquer momento na nossa cidade. Deixa tudo mais imediato e assustador, né?
2. Viagem no Tempo: O Início na HQ vs. As Pistas na Série
Nos quadrinhos, a viagem no tempo aparece logo de cara, de um jeito super meta. O próprio autor, Héctor Germán Oesterheld, está em seu estúdio quando um cara misterioso surge do nada. Esse cara é ninguém menos que Juan Salvo, o protagonista, que se apresenta como um viajante do tempo e começa a contar sua saga. É um jeito bem único de começar uma história pós-apocalíptica, né?
A série da Netflix opta por um caminho mais direto e tradicional para o gênero. Começa com o evento apocalíptico rolando, com a neve caindo e o caos se instalando. É mais parecido com o que a gente espera de um thriller de sobrevivência. Mas calma, a série não ignora a viagem no tempo! Ela dá várias pistas de que Juan é o tal Eternauta, preso em um loop temporal, vivendo e revivendo os eventos, talvez em realidades diferentes. É uma das The Eternaut mudanças que deixa a gente pensando no que vem por aí na segunda temporada.
3. Adeus, Discos Voadores? A Chegada Alienígena na Série
Nos quadrinhos, os “Ellos” (“Eles”), a espécie alienígena por trás de tudo, chegam à Terra de um jeito clássico da ficção científica dos anos 50: em discos voadores. É a imagem que a gente tem na cabeça quando pensa em invasão alienígena antiga.
A série da Netflix, pra se diferenciar e talvez parecer um pouco menos clichê para o público moderno, trocou os discos voadores por feixes de luz vermelha caindo do céu. É um visual mais sutil, misterioso e moderno. Não fica tão óbvio como eles chegam, e a ambiguidade deixa a gente mais intrigado. É uma pequena, mas interessante, entre as The Eternaut mudanças visuais.
4. Sem Rótulos Fixos: Os Nomes dos Alienígenas na Série
Os quadrinhos dão nomes específicos para as diferentes criaturas alienígenas que aparecem. Por exemplo, aquelas criaturas gigantes parecidas com besouros são chamadas de Cascarudos. E tem também a entidade que controla os besouros e os humanos, que no material original é conhecida como “A Mão”. No início da HQ, a força maior por trás de tudo é chamada de “Ellos”.
Na série, por outro lado, eles evitam dar nomes fixos para a maioria dessas criaturas. A gente vê os besouros gigantes e “A Mão” (a criatura com vários dedos que usa música), mas eles não são explicitamente nomeados na primeira temporada. Essa é mais uma das The Eternaut mudanças que pode ser intencional para manter um ar de mistério ou talvez para introduzir os nomes de forma mais orgânica no futuro. A gente espera ver os “Ellos” de verdade na segunda temporada!
5. Controle Mental: Telecontrolador vs. Chips e Música
O jeito que os alienígenas controlam os humanos é um ponto chave da trama, e aqui temos outra das The Eternaut mudanças importantes. Nos quadrinhos, é explicado que eles usam um dispositivo chamado “telecontrolador”, que é implantado na medula espinhal e no cérebro. Basicamente, transforma as pessoas em robôs sem vontade própria ou memória do que eram antes.
A série da Netflix é um pouco mais ambígua sobre o mecanismo exato. A gente vê que muitos humanos estão sob controle, incluindo a filha do Juan, Clara. Juan nota um caroço na cabeça dela, o que sugere algum tipo de chip ou implante. Além disso, “A Mão” usa música para manipular tanto os besouros quanto os humanos controlados. A série mantém um certo mistério sobre a ciência por trás disso, misturando tecnologia (o chip) com algo mais sutil (a música), o que pode ser uma tentativa de modernizar a ideia do controle.
6. O Passado Militar de Juan: Reserva vs. Veterano de Guerra
O protagonista, Juan Salvo, tem um background militar tanto nos quadrinhos quanto na série, mas com uma diferença. Nos quadrinhos, ele é um “reservista” do Exército, o que significa que ele teve um treinamento básico, mas não necessariamente participou de combate ativo.
A série da Netflix faz uma das The Eternaut mudanças para dar a Juan um passado militar mais pesado: ele é retratado como um veterano de guerra. Isso explica por que ele tem habilidades de sobrevivência, sabe usar armas e não hesita em se defender ou proteger sua família. As cenas de flashback da guerra também servem como uma metáfora visual para o trauma que ele carrega e a sensação de desorientação que sente durante a invasão. Essa mudança torna o personagem de Juan mais preparado (e talvez mais atormentado) para o cenário apocalíptico.
