‘Caos e Destruição’, o novo filme de Gareth Evans com Tom Hardy na Netflix, gerou críticas mistas apesar da ação intensa. Descubra os 5 principais motivos que levaram especialistas a dividir opiniões sobre o longa, abordando a história frágil, personagens clichês, CGI questionável e previsibilidade.
E aí, galera do Cinepoca! Preparados para mergulhar no mundo dos filmes de ação com uma pitada de polêmica? Hoje a gente fala sobre Caos e Destruição, o mais novo trabalho de Gareth Evans, o mestre por trás da adrenalina pura de ‘The Raid’. Com Tom Hardy no elenco e prometendo sequências de tirar o fôlego, o filme chegou na Netflix em abril de 2025 e, como o título já entrega, causou um… bem, um certo caos nas opiniões da crítica. Mas por que será que um filme com tanta expectativa e gente boa envolvida acabou dividindo tanto? Vamos desvendar os 5 motivos por trás dessas críticas mistas!
Ação de Sobra, História de Menos: O Grande Dilema de ‘Caos e Destruição’
Não dá pra negar: quando o assunto é ação, ‘Caos e Destruição’ entrega o que promete. As cenas de luta e perseguição são longas, intensas e, sim, surpreendentemente violentas em alguns momentos. Parece que Gareth Evans usou toda a sua experiência de ‘The Raid’ para coreografar sequências que prendem a atenção pela pura energia e pela habilidade dos atores em cena.
O problema, segundo boa parte da crítica, é que essa ação toda parece existir “por si só”. É como se o filme fosse uma vitrine de coreografias de combate sem um esqueleto narrativo que as sustente de verdade. A história de ‘Caos e Destruição’ é vista por muitos como rasa, com pouca profundidade e sem um desenvolvimento adequado do mundo em que se passa.
Os personagens, incluindo o vivido por Tom Hardy, são considerados subdesenvolvidos, caindo em clichês que a gente já viu um monte de vezes. A trama, que envolve um detetive corrupto, um filho de político acusado de assassinato e a máfia, é descrita como confusa e sem substância, apesar de simples na premissa básica. Parece que Evans manda muito bem na hora de filmar a porradaria, mas tropeça na hora de construir um roteiro envolvente e original.
Para quem só quer ver pancadaria, ‘Caos e Destruição’ pode até funcionar. Mas se você espera uma história que te faça pensar, se importar com os personagens ou se surpreender, talvez se sinta um pouco decepcionado. A falta de um background sólido e de motivações claras para os personagens faz com que a ação, por mais espetacular que seja, perca parte do impacto emocional e se torne apenas uma sucessão de eventos violentos na tela.
É um ponto crucial que a crítica observou: a desconexão entre a excelência técnica nas cenas de luta e a fragilidade da narrativa. Um filme de ação que se sustenta apenas na ação, sem uma história que justifique ou eleve esses momentos, pode acabar parecendo vazio, por mais impressionantes que sejam os movimentos na tela. E é exatamente aí que ‘Caos e Destruição’ parece ter escorregado para muitos espectadores e especialistas.
Tom Hardy: O Ponto Forte em Meio ao Caos
Se tem um nome que gera burburinho e expectativa em qualquer projeto, esse nome é Tom Hardy. Conhecido por sua intensidade e versatilidade, Hardy já provou que manda bem tanto em dramas profundos quanto em papéis que exigem fisicalidade e presença de tela. E em ‘Caos e Destruição’, mesmo com os pesares do roteiro, parece que ele consegue se destacar.
Vários críticos apontaram que Hardy é, de longe, a maior força do filme. Apesar de seu personagem, Patrick Walker, ser considerado subdesenvolvido e clichê (o policial com um passado sombrio que busca redenção), a atuação de Hardy consegue injetar uma dose de carisma e intensidade que eleva o material. Ele aproveita os poucos momentos dramáticos de seu personagem para mostrar seu talento, mesmo que a história não lhe dê tanto espaço para explorar essas facetas.
Nas cenas de ação, a performance de Hardy também brilha. Sua fisicalidade e treinamento são evidentes, tornando as lutas e perseguições ainda mais críveis e impactantes. É como se ele conseguisse vender a ideia de um detetive durão e conflicted apenas com sua presença e entrega, compensando, em parte, as falhas do roteiro em dar profundidade a Walker.