7. O Papel de Clara: De Secundária a Peça Chave
Nos quadrinhos originais, as personagens femininas não têm tanto destaque, e a filha de Juan, Clara, tem um papel bem menor. Ela não é sequestrada pelos alienígenas da forma como acontece na série.
A série da Netflix promove uma das The Eternaut mudanças mais significativas e bem-vindas: o papel de Clara é expandido enormemente. Ela se torna uma personagem central na motivação de Juan, que passa grande parte da primeira temporada tentando encontrá-la e salvá-la. Isso aumenta muito a tensão e o drama pessoal do protagonista. Além disso, dar mais destaque para Clara ajuda a série a ter uma personagem feminina forte e desenvolvida, algo que faltava no material original. O final da primeira temporada sugere que Clara terá um papel ainda maior no futuro, se afastando ainda mais da trama da HQ.
8. Fagulhas de Resistência: Humanos Controlados na Série
Nos quadrinhos, os humanos que são controlados pelos alienígenas parecem perder completamente suas memórias e identidade. Eles se tornam fantoches sem individualidade, servindo cegamente aos “Ellos”.
A série da Netflix introduz uma das The Eternaut mudanças mais interessantes para o potencial da trama futura: alguns humanos controlados mostram sinais de resistência. Eles não são apenas robôs. Clara, em particular, parece ter momentos de lucidez, lembrando-se de coisas que aconteceram antes de ser capturada. Essa brecha no controle alienígena abre um leque de possibilidades para a segunda temporada, explorando a ideia de que a mente humana pode ser mais resiliente do que os alienígenas imaginam. Será que essa resistência pode ser a chave para lutar contra eles?
9. A Neve Tóxica: Explicação Científica (Meio Doida) na Série
A premissa de ‘The Eternaut’ começa com uma nevasca mortal que cai do céu. Nos quadrinhos, a origem dessa neve tóxica não é muito explicada, apenas sabemos que foi causada pelos alienígenas como primeiro ataque. A gente meio que aceita que eles têm a tecnologia pra bagunçar o clima do planeta.
A série da Netflix, no entanto, tenta dar uma explicação (mesmo que meio maluca) para a neve. Uma das The Eternaut mudanças aqui é que um personagem com conhecimento em engenharia elétrica teoriza que uma mudança nos polos da Terra fez com que a radiação dos cinturões de Van Allen se misturasse com a neve. Essa teoria “pseudocientífica” é apresentada como uma forma de tentar ancorar o sci-fi em uma realidade (ainda que fantasiosa), dando um toque de “como isso *poderia* acontecer” para o público moderno. É um esforço pra tornar a ameaça um pouco mais “explicável”, mesmo que a explicação seja doideira.
É isso, galera! Essas são as 9 principais The Eternaut mudanças que a série da Netflix trouxe em relação aos quadrinhos originais. Como vimos, algumas são para modernizar a história, outras para dar mais profundidade aos personagens e algumas para ajustar a narrativa para o formato de série. O importante é que, mesmo com essas alterações, a série conseguiu capturar o espírito de resistência e a tensão da obra de Oesterheld, conquistando público e crítica. E você, o que achou dessas diferenças? Conta pra gente nos comentários!
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Perguntas Frequentes sobre As Mudanças em ‘The Eternaut’ (Netflix)
Por que a série ‘The Eternaut’ da Netflix tem mudanças em relação à HQ?
Adaptações mudam por vários motivos: para caber no tempo, modernizar a história, alcançar um público maior ou dar uma nova perspectiva. No caso de ‘The Eternaut’, foi para respeitar a base da HQ de 1950 e ressoar com o público de 2025.
Qual a principal diferença de época entre a HQ e a série?
A HQ se passa nos anos 1950, refletindo a época de sua publicação na Argentina. A série da Netflix transporta a história para o presente, por volta de 2025, para criar uma sensação de ameaça mais imediata para o público atual.
Como os alienígenas controlam os humanos na série, diferente da HQ?
Nos quadrinhos, o controle é feito por um “telecontrolador” implantado. Na série, é mais ambíguo, sugerindo chips ou implantes (como visto em Clara) e o uso de música pela criatura “A Mão” para manipular controlados e besouros.
Qual a maior mudança no papel da personagem Clara?
Nos quadrinhos, Clara, a filha de Juan, tem um papel pequeno. A série a expande enormemente, tornando-a peça central na motivação de Juan e introduzindo a ideia de que humanos controlados (como ela) podem mostrar sinais de resistência.
A série explica a origem da neve tóxica de forma diferente da HQ?
Sim. A HQ não explica muito a origem da neve, apenas que é um ataque alienígena. A série tenta dar uma explicação pseudocientífica, envolvendo uma mudança nos polos da Terra e radiação dos cinturões de Van Allen se misturando à neve.