Em um filme que sofre com personagens rasos e uma trama previsível, ter um ator do calibre de Tom Hardy no papel principal faz uma grande diferença. Ele consegue segurar a atenção do público mesmo quando a história divaga ou se torna menos interessante. Sua atuação é descrita como “distinta” e capaz de tornar um arquétipo familiar de anti-herói mais cativante do que ele provavelmente seria apenas no papel.
É um atestado do talento de Hardy que ele consiga se sobressair em um filme que tem sido criticado justamente pela falta de substância em seus personagens. Ele se torna o elemento humano e magnético que nos faz querer continuar assistindo, mesmo quando os outros aspectos do filme não convencem totalmente. Sua participação é, sem dúvida, um dos principais motivos pelos quais ‘Caos e Destruição’ ainda consegue atrair espectadores.
Ação Demais Atrapalha? Quando as Lutas Se Tornam Distração em ‘Caos e Destruição’
Pode parecer irônico, mas um dos pontos que dividiu a crítica em ‘Caos e Destruição’ foi justamente a quantidade e a duração das cenas de ação. Sim, o filme é de ação e esperávamos muitas lutas, mas parece que, para alguns, o diretor Gareth Evans pesou a mão e acabou fazendo com que essas sequências se tornassem um problema em vez de uma solução.
As cenas de combate são inegavelmente bem coreografadas e visualmente impressionantes, como a famosa sequência na boate que foi bastante comentada. No entanto, quando a história é frágil, os personagens são pouco desenvolvidos e o filme não oferece muita originalidade, a ação excessiva começa a ter um efeito reverso. Em vez de complementar a narrativa, ela a sobrecarrega.
Alguns críticos sentiram que o filme se perdeu em suas próprias cenas de ação. A violência gráfica e a coreografia elaborada, por mais bem feitas que fossem, acabaram se tornando uma distração constante de uma trama que nunca encontra um rumo firme. É como se o filme usasse a ação como uma cortina de fumaça para disfarçar suas deficiências narrativas.
Com 105 minutos de duração, ‘Caos e Destruição’ apresenta um fluxo constante de quebra de ossos e coreografias caóticas, mas essa enxurrada de violência, sem um peso dramático ou uma história envolvente por trás, pode começar a parecer “cartunística” ou até mesmo cômica para alguns espectadores, perdendo o impacto que deveria ter.
A crítica aponta que, por mais que Evans domine a direção de ação, o excesso acaba prejudicando a experiência geral. As longas sequências, embora tecnicamente proficientes, não conseguem sustentar o filme sozinhas quando a base da história e dos personagens é tão fraca. Em vez de imergir o espectador, a ação pode acabar cansando e fazendo com que a falta de substância do filme fique ainda mais evidente.
O Fantasma do CGI Malfeito Assombra ‘Caos e Destruição’
Em uma era onde os efeitos visuais são cada vez mais comuns e sofisticados, é frustrante quando um filme de grande orçamento tropeça nesse aspecto. E parece que ‘Caos e Destruição’ enfrenta um problema notável com seu CGI (Computer-Generated Imagery) em alguns momentos, o que também contribuiu para as críticas mistas.
Embora as sequências de ação sejam bem coreografadas no geral, o uso de CGI ruim em cenas específicas pode ser bastante distrativo. É compreensível que, para certas acrobacias ou momentos perigosos, o uso de efeitos visuais seja necessário por questões de custo e segurança. No entanto, quando o CGI é mal executado, ele tira o espectador da imersão e pode até parecer amador.
O exemplo mais citado pelos críticos é a primeira grande cena de ação do filme: a perseguição de caminhão. Detalhes como um personagem pendurado na porta do veículo foram apontados como exemplos claros de CGI artificial e pouco convincente. Essa falha visual logo no início do filme pode criar uma impressão negativa duradoura.
Assim como a ação excessiva, o CGI ruim em ‘Caos e Destruição’ poderia ter sido mais facilmente perdoado se o filme oferecesse uma história cativante ou personagens com os quais nos importássemos. Mas, como esses elementos são considerados fracos, os efeitos visuais de baixa qualidade se destacam ainda mais como um defeito significativo.
Alguns críticos sugeriram que talvez a intenção fosse dar ao filme uma estética meio de quadrinhos, com um acabamento mais granulado, mas o resultado final em certas cenas pareceu apenas picotado e mal finalizado. Essa questão visual, especialmente em um filme que depende tanto da força de suas sequências de ação, se tornou um ponto negativo que a crítica não deixou passar.
História Rebatida: A Previsibilidade Decepcionante de ‘Caos e Destruição’
Chegamos talvez ao ponto mais fraco de ‘Caos e Destruição’ na visão da crítica: a falta de originalidade e a previsibilidade de sua história. Em um gênero como o de ação, onde a inovação narrativa pode ser um desafio, ‘Caos e Destruição’ parece ter optado pelo caminho mais seguro, recontando uma trama que já vimos inúmeras vezes.
A premissa de um policial corrupto que se envolve em uma situação perigosa que o força a buscar algum tipo de redenção através de métodos questionáveis não é nova. É um arquétipo batido no cinema, e ‘Caos e Destruição’ não faz muito para adicionar algo fresco a essa fórmula. Pelo contrário, a história é vista como “cartunística” justamente por não trazer nada de novo, apenas jogando os elementos conhecidos em um liquidificador de cenas de ação.
Essa falta de originalidade torna o filme previsível. Os “plot twists”, ou reviravoltas da trama, não surpreendem porque o público mais atento já consegue antecipá-los com bastante antecedência, às vezes logo nos primeiros minutos. A emoção do filme, portanto, não vem da descoberta ou da surpresa narrativa, mas unicamente da execução das sequências de combate.
Embora Tom Hardy faça o seu melhor para dar vida ao protagonista, o roteiro não oferece profundidade suficiente para que o público se importe genuinamente com o destino de Walker ou com os desdobramentos da investigação. A falta de um desenvolvimento de personagem convincente e de uma história com apostas emocionais reais faz com que a previsibilidade seja ainda mais sentida.
Para muitos críticos, a história de ‘Caos e Destruição’ é a sua maior decepção. Em um gênero saturado, repetir a mesma fórmula sem adicionar uma nova perspectiva ou uma execução particularmente brilhante no roteiro faz com que o filme pareça genérico e esquecível, apesar dos esforços nas cenas de ação e na atuação de seu protagonista.
Conclusão: ‘Caos e Destruição’ Vale a Pena?
‘Caos e Destruição’ chegou na Netflix com a promessa de muita ação e o carisma de Tom Hardy, e nesse sentido, até entregou. As cenas de combate são o ponto alto, mostrando o talento de Gareth Evans para coreografias intensas. Tom Hardy também brilha, elevando o nível de seu personagem mesmo com um roteiro limitado.
No entanto, o filme tropeça feio na sua base: a história. Considerada rasa, previsível e pouco original, a narrativa não consegue sustentar a ação, que por vezes se torna excessiva e distrativa. Adicione a isso alguns momentos de CGI questionável, e você tem um filme que, apesar dos pontos fortes, acabou dividindo a crítica. ‘Caos e Destruição’ é um prato cheio para quem busca apenas adrenalina visual, mas pode deixar a desejar para quem procura uma trama envolvente e personagens memoráveis. E você, já assistiu? Qual a sua opinião sobre o filme?
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Perguntas Frequentes sobre ‘Caos e Destruição’
Por que ‘Caos e Destruição’ recebeu críticas mistas?
O filme dividiu a crítica principalmente pela diferença entre a alta qualidade das cenas de ação, elogiadas pela intensidade e coreografia, e uma história considerada rasa, previsível e com personagens pouco desenvolvidos.
Quais são as principais falhas apontadas pela crítica?
As falhas mais citadas incluem a falta de profundidade na narrativa e nos personagens, o excesso de ação que se torna distrativo, momentos de CGI malfeito que quebram a imersão e a previsibilidade da trama.
A atuação de Tom Hardy é um ponto positivo?
Sim, a atuação de Tom Hardy é amplamente considerada um dos maiores pontos fortes do filme. Ele consegue adicionar carisma e intensidade ao seu personagem, Patrick Walker, elevando o material apesar das limitações do roteiro.
A ação no filme é de boa qualidade?
As cenas de ação são tecnicamente bem executadas, intensas e mostram a habilidade do diretor Gareth Evans. No entanto, alguns críticos apontam que o excesso e a duração delas, sem uma história forte que as sustente, podem se tornar repetitivas e distrativas.
Quando ‘Caos e Destruição’ foi lançado na Netflix?
‘Caos e Destruição’ estreou na plataforma de streaming Netflix em abril de 2025.

